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Teólogo João Manuel Duque distinguido com Prémio Árvore da Vida – Padre Manuel Antunes

João Manuel Duque, pró-reitor da Universidade Católica Portuguesa (UCP), presidente do Centro Regional de Braga da mesma instituição e professor catedrático da sua Faculdade de Teologia, foi distinguido com o Prémio Árvore da Vida – Padre Manuel Antunes, atribuído pela Igreja católica através do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura.

O currículo de João Manuel Duque, «figura marcante da cultura portuguesa» e primeiro teólogo a receber o Prémio, desvela um «cruzador de fronteiras (não por acaso, título de uma das suas obras, “Fronteiras: Leituras Filosófico-Teológicas”, Porto, 2011)», lê-se na declaração do júri.

A reflexão de João Manuel Duque situa-se «entre a teologia e a filosofia; entre estes saberes e a arte, especialmente a música (compositor que é, membro de coro e diretor artístico, em Portugal e na Alemanha, para além de uma reiterada reflexão no campo, traduzida em diversas publicações e no ensino na Escola de Artes da UCP, no Porto); entre os escritos académicos e a humildade dos pequenos artigos de formação evangelizadora (pense-se na sua colaboração em “O Mensageiro”)», destacam os jurados.

«Entre vários nomes mencionados, todos de notável mérito, o Júri, por unanimidade, decidiu atribuir este prémio ao Senhor Professor Doutor João Manuel Duque», autor «com várias obras publicadas e vasto curriculum académico».

“No corpo do tempo”, “O próximo e a comunidade”, “Desporto, humanismo e tecnologia”, “El Dios ocultado”, “Fátima. Uma aproximação”, “Para o diálogo com a Pós-modernidade”, “A transparência do conceito”, “Educar para a diferença”, “Cultura contemporânea e cristianismo”, “Educar para a diferença”, “Homo credens. Para uma teologia da fé”, “O excesso do dom. Sobre a identidade do cristianismo”, “Dizer Deus na pós-modernidade”, são alguns dos livros que assinou.



O Prémio Árvore da Vida - Padre Manuel Antunes é conferido pela Igreja católica, através do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, para destacar um percurso ou obra que, além de atingirem elevado nível de conhecimento ou criatividade estética, refletem o humanismo e a experiência cristã



Da investigação de João Manuel Duque, leigo, com 57 anos, resultaram também dezenas de artigos e capítulos de livros, como, por exemplo, nos últimos dez anos, “Formar para o estilo cristão, como forma de habitar o mundo”, “Uma imagem de Deus para o futuro da Europa”, “A vulnerabilidade do humano. Os idosos ou os pobres da Europa”, “Como Deus nos fala”, “Do homem secular ao pós humano”, “Família e ideologia de género: natureza ou contexto?”, “Música e missão”, “Teologia e espaço público”, “Para uma teologia do futuro como futuro da teologia”, “O que é a arte?”, “Desafios contemporâneos ao cristianismo”, “O Ensino da Religião como resposta à laicização”, “A devoção da Europa - elogio da vulnerabilidade”, “Fé e razão: reavaliar uma relação ambígua”, “Átrio dos Gentios: diálogo entre crentes e não crentes”, “Gaudium et Spes: Igreja e mundo”, “A condição crente perante os desafios do futuro”, e “Como é bom cantar! Liturgia do Homem e do Universo”.

Antes de 2011, João Manuel Duque publicou “A mulher entre dois mundos: de Aristóteles a S. Paulo”, "Teologia e arte: fundamentos epistemológicos", “A atualidade da evangelização das culturas”, “Teologia e arte: fundamentos epistemológicos”, “A estética na era pós-metafísica”, “Eucaristia e corporeidade. O desafio dos sentidos”, “Questionando a questão de Deus. Sobre Vergílio Ferreira”, “Actualidade da evangelização das culturas”, “Diálogo religioso e encontro de culturas”, “Sexualidade e Cultura. Uma abordagem antropológica”, “Igreja e mundo: relação sem conflitos?”, “Para uma estética da fé cristã na modernidade tardia”, “Natal e pós-cristianismo”, “A identidade da fé cristã perante o pluralismo religioso”, “Evangelização e mutação cultural”, “O teólogo leigo”, entre outros artigos e capítulos de livros.

O Prémio Árvore da Vida - Padre Manuel Antunes destaca um percurso ou obra que, além de atingirem elevado nível de conhecimento ou criatividade estética, refletem o humanismo e a experiência cristã.

O júri foi presidido pelo bispo D. João Lavrador, presidente da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais, e composto por Guilherme d’Oliveira Martins, José Carlos Seabra Pereira, P. Júlio Trigueiros, SJ e Maria Teresa Dias Furtado.

Nas edições anteriores o Prémio galardoou o poeta Fernando Echevarría, o cientista Luís Archer S. J., o cineasta Manoel de Oliveira, a classicista Maria Helena da Rocha Pereira, o político e intelectual Adriano Moreira, o trabalho de diálogo entre Evangelho e Cultura levado a cabo pela Diocese de Beja, o compositor Eurico Carrapatoso, o arquiteto Nuno Teotónio Pereira, o pedagogo Roberto Carneiro, o jornalista Francisco Sarsfield Cabral, a artista plástica Lourdes Castro, o professor de Medicina e Bioética Walter Osswald, o ator e encenador Luís Miguel Cintra, o ator Ruy de Carvalho, o historiador José Mattoso e o ensaísta Eduardo Lourenço.

A sessão de entrega do Prémio, com a escultura “Árvore da Vida”, concebida por Alberto Carneiro, e 2 500 euros, quantia patrocinada pela primeira vez pela Fundação Ilídio Pinho, ocorrerá em data e local a anunciar.


 

Rui Jorge Martins
Imagem: João Manuel Duque | D.R.
Publicado em 22.11.2021

 

 

 
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