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“Estoutro”: Igreja associa-se a exposição de artistas plásticos sobre o Dia Mundial do Refugiado

«A arte, como questionamento e como testemunho, como forma de intervenção no espaço público, é desde sempre uma forma privilegiada de partilhar, integrar e reinterpretar o mundo»: é com esta convicção que vários organismos da Igreja católica se associam à exposição “Esteoutro”, que inaugura a 3 de julho, em Lisboa.

O Dia Mundial do Refugiado é assinalado por 12 criadores plásticos portugueses, «de práticas artísticas assumidamente distintas, que de forma mais ou menos direta materializaram ideias subjacentes ao tema assinalado, apresentando um diálogo aberto, plural e heterogéneo», refere uma nota de imprensa enviada ao Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura.

«Propondo uma reflexão assente em dois momentos distintos, a exposição compreende um itinerário que parte da ideia de distância e alheamento, promovendo, progressivamente, o que se poderá definir como aproximação e encontro», destaca o texto de apresentação.

“Estoutro” exprime a vontade de trazer «para perto aquele que é distante. De um lugar longínquo, o outro faz‐se presente e, sem perder essa alteridade, torna‐se este, conjugando
a dimensão de fascínio que o diferente inspira com as exigências de uma relação próxima, real e livre de estigmas e imposições».

O projeto, a inaugurar às 18h00 no Espaço Cultural Mercês, ao Príncipe Real, e que inclui um programa de oficinas sobre interculturalidade e cidadania global orientadas por Joana Simões Piedade, é comissariado por Beatriz Coelho (artista plástica), Francisca Gigante (curadora) e Inês Espada Vieira (investigadora).

As obras expostas até 10 de julho, nos dias úteis, das 14h00 às 20h00, são assinadas por Bárbara Bulhão, Beatriz Coelho, Carolina Serrano, Diogo da Cruz, Fábio Colaço, Francisco Duarte Coelho, Gonçalo Fonseca + Maria Contreras, Joana Galego, Nádia Duvall, Pedro Barros e Tiago Mourão.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, o Alto Comissariado para as Migrações, o Centro de Reflexão Cristã, o Coletivo Tarimba, o Comité Olímpico Português, a Junta de Freguesia da Misericórdia, a Obra Católica Portuguesa de Migrações, a Plataforma de Apoio aos Refugiados e o Serviço Jesuíta aos Refugiados são as entidades que apoiam a iniciativa.

«Não se trata apenas de migrantes: trata-se de colocar os últimos em primeiro lugar. Jesus Cristo pede-nos para não cedermos à lógica do mundo, que justifica a prevaricação sobre os outros para meu proveito pessoal ou do meu grupo: primeiro eu, e depois os outros! Ao contrário, o verdadeiro lema do cristão é “primeiro os últimos”», sublinha o papa na mensagem para o próximo Dia Mundial do Migrante e Refugiado.

É através dos migrantes, refugiados, desalojados e vítimas do tráfico de seres humanos, que «aparecem como os sujeitos emblemáticos da exclusão, porque, além dos incómodos inerentes à sua condição, acabam muitas vezes alvo de juízos negativos que os consideram como causa dos males sociais», que Deus apela «a uma conversão», à libertação «dos exclusivismos, da indiferença e da cultura do descarte», assinala Francisco.


 

Rui Jorge Martins
Imagem: Nsit/Bigstock.com
Publicado em 18.06.2019

 

 

 
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