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«Mansidão, por favor!»: Papa medita sobre «a grande esperança» da ressurreição no dia de Todos os Santos

A segunda e terceira bem-aventuranças, sobre aqueles que choram e são mansos de coração, estiveram no centro da meditação que o papa proferiu hoje, solenidade de Todos os Santos, antes da oração do Angelus, no Vaticano, depois da qual lembrou o conflito em Nagorno-Karaback e as vítimas do sismo na região do mar Egeu.

Referindo-se à segunda das bem-aventuranças, proclamadas no Evangelho das missas celebradas hoje, bem-aventurados os que choram porque serão consolados, Francisco apontou que parece ser um anseio «contraditório», e enalteceu todos os que «esperam pacientemente a consolação de Deus, experimentando-a já nesta vida».

Sobre a terceira bem-aventurança, bem-aventurados os mansos porque herdarão a Terra, o papa louvou as pessoas que «dão espaço ao outro, respeitam-no no seu modo viver, as suas necessidades, não querem prevalecer e dominar tudo, nem impor as suas ideias e interesses em detrimento dos outros».

«Estas pessoas, que a mentalidade mundana não aprecia, são preciosas aos olhos de Deus», vincou Francisco, sublinhando que o mundo precisa «de mansidão para seguir no caminho da santidade», caminhando «contra a corrente em relação à mentalidade» do mundo, marcada pela agressividade.

Os santos e beatos, por serem «as testemunhas mais críveis da esperança cristã», centrada na convicção de que «Cristo ressuscitou, e também nós estaremos com Ele», propõem «modelos seguros» para «o caminho para a santidade» apontado pelas bem-aventuranças, que cada pessoa «percorre de maneira única e irrepetível».

Referindo-se à guerra entre Azerbaijão e Arménia em torno ao enclave de Nagorno-Karaback, o papa lançou um «apelo veemente» para «deter o derramamento de sangue inocente» e assegurar a «paz estável na região».

Depois de recordar as vítimas do «forte terramoto» ocorrido na área do mar Egeu, afestando populações da Grécia e Turquia, Francisco saudou a iniciativa da «Corrida dos Santos», promovida pelos Salesianos.

A terminar, o papa lembrou que esta segunda-feira, 2 de novembro, quando a Igreja evoca liturgicamente os fiéis defuntos, vai celebrar missa junto ao cemitério Teutónico, no Vaticano, associando-se às pessoas que, respeitando as medidas de segurança impostas para conter a pandemia, rezam pelos entes queridos junto dos seus túmulos.








 

Rui Jorge Martins
Fonte: Vatican News
Imagem: mulevich/Bigstock.com
Publicado em 01.11.2020

 

 
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