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«Dai-lhes vós mesmos de comer»: Bispo de Coimbra pede a finalistas que sejam para os outros

O bispo de Coimbra presidiu no domingo à missa em que se realizou a bênção das pastas de finalistas universitários, tendo-lhes pedido para que ao longo da vida aplicassem as palavras que Jesus, no Evangelho proclamado nas missas desse dia, dirigiu aos apóstolos, perante a multidão de pessoas sem alimento: «Dai-lhes vós mesmos de comer».

«Levem essa frase para a vossa vida com o seu sentido mais alargado, sublinhou D. Virgílio Antunes, ao referir-se aos múltiplos domínios da existência em que se aplica, do vestuário à habitação, passando pela saúde, cultura, justiça, paz, ambiente.

«Não podemos ser simplesmente consumidores», acentuou o prelado na homilia da celebração que decorreu no estádio Cidade de Coimbra, na qual destacou a importância de «viver em comunhão» com todos.

Depois de lançar um desafio aos estudantes - «temos de trazer uma mais-valia a este mundo, em todos os seus aspetos», D. Virgílio Antunes acentuou: «Eu tenho responsabilidade (...), eu tenho o dever interior, moral, de dar continuidade a um projeto de edificação da humanidade».

Esta atitude radica na convicção de que «a vocação comum» de cada pessoa é «ser para os outros, como rumo e orientação fundamental para a vida», através da «mansidão, humildade, paciência, procurando acolher».

«Vais ser médico – pois sê médico para os outros; és economista – sê economista para os outros», declarou, para a seguir aprofundar: «Ser para os outros: essa é a razão de ser da tua vida, a forma de seres mais realizado, mais feliz», tornando o mundo lugar «de salvação para todos».



«Sentimos que não somos peças isoladas no meio de um mundo», e os «laços familiares» tendem a impelir para «uma abertura cada vez maior» a «círculos de maior distância»



Dirigindo-se a crentes e não crentes, o prelado vincou que «o dom da fé é uma realidade sempre em construção» - sugerindo que quem hoje está distante, amanhã poderá iniciar um itinerário de aproximação -, e recordou que Deus «acompanha todo o processo da existência», «em todos os momentos da vida, bons e maus».

Na data em que a Igreja assinalou o primeiro Dia Mundial dos Avós e Idosos, D. Virgílio Antunes iniciou a homilia com a evocação dos familiares dos estudantes, exemplos do que é ser para os outros.

«Sentimos que não somos peças isoladas no meio de um mundo», e os «laços familiares» tendem a impelir para «uma abertura cada vez maior» a «círculos de maior distância», apontou aos alunos da Universidade de Coimbra, a mais antiga de Portugal, remontando a 1290, e aos das escolas do Instituto Politécnico de Coimbra, Escola Superior de Enfermagem de Coimbra e Instituto Superior Miguel Torga.

À imagem «do sonho de Deus», que passa pela «justiça, fraternidade, amor, espírito de serviço», os pais e avós «sonham sempre o melhor que existe no mundo» para os seus filhos e netos, mesmo que nem sempre possam estar fisicamente próximos deles, o que muitas vezes acontece no tempo da formação universitária, com estudantes que têm de sair das suas terras de origem.

As ofertas recolhidas durante a celebração, especialmente significativa para os jovens que nela participaram – como comprovam os testemunhos recolhidos no vídeo abaixo –, reverteram para o Fundo Solidário “Next”, do Instituto Universitário Justiça e Paz, dirigido pelo P. Paulo Simões.









 

Rui Jorge Martins
Fonte (texto e imagem): Queima das Fitas de Coimbra
Publicado em 27.07.2021

 

 
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