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Cultura cristã com presença multidisciplinar na "Braga Barroca"

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Cultura cristã com presença multidisciplinar na "Braga Barroca"

O programa da segunda edição do projeto "Braga Barroca", que decorre entre hoje e domingo, vai contar com espectáculos e iniciativas associadas ao cristianismo nos domínios da música, arte e arquitetura.

A iniciativa promovida pelo município para assinalar as Jornadas Europeias do Património (26 a 28 de setembro), bem como o Dia Mundial do Turismo (a 27 do mesmo mês), conta com as parcerias do Cabido da Sé de Braga e do Seminário Conciliar de S. Pedro e S. Paulo.

O objetivo «é fornecer uma experiência abrangente, nomeadamente recorrendo à iniciativa das instituições locais, através de ações de âmbito artístico – música, teatro e arte», explica uma nota da organização enviada ao Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura.

Contando igualmente com o apoio do Museu dos Biscainhos, Conservatório Calouste Gulbenkian, Conselho Cultural da Universidade do Minho e Nova Comédia Bracarense, os eventos pretendem também «recriar hábitos e tipologias de vida, buscando ainda um fomento da investigação científica e promoção cultural nas áreas da história local e património».

«A cidade de Braga, também batizada de “cidade do barroco”, é uma das localidades portuguesas com maior índice de obras de arte legadas por este estilo, que influenciou a sociedade portuguesa durante mais de um século», refere a vereadora da Cultura da edilidade.

Lídia Dias sublinha que «são mais de uma centena as edificações deste período registadas no centro histórico de Braga, entre as quais 18 templos e sete palacetes», a que se acrescentam, no exterior da cidade, o mosteiro de Tibães, o santuário do Bom Jesus do Monte e a capela de Santa Maria Madalena da Falperra.

Esta quarta-feira, pelas 21h30, a igreja de S. Paulo recebe o "Sermão do Bom Ladrão", do Padre António Vieira, com direção artística e interpretação de António Durães, acompanhado pela soprano Ana Vieira Leite.

No dia 24, às 18h00, é apresentado no centro de exposições do santuário do Bom Jesus o volume da revista "Bracara Augusta" dedicada ao mesmo edificado - candidato a ser distinguido como património mundial pela UNESCO -, seguindo-se um concerto pelo Trio Eleonor Picas e alunas do Conservatório Gulbenkian.

No mesmo dia, às 21h00, na escadaria da igreja da Misericórdia, realiza-se a performance "Anjos iluminados", «quadros vivos representados pelo Tin.Bra», que antecede a sessão de história "Barroco local, Barroco global", por José Manuel Tedim, e o concerto "Estações de Vivaldi", pela Sinfonietta de Braga e Gian Paolo Peloso.

A performance "Anjos iluminados" é repetida no dia 25, às 21h00, na Praça Municipal, seguindo-se, no mesmo local, o sarau barroco "A corte de D. João V em Braga", pelo Conservatório de Música Calouste Gulbenkian.

No sábado, 26 de setembro, organiza-se a partir das 10h00, no Rossio da Sé, a visita guiada temática em torno da figura do arcebispo D. Rodrigo de Moura Telles, que no primeiro quartel do século XVIII alterou «significativamente os dois principais edifícios da urbe – o Paço e a Sé – e foi o autor moral do santuário do Bom Jesus do Monte, do qual se tornou responsável a partir de 1722».

«A Arcada é obra sua, bem como o antigo convento de Nossa Senhora da Conceição da Penha de França, o recolhimento das Convertidas, a capela de S. Sebastião das Carvalheiras ou a inusitada capela de Guadalupe. O Hospital de S. Marcos também tem o seu cunho, dado que também presidiu à Misericórdia bracarense», estando também ligado à igreja dos Terceiros, convento da Conceição, igreja de S. Vicente, antigo convento dos Remédios e convento dos oratorianos (Congregados).

«No seu tempo foi iniciado o peculiar projeto urbanístico do Campo Novo e deu-se impulso ao abastecimento de água da cidade a partir das Sete Fontes», acrescenta o texto do programa. As inscrições devem ser feitas através do endereço eletrónico cultura@cm-braga.pt.

Também no dia 26, às 15h00, no Largo do Paço, decorre a visita guiada ao palácio dos Arcebispos, «um dos mais importantes complexos edificados do centro histórico de Braga. Iniciado, ao que se supõe, pelo Arcebispo D. Gonçalo Pereira (1326-1348)». O espaço «foi sendo sucessivamente alterado e aumentado pelos arcebispos que lhe sucederam, com particular ênfase nos séculos XVI e
XVIII».

Após a visita é executado o concerto "Estações de Vivaldi" e, pelas 17h30, é encenada a entrada do arcebispo D. José de BRagança e cortejo, a partir do Arco da Porta Nova.

Para as 21h00 está agendada nova apresentação da performance "Anjos iluminados", na sé, que meia hora depois acolhe o concerto barroco pelo Coro da Casa da Música, dirigido pelo maestro Paul Hillier, que interpreta obras de alguns dos nomes «mais consagrados» da polifonia inglesa, como Purcell, John Blow e John Dowland.

A agenda da iniciativa compreende nova apresentação de "Anjos iluminados", no domingo, às 16h00, no Museu dos Biscainhos, além de várias animações de rua que começam esta quinta-feira.

 

Rui Jorge Martins
Publicado em 23.09.2015 | Atualizado em 26.04.2023

 

 

 
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«São mais de uma centena as edificações deste período registadas no centro histórico de Braga, entre as quais 18 templos e sete palacetes», a que se acrescentam, no exterior da cidade, o mosteiro de Tibães, o santuário do Bom Jesus do Monte e a capela de Santa Maria Madalena da Falperra
O programa prevê a visita guiada temática em torno da figura do arcebispo D. Rodrigo de Moura Telles, que no primeiro quartel do século XVIII alterou «significativamente os dois principais edifícios da urbe – o Paço e a Sé – e foi o autor moral do santuário do Bom Jesus do Monte
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