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Conselho Pontifício da Cultura organiza exposição sobre testemunho e prevenção da violência contra as mulheres

O Átrio dos Gentios, plataforma para o diálogo entre crentes e não-crentes do Conselho Pontifício da Cultura e o Conselho Feminino desta instituição do Vaticano organizam a exposição “Segni” (Sinais), «para testemunhar e prevenir a violência contra as mulheres».

A mostra «é um projeto pedagógico, fotográfico e de comunicação sobre o tema da violência contra as mulheres, para sensibilizar os jovens estudantes e fornecer-lhes alguns instrumentos culturais e cognitivos para contribuir para a prevenção do fenómeno», refere a nota de apresentação publicada na página do Museu de Roma, que acolhe a iniciativa até 13 de março.



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O projeto dá a conhecer «através de imagens de investigação pessoal e testemunhos, as histórias, os olhares, os gestos e os espaços de mulheres que viveram e sofreram experiências de violência doméstica».

A exposição articula-se em 33 quadros fotográficos que compreendem 42 imagens, da autoria de Simona Ghizzoni e Ilaria Lombi, que, «com um olhar íntimo e profissional, transformaram os testemunhos de algumas mulheres vítimas de violência doméstica em percursos de imagens e texto que narram momentos da vida quotidiana compreensíveis a todos».



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«Com a mediação do autorretrato, Simona Ghizzoni reviveu em si as narrativas escutadas, voltando a percorrer as experiências vivias; Ilaria Lombi deteve-se nos lugares, nos objetos, nos espaços familiares, onde a violência explodiu», refere o texto.

O foco de cada fotografia centra-se em detalhes «aparentemente aparentemente insignificantes que, pelo contrário, se revelaram ser os sinais a recolher como indícios para especificar tempestivamente comportamentos ou dinâmicas violentas».


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«A fotografia, linguagem da contemporaneidade que todos usamos e que nos exorta a determo-nos e a observar com atenção o que está á nossa volta, ajuda-nos neste processo de consciência», assinala a nota.

Antes de chegar à capital italiana, ao projeto foi exposto em duas escolas, nas quais se realizaram laboratórios didáticos sobre o tema «que forneceram aos estudantes uma chave de leitura profunda e inédita sobre toda a iniciativa e sobre o fenómeno».

Nos próximos meses, o projeto envolverá outros estabelecimentos de ensino, «sempre com o objetivo de orientar os mais jovens e ajudá-los a encontrar os instrumentos concretos, culturais e educativos para contrariar o fenómeno da violência contra as mulheres, tornando-os protagonistas e atores da mudança».


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Rui Jorge Martins
Fonte: Museo di Roma
Imagem: D.R.
Publicado em 21.02.2022

 

 
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