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Cristo quer «estar próximo e oferecer novas oportunidades»

A opção de Cristo é «estar próximo e oferecer novas oportunidades», mesmo que seja mais fácil «dar títulos e etiquetas que congelam e estigmatizam não só o passado, mas também o presente e o futuro das pessoas».

As palavras do papa, pronunciadas hoje num centro de detenção para jovens em Pacora, a 40 km da Cidade do Panamá, podem muito bem ser escutadas, rezadas e assumidas por toda a Igreja.

Ao celebrar o sacramento da Reconciliação na prisão – a primeira vez que tal acontece na história das Jornadas Mundiais da Juventude –, Francisco vincou que “etiquetar” pessoas só produz «divisão»: «Deste lado os bons, do outro os maus; deste lado os justos, do outro os pecadores»; e todavia cada ser humano «é muito mais do que as suas etiquetas».

Colocar um rótulo nas pessoas, acentuou, «envenena tudo, porque levanta um muro invisível que faz pensar que ao marginalizar, separar e isolar, resolver-se-iam magicamente todos os problemas».

Adjetivar e classificar as pessoas, em especial pejorativamente, é uma atitude contrária ao amor de Deus, que, ao contrário, considera «a complexidade da vida e de cada situação», ao ser capaz de «oferecer caminhos e oportunidades de integração e transformação, de cura e de perdão, caminhos de salvação».

Cristo rompe inclusive «o murmúrio interior que emerge em que, tendo chorado o próprio pecado, e estando consciente do seu erro, não acredita que pode mudar», afirmou o papa, que antes das suas palavras escutou o testemunho de um recluso.

«Uma sociedade é fecunda quando sabe gerar dinâmicas capazes de incluir e integrar, de encarregar-se e lutar para criar oportunidades e alternativas que deem novas possibilidades aos seus filhos, quando se empenha em criar futuro com comunidade, educação e trabalho», afirmou Francisco.

A diretora do centro de detenção agradeceu ao papa a sua visita: «Obrigado por lhes [jovens reclusos] ter confirmado que Deus os ama, e que um futuro sem violência ou transgressão é possível. Obrigado por nos ter feito saber que somos todos iguais».


 

Fonte: Vatican News
Trad.: Rui Jorge Martins
Imagem: Choat/Bigstock.com
Publicado em 25.01.2019

 

 
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