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Joana Carneiro: «Nunca me senti discriminada como mulher, mas como mãe, já»

«A maternidade não é vista de uma forma fácil por todas as entidades empregadoras. A discriminação das mulheres existe, mas a discriminação das mães acho que é ainda maior. Eu nunca me senti discriminada como mulher, mas como mãe, já. Isso, para mim, é muito mais difícil.»

A revelação foi feita pela maestrina Joana Carneiro, em mais uma sessão do ciclo “E Deus nisso tudo?”, com a jornalista Maria João Avillez, que decorreu esta quarta-feira na igreja do Campo Grande, em Lisboa.

«Têm sido tempos de mudança um bocadinho difíceis pela incompreensão de algumas entidades patronais relativamente à maternidade», sublinhou a mãe de três gémeos, hoje com dois anos, e de um quarto bebé, com um ano, referindo que, em contrapartida, há instituições que acolhem o ser mãe com «naturalidade».

A importância da música para a educação das crianças, a família, a atividade profissional e a fé foram alguns dos assuntos abordados ao longo dos 60 minutos da conversa.

Depois de referir que era a primeira vez que falava da maternidade em público, Joana Carneiro afirmou que «foi muito difícil ser mãe, ser pai», porque perderam muitos bebés». «Quando soubemos que íamos ter três bebés, posso dizer que foi a maior felicidade que pude ouvir.»

«Durante essa caminhada difícil que tivemos, as pessoas questionam-se» sobre Deus, assinalou. «Eu perguntava ao meu marido: “Porque é que isto nos acontece? Nós fazemos o bem…”; e ele respondia: “Tu acreditas em Deus ou não?”; “sim”; “então, espera”».

Depois de ter os quatro bebés, Joana Carneiro pensou o que seria da sua carreira: «Não tanto no sentido de ficar para trás, porque, felizmente, tenho tido trabalho suficiente, e agendado para anos futuros».

O que mais a inquietava era «saber como conseguiria ser mãe de quatro filhos tão pequenos» e ao mesmo tempo, «ser mulher do meu marido, estar com os meus pais, os meus irmãos, os meus amigos, como é que conseguiria ter uma vida equilibrada e atender a tantas solicitações tanto pessoais como profissionais».

A condição da mulher na sociedade e na Igreja é o tema da 15.ª Jornada Nacional da Pastoral da Cultura, que decorre a 1 de junho, em Fátima.








 

Rui Jorge Martins
Imagem: Joana Carneiro, Maria João Avillez | Igreja do Campo Grande, Lisboa | 22.5.2019
Publicado em 23.05.2019

 

 
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