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Poesia: Colóquio assinala 20 anos da morte de Daniel Faria

Os 20 anos da morte do poeta Daniel Faria (10/4/1971 – 9/6/1999) vão ser assinalados a 8 e 9 de junho com o colóquio “Se acender a luz não morrerei sozinho”, organizado pela Associação Casa Daniel, a Cátedra Poesia e Transcendência, Centro de Investigação em Teologia e Estudos da Religião (CITER), organismos ligados à Universidade Católica, e o patrocínio do Município de Tabuaço.

A sessão de abertura conta com as intervenções do presidente do Colégio de Fundadores da Casa Daniel, o bispo D. Carlos Azevedo, José Rui Teixeira, responsável pela Cátedra Poesia e Transcendência em Sophia de Mello Breyner, e o presidente da Câmara de Tabuaço, Carlos Carvalho, na qualidade de anfitrião, dado que a iniciativa decorre no salão nobre do município.

“Daniel: lugares mal situados” é o tema da mesa redonda que se segue, com Dom Abade Bernardino Costa (“Daniel Faria, Beneditino em Singeverga”), Joaquim Santos (“O livro do Joaquim”) e Nuno Higino Teixeira da Cunha (“Daniel Faria no Marco de Canaveses”).

A conferência “Raízes bíblicas da poesia de Daniel Faria”, por José Carlos Carvalho, conclui a primeira parte do colóquio, que prossegue, após o almoço, com a visita à Casa Daniel, em Granjinha, e ao mosteiro de S. Pedro das Águias, seguindo-se “Engenho e génio de Daniel Faria”, conferência proferida por Luís Adriano Carlos.

Para a noite está previsto um concerto na igreja matriz, intitulado “Lado aberto - Uma leitura musical e intertextual da poesia de Daniel Faria”, com música de Alfredo Teixeira e interpretação do Entre Madeiras Trio e do Coro e Ensemble São Tomás de Aquino.

A agenda do dia 9 inclui as conferências “‘Uma pedra incendiada’: pedras e outras hierofanias cósmicas na obra de Daniel Faria” (Martinho Tomé Soares), “‘Mais interior do que o sangue no coração que me darás’: para uma leitura teologal da poesia de Daniel Faria” (José Pedro Angélico) e, antes do encerramento, “Oficío de morrer: o corpo e a morte na poesia de Daniel Faria. Um tríptico para o desdobramento da imolação” (José Rui Teixeira).

Daniel Augusto da Cunha Faria nasceu em Baltar, Paredes, a 10 de abril de 1971. Defendeu a tese de licenciatura em Teologia no ano de 1996. Antes, tinha concluído a licenciatura em Estudos Portugueses. Viveu na paróquia Senhora da Conceição (Porto) e esteve ligado à paróquia de Santa Marinha de Fornos (Marco de Canaveses).

Publicou “Oxálida” (1992), “A casa dos ceifeiros” (1993). Após a morte, foram editados “Dos líquidos” (2000), “Explicações das árvores e de outros animais” (2002), “Dos líquidos” (2003), “Poesia” (2003, Quasi Edições), “O livro do Joaquim” (2007) e “Poesia” (2015, Assírio & Alvim).

Faleceu quando estava prestes a concluir o noviciado no mosteiro beneditino de Singeverga.

A participação no colóquio é gratuita, mediante inscrição até 3 de junho, tendo em consideração o número de lugares disponíveis no salão nobre do Município.



Imagem Programa | D.R.







 

Rui Jorge Martins
Imagem: D.R.
Publicado em 01.03.2019

 

 

 
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