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Futebol: Jornal do Vaticano evoca 70 anos da «tragédia» de Superga

O 70.º aniversário do desastre de aviação que causou a morte de 18 futebolistas da equipa do Turim, no regresso a casa após um jogo amigável com o Benfica, é hoje evocado pelo jornal do Vaticano.

Envolvida em intenso nevoeiro, a aeronave embateu na basílica de Superga, situada a cerca de 700 metros de altitude sobre Turim, originando também o desaparecimento de jornalistas, e colaboradores da equipa, entre eles o “manager” judeu-húngaro, que tinha escapado aos nazis, e o treinador inglês Leslie Lievesley, que sobreviveu a três acidentes aéreos, num total de 31 pessoas.

A partida, disputada na noite anterior, 3 de maio de 1949, vincou a amizade entre os capitães das duas equipas, respetivamente Francisco Ferreira e Valentino Mazzola, tendo terminado com a vitória do Benfica, por 4-3.

Sobre o domínio que o “Grande Torino” exercia no campeonato italiano, preparando-se para ganhar o quinto título consecutivo, interveio hoje o ex-diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, o P. Federico Lombardi, nascido 60 km a sul de Turim, que ao tempo do acidente tinha seis anos.

O jesuíta recordou a «consternação da cidade» onde hoje joga Cristiano Ronaldo, que se entrecruzava com «a incredulidade», também «porque se pensava que a equipa era invencível».

Continuar a crer, a ser adepto e a esperar que a equipa se pudesse reconstituir e reviver os seus momentos de glória «foi uma das primeiras provas de lealdade e fidelidade da sua vida», afirmou aos microfones da Rádio Vaticano.

Dois dias após o acidente, meio milhão de pessoas encheram as ruas para os funerais. O Turim recebeu o título da Série A, a pedido dos rivais, e a equipa passou a ser denominada já não como “Invencíveis”, mas como “Imortais”.

Na temporada seguinte pediu-se aos melhores clubes que cedessem um jogador ao Turim, que terminou a classificação no sexto lugar, num campeonato conquistado pela arqui-rival Juventus. Desde o acidente, a equipa só ganhou um título, em 1975/76, o sétimo da história.

A 15 de maio de 1949, o jornal “L’Osservatore Romano” homenageou os jogadores do “grande Toro” no suplemento dominical, com o artigo intitulado “O testamento dos campeões”.

Antes da «viagem sem regresso», o Turim «soube superar o último obstáculo [jogo em Milão, contra o Inter] que podia fazer duvidar da sua afirmação final», escreveu-se então.

A evocação litúrgica da equipa celebra-se hoje, pela primeira vez na catedral de Turim, e não, como habitualmente, na basílica de Superga, devido às obras de restauro que nela decorrem.

Após a missa, presidida pelo capelão da equipa, jogadores, técnicos e dirigentes do clube dirigem-se ao memorial dos "Invencíveis", onde o capitão, Andrea Belotti, recordará o nome das vítimas.


 



 

Rui Jorge Martins
Fonte: L'Osservatore Romano
Imagem: D.R.
Publicado em 04.05.2019

 

 
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