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Cinema: "1001 noites - O inquieto"

Imagem "1001 noites - O inquieto", de Miguel Gomes (fotograma) | D.R.

Cinema: "1001 noites - O inquieto"

O mais espantoso no cinema de Miguel Gomes é o milagre. E a recusa do cinismo.

A sensibilidade com que as personagens são filmadas e, em muitas delas, a simplicidade com que crescem e inadvertidamente nos colocam na desconfortável posição de alguém que volta a acreditar (em qualquer coisa de humano).

Se a personagem principal de "As 1001 Noites – O Inquieto" somos nós, Portugueses, enquanto comunidade, tal só se compreende a partir das personagens singulares – tantos de nós – que a suportam.

Assim como a vida que nos junta em comunidade é mais que o somatório de cada um dos nossos percursos singulares, o filme de Miguel Gomes, é mais, muito mais, que as tragédias, as pequenas ou grandes misérias, as virtudes e as fragilidades de cada personagem.

A verdade da experiência cinematográfica de "As 1001 Noites – O Inquieto" é o incessante trabalho de tatear uma sociedade deprimida, abatida, depauperada, sem esperança, por entre um amoroso labor de aproximação a cada uma das personagens (que poderia ser cada um de nós). Labor, entretecido entre o documentário e a ficção, feito de riso e lágrimas, de esperança e angústia, enfim, da argamassa que nos cola à Vida e uns aos outros.

 

 

joão amaro correia
Publicado em 10.09.2015

 

 
Imagem "1001 noites - O inquieto", de Miguel Gomes (fotograma)
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