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António Guterres distinguido com prémio inspirado pelo Documento sobre a Fraternidade Humana

O secretário-geral das Nações Unidas, o português António Guterres, e a fundadora da Associação Imad para os Jovens e a Paz, Latifa Ibn Ziaten, foram distinguidos com o prémio Zayed para a Fraternidade Humana 2021.

O galardão, evocativo do fundador dos Emirados Árabes Unidos, foi inspirado pelo “Documento sobre a Fraternidade Humana em prol da paz mundial e da convivência comum”, assinado pelo papa e pelo grande imã de Al-Azhar, Ahmad Al-Tayyeb, a 4 de fevereiro de 2019, em Abu Dhabi, a quando da visita de Francisco ao país.

«Entre as motivações que conduziram à atribuição do reconhecimento estão, em primeiro lugar, os repetidos apelos – durante este ano, em que o mundo inteiro foi arrastado pela pandemia do coronavírus – a um “cessar-fogo global, para [o mundo] se concentrar em conjunto na verdadeira batalha: derrotar o Covid-19», revela a edição de hoje do jornal do Vaticano, “L’Osservatore Romano”.

Latifa Ibn Ziaten, «franco-marroquina que perdeu o filho em Toulouse [França] em 2012 por causa do terrorismo», recebeu a distinção por «ter sabido transformar a sua dor numa atividade de proximidade junto dos jovens, na esperança de os dissuadir o mais possível de cometer atrocidades que causam a morte de outras pessoas», assinala a mesma fonte.


Imagem Latifa Ibn Ziaten | D.R.


O galardão vai ser atribuído esta quinta-feira, 4 de fevereiro, dois anos após a assinatura do Documento, por ocasião do Dia Internacional da Fraternidade Humana, instituído pela ONU, através de um encontro virtual que reunirá o papa Francisco, Ahmad Al-Tayyeb e António Guterres, além de outras personalidades.

O Dia Internacional da Fraternidade Humana, a que o Vaticano dedica uma nova página na internet, «teve em conta também o encontro de 4 de fevereiro de 2019, em Abu Dhabi, quando eu e o grande imã de Al-Azhar, Ahmad Al-Tayyeb, assinámos o Documento sobre a Fraternidade Humana em prol da paz mundial e da convivência comum. Muito me alegra ver as nações do mundo inteiro unidas nesta celebração, que visa promover o diálogo inter-religioso e intercultural», afirmou hoje o papa, após a audiência geral, no Vaticano.

Francisco manifestou a satisfação por os países «do mundo inteiro» se unirem na celebração que visa «promover o diálogo inter-religioso e intercultural», e recordou que a resolução da ONU reconhece «o contributo que o diálogo entre todos os grupos religiosos pode contribuir para melhorar a consciência e a compreensão dos valores comuns partilhados por toda a humanidade». E concluiu: «Seja esta hoje a nossa oração e o nosso compromisso a cada dia do ano».

Instituído em 2019, o prémio foi entregue, na primeira edição, aos dois signatários do Documento sobre a Fraternidade Humana, na capital dos Emirados Árabes Unidos, e em 2020 foi decidido torná-lo anual.

António Guterres, de 71 anos, assumiu o cargo de secretário-geral da ONU em janeiro de 2017, depois de ter sido alto-comissário das Nações Unidas para os Refugiados, e no mês passado anunciou a candidatura a um segundo mandato de cinco anos, para o período de 2022-2026.


Imagem Papa Francisco e grande imã de Al-Azhar, Ahmed Al-Tayyeb | Vatican Media

 

Rui Jorge Martins
Fontes: Vatican News, L'Osservatore Romano
Imagem: António Guterres | D.R.
Publicado em 03.02.2021 | Atualizado em 04.02.2021

 

 

 
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