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Pádua: Obras-primas da arte cristã são agora Património Mundial

A 44.ª sessão do Comité do Património Mundial da UNESCO, que decorreu em Fuzhou, China, decidiu distinguir a “Padova Urbs Picta”, que inclui todo o ciclo pictórico dos oito edifícios e complexos monumentais no centro histórico da cidade italiana de Pádua.

A capela dos Scrovegni, frescos que constituem a obra-prima de Giotto, a basílica de Santo António, o batistério da catedral, a igreja dos Santos Filipe e Tiago, a capela Reggia Carrarese, os oratórios de S. Jorge e de S. Miguel, bem como o palácio da Razão, passam a integrar o Património Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura.

Trata-se de oitos espaços em que história, cultura e ciência se entrelaçam, formando um património artístico que no século XIV tornou a cidade onde morreu Santo António de Lisboa protagonista da renovação da linguagem figurativa europeia.



Imagem Basílica de Santo António, Pádua | Alberto SevenOnSeven/Bigstock.com


Este património «ilustra um modo completamente novo de representar a narração em pintura, com novas perspetivas espaciais influenciadas pelos progressos da ciência da ótica e uma nova capacidade de representar as figuras humanas em todas as suas características, incluindo sentimentos e emoções», assinala a o texto que justifica a nomeação.

«Estas inovações marcam uma nova era na história da arte, produzindo uma irresistível mudança de direção», acrescenta o Comité, que tornou Pádua uma das raras cidades que acolhem duas designações de Património Mundial – anteriormente tinha sido eleito o horto botânico, adjacente ao edificado de Santo António.

A capela dos Scrovegni, o monumento cimeiro da candidatura, representa a obra em fresco melhor conservada de Giotto, representando cenas da vida de Cristo e da Virgem, figuras de profetas, a par de figuras alegóricas dos vícios e virtudes que acompanham os peregrinos e visitantes ao majestoso “Juízo universal”.



Imagem Basílica de Santa Justina, Pádua | bbsferrari/Bigstock.com


«Hoje, o “peso” de uma cidade mede-se não somente em termos de desenvolvimento económico e de rendimento produzido, mas também de bens imateriais, como o conhecimento e a valorização da sua cultura e da sua história. São valores que se refletem em cada aspeto da vida quotidiana e que tornam uma cidade mais interessante e estimulante que outras», declarou o presidente do município.

O bispo de Pádua manifestou o seu contentamento pelo «importante reconhecimento» que conduz a cidade «e uma parte significativa do seu património artístico e cultural, mas também religioso, a uma pertença mundial da humanidade, reconhecendo-lhe o valor universal».

«Ser “património” indica não só a preciosidade do bem, mas também o seu ser gerador de outros bens para o hoje e para o futuro, algo a tutelar, salvaguardar e transmitir. São bens que dão brilho à cidade, mas que prestam homenagem também à sua história e à sua cultura, tão prenhe de testemunhas de fé», observou D. Claudio Cipolla.

O prelado sublinhou que todos os espaços abrangidos pela distinção narram «uma Pádua do século XIV em que vida e fé, concretude e espiritualidade, âmbito civil e religioso se entretecem fortemente».









 

Alberto Laggia
In Famiglia Cristiana
Imagem de topo: Capela dos Scrovegni, Pádua | D.R.
Publicado em 27.07.2021

 

 
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