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«Devemos promover uma cultura mais participada e acessível», diz novo comissário do Plano Nacional das Artes

O novo comissário do Plano Nacional das Artes (PNA), Paulo Pires do Vale, que iniciou funções a 1 de março, considera que «as artes, no sentido plural, são um fator importantíssimo de desenvolvimento pessoal e comunitário».

«Por isso, devemos promover uma cultura mais participada e acessível a todos os cidadãos», declarou à agência Lusa, a propósito do plano promovido pelo Governo que se estende durante os próximos 10 anos (2019-2029).

A «consciência democrática de fundo» do Plano «é a da igualdade de oportunidades no acesso à cultura», reiterou o responsável, colaborador desde a primeira hora do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, sendo, por exemplo, coautor, com D. José Tolentino Mendonça, do documento “Do tempo livre à libertação do tempo”.

No centro do PNA está «o potencial das artes para cultivar a autonomia pessoal, desenvolver a liberdade, uma formação integral da pessoa, não apenas do ponto de vista da consciência, mas também sensível».



«Vamos criar algo que possa mudar a forma como nos relacionamos com as artes», salientou Paulo Pires do Vale, para quem o Plano «será benéfico para os cidadãos em geral, e para os criadores, pelo papel social que podem realizar»



«As artes têm um papel determinante no respeito pela diversidade, pela diferença, no respeito pelo outro, pela preservação do património e a promoção de uma atitude estética, de fruição", defendeu.

O Conselho de Ministros determinou, em fevereiro, que a Comissão Executiva do Plano, composta por dois subcomissários - a coordenadora do Museu do Dinheiro, Sara Barriga Brighenti, e o advogado e professor de música Nuno Humberto Pólvora Santos –, dependerá diretamente dos membros do Governo responsáveis pelas áreas da Cultura e da Educação. Junto da Comissão Executiva funcionará uma comissão científica de acompanhamento.

«Vamos criar algo que possa mudar a forma como nos relacionamos com as artes», salientou Paulo Pires do Vale, para quem o Plano «será benéfico para os cidadãos em geral, e para os criadores, pelo papel social que podem realizar».

A Resolução de Conselho de Ministros que aprova as linhas orientadoras para o Plano Nacional das Artes (42/2019) reconhece «o potencial das artes, na multiplicidade das suas manifestações, para cultivar o respeito pela diversidade, liberdade, expressão pessoal, abertura ao outro, valorização da experiência estética e preservação do património».



Docente, ensaísta e curador, Paulo Pires do Vale é licenciado e mestre em Filosofia. Leciona na Universidade Católica Portuguesa, no Departamento de Arquitetura da UAL e na Escola Superior de Educadores de Infância Maria Ulrich



O PNA visa «articular, potenciar e expandir a oferta cultural e educativa» existente ao nível do Plano Nacional de Leitura, Plano Nacional de Cinema, Programa de Educação Estética e Artística, Programa Rede de Bibliotecas Escolares e Rede Portuguesa de Museus.

Docente, ensaísta e curador, Paulo Pires do Vale é licenciado e mestre em Filosofia. Leciona na Universidade Católica Portuguesa, no Departamento de Arquitetura da UAL e na Escola Superior de Educadores de Infância Maria Ulrich, onde coordena a Pós-Graduação em Práticas Artísticas e Processos Pedagógicos.

«Escreveu “Tudo é outra coisa. O desejo na Fenomenologia do Espírito de Hegel” (Colibri, 2006) e inúmeros ensaios para livros, revistas e catálogos de exposições coletivas e individuais, em Portugal e no estrangeiro, focando-se na relação entre arte, educação e sociedade», lê-se no anexo à Resolução do Conselho de Ministros.

Além de curador de várias exposições, em Portugal e no estrangeiro, Paulo Pires do Vale fez parte do júri de prémios instituídos quer pelo Estado, quer por entidades privadas.


 

Rui Jorge Martins
Imagem: Paulo Pires do Vale e a ministra da Cultura, Graça Fonseca, na Universidade de Guadalajara, México, por ocasião da inauguração da exposição sobre Ana Hatherly | 24.11.2018 | Fernanda Velázquez | D.R.
Publicado em 05.03.2019

 

 
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