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O caso Galileu ensina a Igreja a ter prudência sobre as células-mãe

O Prefeito do Arquivo Secreto do Vaticano, o bispo D. Sergio Pagano, pediu “prudência” à Igreja, já que ela corre o risco de ter, em temas como os das células-mãe, a genética ou as descobertas científicas, “os mesmos preconceitos” que teve com Galileu.

“O caso Galileu ensina a ciência a não presumir-se mestra diante da Igreja em matéria e fé e de Sagrada Escritura, e ensina a Igreja a aproximar-se dos problemas científicos, entre eles os que estão relacionados com as investigações sobre as células-mãe e a ciência, com muita prudência, afirmou Pagano a 2 de Julho.

O prelado referiu que o processo a Galileu “deve ensinar-nos a não cometer os mesmos erros”.

Pagano recordou que a origem do julgamento contra Galileu Galilei (Pisa 564 – Florença 1647) está nos mal-entendidos.

Para o responsável do Vaticano, com o seu «Diálogo sobre os principais sistemas do mundo», Galileu “parecia que queria ensinar aos teólogos a interpretar a Bíblia e ao Papa como ter que ser um Papa”.

“Galileu não conhecia a Cúria, da mesma forma que os cientistas modernos não a conhecem. Em Roma [Vaticano] as coisas levam o seu tempo”, sublinhou Pagano.

O prefeito do Arquivo Secreto fez estas considerações durante a apresentação, no Vaticano, da nova edição do livro que recolhe as Actas do processo de Galileu, de que é autor.

Pagano referiu que o julgamento de Galileu é uma “página muito dolorosa para a Igreja e para o cientista”, que morreu “como um bom católico e um grande crente, mas penitente”, já que o papa Urbano VIII, que ao princípio o apoiou mas que logo lhe retirou a confiança, “nunca lhe tirou a penitência imposta”.

Sobre a posição de Urbano VIII, Pagano disse recentemente que “não se pode negar a sua firme decisão” de querer a condenação do astrónomo, entregando as cartas e os estudos de Galileu a pessoas que nem sempre estavam à altura.

“Numa cultura dominada pela visão de Ptolomeu, a irrupção do sistema de Copérnico, que contradizia sistematicamente as Escrituras, lidas na altura sem interpretação, exigia da parte de Galileu um comportamento menos apodíctico [irrefutável], afirmou o bispo, numa crítica ao astrónomo italiano.

Galileu foi condenado pela Inquisição por ter aderido à teoria de Copérnico, que defendia que o centro do universo era o Sol, e não a Terra, como se pensava até então.

O julgamento, que começou a partir das denúncias do dominicano Tommaso Caccini, em 1616, foi concluído a 22 de Junho de 1633, quando foi obrigado a abjurar dos seus conhecimentos.

A 31 de Outubro de 1992, nos 350 anos da sua morte, João Paulo II reabilitou-o solenemente e criticou os erros dos teólogos que sustentaram a condenação, sem desqualificar expressamente o tribunal que o sentenciou.

Num discurso de 13 páginas, o Papa Wojtyla qualificou Galileu como um “físico genial” e “crente sincero”, “que se mostrou mais perspicaz na interpretação da Escritura do que os seus adversários teólogos”.

 

In Periodista Digital
05.07.09

Galileu









































 


 

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