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Fadista Aldina Duarte fala do «silêncio de Deus» na 6a. Jornada de Teologia Prática

Imagem Aldina Duarte | © Rita Carmo

Fadista Aldina Duarte fala do «silêncio de Deus» na 6a. Jornada de Teologia Prática

A fadista Aldina Duarte é uma das intervenientes na 6.ª Jornada de Teologia Prática, dedicada ao tema “Elogio do silêncio”, que decorre a 23 de outubro, em Lisboa, organizada por dois dos departamentos da Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa.

O encontro, promovido pelo Instituto Universitário de Ciências Religiosas (IUCR) e o Centro de Estudos de Religiões e Culturas (CERC), volta a cruzar especialistas de múltiplos ramos do saber, como teologia, música, arquitetura e ciências sociais.

«O único silêncio que a utopia da comunicação conhece é o da avaria, o da máquina que falha, a suspensão da transmissão. É mais uma interrupção da técnica do que a emergência de uma interioridade. O silêncio torna-se, pois, um vestígio arqueológico, um resto ainda não assimilado», escreve David Le Breton, na obra “Du silence”, citado no texto introdutório da iniciativa.

Na mesma nota de apresentação, o autor sublinha que, «simultaneamente, o silêncio ressoa como uma nostalgia, suscita o desejo de uma escuta sem pressa do rumor do mundo».

A jornada, realizada em rede com o Colóquio Internacional Vida Contemplativa – Práticas contemplativas e cultura contemporânea, que tem lugar em Lisboa, Coimbra e Évora, abre 10h00 com os diretores dos centros responsáveis pelo encontro, Alfredo Teixeira (IUCR) e José Tolentino Mendonça (CERC, vice-reitor da Universidade Católica).

Pelas 10h15, o músico Sérgio Peixoto apresenta o projeto “Mãos que cantam”, e às 10h40 começa o painel “O silêncio, lugar da palavra: expressão e linguagem”, com Tolentino Mendonça e Helena Valentim, professora da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, e moderação de Henrique Joaquim, docente da Universidade Católica (UCP) e presidente da Comunidade Vida e Paz.

“Silêncios habitados: o monge, o pastor, a cuidadora” é o tema do segundo painel, marcado para as 11h55, com o monge budista Ives Cretaz, o padre Vítor Gonçalves, do Patriarcado de Lisboa, e Isabel Morgado, religiosa das Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus; a moderação será de Mónica Dias, do Instituto de Estudos Políticos da UCP.

O arquiteto João Alves da Cunha, membro do Grupo de Arquitetura do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, e Alfredo Teixeira, que além do percurso académico de docência e investigação nos campos da sociologia e teologia, é compositor, são os protagonistas do painel “Silêncio: artes de fazer”, que começa às 14h30 com moderação de Teresa Líbano Monteiro, da Faculdade de Ciências Humanas da Católica.

“Grafias do silêncio: o deserto, a luz” reúne, a partir das 15h30, Isidro Lamelas, professor de Teologia Patrística na Faculdade de Teologia da UCP, e Inês Gil, realizadora e docente de Cinema, com moderação de José Borges Assunção, que leciona na Faculdade de Ciências Económicas e Empresariais da UCP.

Às 16h45 inicia-se o último painel, “O silêncio de Deus”, com a participação do poeta João Moita, a fadista Aldina Duarte e o teólogo Alexandre Palma, com moderação de João Lourenço, diretor da Faculdade de Teologia, que pelas 18h00 intervém no encerramento da jornada.

 

Rui Jorge Martins
Publicado em 02.09.2015

 

 

 
Imagem Aldina Duarte | © Rita Carmo
O silêncio é mais uma interrupção da técnica do que a emergência de uma interioridade, um vestígio arqueológico, um resto ainda não assimilado. Simultaneamente, ressoa como uma nostalgia, suscita o desejo de uma escuta sem pressa do rumor do mundo
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