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Macau reforça missão de porta e ponte do cristianismo no Oriente

O antigo território português de Macau, cuja soberania foi transferida para a China em 1999, vai ser a sede, a partir de setembro, de um novo colégio destinado à formação de sacerdotes católicos para o continente asiático, dando continuidade ao seu passado de núcleo de expansão do Evangelho.

«Macau representou a porta ou uma ponte para a missão da Igreja no Oriente. Foi nos séculos anteriores um lugar de atração cultural e religioso, como território governado pela coroa portuguesa. É bem conhecida a sua importância como centro promotor para a evangelização no Extremo Oriente», afirmou o cardeal responsável pela Congregação para a Evangelização dos Povos, organismo do Vaticano.

D. Fernando Filoni recorda, em entrevista à agência Fides ao jornal da Santa Sé, que Macau acolheu «missionários extraordinários», como Matteo Ricci e Francisco Xavier, a par de «grandes ordens religiosas, como Jesuítas, Dominicanos e Franciscanos», e volta hoje, com o acordo do bispo local, D. Stephen Lee Bun Sang, a protagonizar a transmissão do Evangelho.

«Basta pensar que em 1576, após a sua ereção, a diocese de Macau estendia-se, pelo menos no mapa, e durante algum tempo, à China, ao Japão, ao Vietname atual e ao arquipélago malaio, como era chamado. Macau torna-se um grande centro de formação e propulsão missionária», acrescentou.

«Agora o Espírito Santo sugere uma forma nova [de presença], que experimentaremos», declarou o responsável ao referir-se ao Colégio Redemptoris Mater, que à semelhança de outras instituições com a mesma denominação espalhadas pelo mundo, teve na génese o Caminho Neocatecumenal, entidade responsável por assegurar o acompanhamento espiritual e pedagógico dos candidatos ao sacerdócio, neste caso sob a direção da Congregação para a Evangelização dos Povos.

O prelado sublinha que a Ásia é um «continente muito complexo, berço de grandes religiões e de sensibilidades culturais muito marcadas», pelo que o anúncio do Evangelho precisa da «características próprias, como o conhecimento aprofundado dos diversos contextos e das várias línguas».

Na sequência do pensamento do papa Francisco, que deseja uma Igreja «em saída», o Vaticano pensou que «muitas instituições católicas, inclusive as destinadas à formação e instrução, podem ter sede nos vários continentes, trabalhando assim no sentido de uma descentralização».

Os futuros padres não pertencerão à diocese macaense, nem a uma determinada congregação religiosa, mas «serão incardinados nas várias dioceses de destino, segundo as necessidades e os pedidos dos bispos asiáticos», podendo, a partir de agora, «estudar as línguas e as culturas locais dos países» onde vão exercer a sua missão.


 

Rui Jorge Martins
Fonte: Agência Fides
Imagem: IngusKruklitis/Bigstock.com
Publicado em 29.07.2019

 

 
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