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Papa lembra Guarda Suíça que a sua função é mais que proteger o pontífice e elogia espírito de caserna

Não só proteger o papa, como faz desde 1506: à Guarda Suíça Pontifícia é dada a oportunidade de praticar o iluminar a desesperança dos tristes e exercer o «respeito pelas particularidades e ideias de outros, aprendendo a reconhecer neles um irmão», declarou hoje Francisco, no Vaticano.

«Isto ajudar-vos-á a viver na sociedade com a atitude certa, reconhecendo a diversidade cultural, religiosa e social como riqueza humana, e não como uma ameaça. Este aspeto é particularmente importante num mundo que está a viver, como nunca antes, ingentes movimentos de povos e de pessoas à procura de segurança e de uma vida digna», afirmou.

As palavras do papa foram proferidas por ocasião do juramento dos novos recrutas da Guarda Suíça, que terão, provavelmente, o uniforme mais reconhecido no mundo entre as forças de segurança, e que, segundo Francisco, realizam um «serviço precioso e generoso ao papa e à Igreja».

«Diariamente posso experimentar pessoalmente a dedicação, o profissionalismo e o amor com que realizais a vossa atividade. E por isso vos agradeço. Agradeço de modo particular as vossas famílias, que acolheram benevolamente a vossa opção de viver este serviço no Vaticano e vos apoiam com o seu afeto e a sua oração», afirmou.

Depois de lembrar que a festa da instituição ocorre após a Páscoa, Francisco lembrou que os elementos da Guarda vão cruzar-se com «pessoas que jazem nos sepulcros contemporâneos da dor, da perda e da pobreza, e esperam uma luz que as faça renascer para a vida nova».

«Exorto-vos, caros guardas, a dirigir a elas uma palavra de conforto, um gesto de fraternidade, para vos tornardes testemunhas convincentes de Cristo ressuscitado, vivo e presente em cada tempo», apontou.

Das pessoas que estão ao serviço da Santa Sé espera-se «dedicação total e santidade de vida», acentuou Francisco, que endereçou um pedido aos elementos da Guarda: «Fazei de modo que aqueles que encontrardes no vosso serviço diário, membros da Cúria, colegas de trabalho nos vários âmbitos do Vaticano, peregrinos ou turistas, possam descobrir também através de vós o amor de Deus por cada ser humano. Esta é a primeira missão de cada cristão».

Para Francisco, «a realidade da caserna ensina alguns princípios éticos e espirituais, que refletem muitos dos valores que devem ser seguidos também na vida: o diálogo, a lealdade, o equilíbrio nas relações, a compreensão».


 

Rui Jorge Martins
Fonte: Sala de Imprensa da Santa Sé
Imagem: D.R.
Publicado em 04.05.2019

 

 
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