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Fernando Echevarría vence prémio literário Correntes d’Escritas

Imagem Fernando Echevarría | SNPC | D.R.

Fernando Echevarría vence prémio literário Correntes d’Escritas

Fernando Echevarría, distinguido em 2005 pela Igreja católica em Portugal na primeira edição do Prémio Árvore da Vida – Padre Manuel Antunes, foi hoje galardoado com o Prémio Literário Casino da Póvoa, Correntes d’Escritas Papelaria Locus, pela obra poética "“Categorias e outras Paisagens”.

A atribuição foi divulgada esta manhã na Póvoa de Varzim, durante a sessão de abertura da 16.ª edição do “Correntes d’escritas – Encontro de escritores de expressão ibérica”, que começou na quarta-feira e decorre até sábado, anuncia a Renascença.

«A poesia é um género que exige muita atenção, que exige muita leitura e por isso é que se lê tão pouco. Custa, mas tudo o que custa é que dá prazer», declarou Echevarría aos jornalistas após a sessão.

De acordo com o júri, constituído pelos escritores Almeida Faria, Afonso Cruz, Ana Paula Tavares e Valter Hugo Mãe, e pela jornalista Maria Flor Pedroso, o livro (512 pp.), editado pela Afrontamento, «revela um carácter monumental, impressionante pelo seu fôlego e constante equilíbrio de espessura poética».

Os jurados consideraram que a obra de Echevarría, de que o Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura transcreveu em 2014 uma crítica extraída do semanário “Voz Portucalense” (cf. Artigos relacionados), «constrói uma poética de lucidez e de rigor num trabalho de grande apuro reflexivo, um monumento à capacidade de dizer o indizível no limite das palavras».

Nascido a 26 de fevereiro de 1929 em Cabezón de la Sal, em Santander, Espanha, Echevarría veio novo para Portugal. Nos dois países cursou Humanidades, Filosofia e Teologia.

O Grande Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores, e os prémios António Ramos Rosa, Fundação Luís Miguel Nava e Dom Dinis são algumas das distinções atribuídas ao poeta, cujo primeiro título, lançado em 1956, foi “Entre dois anjos”.

Na lista de finalistas do prémio Correntes d’Escritas estavam livros de A.M. Pires Cabral, Nuno Júdice, Daniel Jonas, Golgona Anghel, e as obras “A papoila e o monge” e “Estação central”, ambas publicados pela Assírio & Alvim, de José Tolentino Mendonça

Além dos debates, que habitualmente congregam centenas de pessoas, o programa do encontro prevê lançamentos editoriais, exposições e uma feira do livro, entre outros eventos, envolvendo mais de meia centena de escritores.

 

Maria João Costa / Renascença
Com SNPC/rjm
Publicado em 27.02.2015

 

 

 
Imagem Fernando Echevarría com o Prémio Árvore da Vida - Padre Manuel Antunes | SNPC | D.R.
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