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«Muito fraca»: Papa critica resposta internacional às alterações climáticas

A resposta da política internacional «às problemáticas colocadas por questões globais como a das alterações climáticas é ainda muito fraca e fonte de grande preocupação», sublinhou hoje o papa, no discurso aos membros do Corpo Diplomático acreditados junto da Santa Sé.

As palavras do papa foram proferidas ao mesmo tempo que incêndios grassam há semanas na Austrália, tendo causado até agora quase três dezenas de mortos, e depois dos fogos que atingiram a Amazónia em 2019, mais 30,5% do que no ano anterior, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, do Brasil, sem esquecer as vítimas e prejuízos causados todos os anos pelas chamas nas florestas em Portugal.

Francisco observou que os resultados da 25.ª sessão da Conferência da ONU sobre a Mudança do Clima (COP25), realizada em Madrid no mês passado, constituem «um sério toque de alarme sobre a vontade que a comunidade internacional tem de enfrentar, com sabedoria e eficácia, o fenómeno do aquecimento global, que requer uma resposta coletiva, capaz de fazer prevalecer o bem comum sobre os interesses particulares».

«A salvaguarda do lugar que nos foi dado pelo Criador para viver não pode ser negligenciada nem reduzida a uma problemática de elite. Os jovens dizem-nos que não pode ser assim, porque existe um desafio urgente, a todos os níveis, de proteger a nossa casa comum», vincou.



«Às barreiras do ódio, preferimos as pontes da reconciliação e da solidariedade; àquilo que afasta, preferimos o que aproxima»



São os mais novos, prosseguiu que recordam à humanidade «a urgência duma conversão ecológica, que deve ser entendida de maneira integral, como uma transformação das relações que mantemos com as nossas irmãs e irmãos, com os outros seres vivos, com a criação na sua riquíssima variedade, com o Criador que é origem de toda a vida».

Na intervenção de quase 50 minutos a cerca de 180 diplomatas, o papa comentou a viagem que realizou em 2019 à Bulgária, Macedónia do Norte e Roménia para valorizar o facto de terem sido «encruzilhada de diferentes culturas, etnias e civilizações».

«Ao visitá-los, pude experimentar mais uma vez como são importantes o diálogo e a cultura do encontro para construir sociedades pacíficas, onde cada um possa expressar livremente a própria pertença étnica e religiosa», assinalou.

O incêndio na catedral de Notre-Dame, em Paris, edifício «caro não apenas aos católicos mas significativo para toda a França e a humanidade inteira», evidenciou «o tema dos valores históricos e culturais da Europa e das raízes nas quais a mesma se fundamenta».

Após evocar o 30.º aniversário da queda do Muro de Berlim, Francisco lançou um libelo contra a «divisão», o «extremismo» e a «violência»: «Às barreiras do ódio, preferimos as pontes da reconciliação e da solidariedade; àquilo que afasta, preferimos o que aproxima».


 

Rui Jorge Martins
Fonte: Sala de Imprensa da Santa Sé
Imagem: yelantsevv/Bigstock.com
Publicado em 09.01.2020

 

 
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