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Em Bento XVI unem-se cultura, fé e serviço à Igreja, afirma Francisco

«A fé e a Igreja vivem no nosso tempo e são amigas de toda a procura na verdade», e um dos expoentes dessa demanda é o papa emérito, Bento XVI, que «uniu sempre plenamente e harmoniosamente a sua indagação cultural com a sua fé o seu serviço à Igreja», afirmou Francisco, este sábado, no Vaticano.

As palavras do papa foram proferidas por ocasião da entrega do prémio Ratzinger, considerado o “Nobel da Teologia”, a Jean-Luc Marion e Tracey Rowland (edição referente a 2020) e Hanna-Barbara Gerl-Falkovitz e Ludger Schwienhorst-Schönberger, distinguidos com o galardão referente a 2021.

«Há cerca de dez anos, enquanto cumpria as suas responsabilidades de governo, empenhou-se em completar a sua trilogia sobre Jesus, e assim deixar-nos um testemunho pessoal único da sua constante busca do rosto do Senhor. É a busca mais importante de todas, que depois continuou a levar por diante na oração», sublinhou.

Depois de realçar que as quinze personalidades escolhidas para receber o prémio, desde que foi instituído pela Fundação vaticana Joseph Ratzinger-Bento XVI, são provenientes dos cinco continentes, tendo-se distinguido em múltiplos âmbitos da pesquisa e da criação artística, Francisco salientou que «os frutos da investigação e da arte não amadurecem por acaso e sem esforço», exigindo «empenho prolongado e paciente».



Os «grandes mestres da filosofia e da teologia» de inspiração cristã contemporâneos educam o pensamento «para viver sempre mais profundamente a relação com Deus e com os outros, para orientar o agir humano com as virtudes e sobretudo com o amor»



«A Escritura fala-nos da criação de Deus como de um “trabalho”. Prestamos por isso homenagem não só à profundidade do pensamento e dos escritos, ou à beleza das obras artísticas, mas também ao trabalho despendido generosamente e com paixão durante muitos anos, a fim de enriquecer o imenso património humano e espiritual a partilhar», assinalou.

Para Francisco, trata-se de um «serviço inestimável para a elevação do espírito e da dignidade da pessoa, para a qualidade das relações na comunidade humana e para a fecundidade da missão da Igreja».

Os «grandes mestres da filosofia e da teologia» de inspiração cristã contemporâneos educam o pensamento «para viver sempre mais profundamente a relação com Deus e com os outros, para orientar o agir humano com as virtudes e sobretudo com o amor», apontou o papa.

É nesta linha que se insere Bento XVI, que escolheu o moto “cooperatores veritatis” quando se tornou arcebispo de Munique, palavras que «exprimem o fio condutor das diversas etapas de toda a sua vida», do estudo ao ensino, do episcopado ao pontificado, «caracterizado por um luminoso magistério e um indefetível amor pela verdade».

A divisa, que também comparece no diploma entregue aos premiados, ilumina todos os cristãos: «São palavras a que cada um de nós pode e deve inspirar-se na sua atividade e na sua vida», afirmou Francisco.


 

Rui Jorge Martins
Fonte: Sala de Imprensa da Santa Sé
Imagem: D.R.
Publicado em 15.11.2021

 

 
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