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Wim Wenders fala de espiritualidade e cinema no Festival de Cannes

Wim Wenders fala de espiritualidade e cinema no Festival de Cannes

Imagem D.R.

O realizador alemão Wim Wenders e o P. Dario Viganò, responsável pela Secretaria para a Comunicação da Santa Sé, são os protagonistas de um debate sobre espiritualidade e cinema marcado para o Festival de Cannes, que começa hoje.

O encontro entre o sacerdote, com um passado de estudo sobre a Sétima Arte, e o cineasta autor de filmes como "Paris, Texas”, “Buena Vista Social Club”, "O sal da terra" e "Lisbon story - Viagem a Lisboa", está marcado para 25 de maio.

À semelhança de anos anteriores, a 70.ª edição conta com a presença do júri ecuménico formado por representantes da Signis-Associação Católica Mundial para a Comunicação e pela organização protestante Interfilm, que avalia os filmes da competição oficial, premiando o que sobressai pela presença de valores humanos e espirituais.

Paralelamente ao programa oficial decorre o Festival Sacro da Beleza nos espaços da abadia cisterciense de Iles des Lerins, arquipélago situado na baía de Cannes, e na igreja de Nossa Senhora da Boa Viagem, na cidade francesa.



Idealizado desde o fim dos anos 30, o Festival de Cannes teve a sua primeira verdadeira edição em 1946, após a II Guerra Mundial, tendo-se imposto como um dos mais significativos acontecimentos cinematográficos do mundo, a par com a Mostra de Cinema da Bienal de Veneza



A iniciativa, que tem como presidente de honra o ator Michael Lonsdale, visa questionar o «lugar do artista na Igreja», «a espiritualidade no processo artístico», bem como «testemunhar a fé e rezar em conjunto».

O programa compreende sessões com artistas, um dia de encontro entre monges, atores e profissionais de cinema, proporcionando uma «experiência de silêncio e de beleza» com os religiosos, a celebração da "Missa do Festival", uma criação artística em torno de pessoas em situação de precariedade, a inauguração de uma via-sacra, e uma noite musical inter-religiosa.

Estão também anunciados um documentário sobre Edith Piaf, devota de Santa Teresa de Lisieux, a leitura do "Caminho da Cruz", de Paul Claudel, intercalada com composições de Bach, Ravel e Bizet, uma peça baseada em Santa Faustina, uma sessão inter-religiosa em torno dos monges de Tibhirine com artistas cristãos, judeus e muçulmanos, a evocação de Santa Teresa de Ávila, a leitura teatralizada e musicada de textos de S. Bernardo de Claraval e um concerto que atravessa mil anos de polifonias sacras com obras de Von Bingen, Palestrina, Bencini, Pärt, Childs e Gjeilo.

Idealizado desde o fim dos anos 30, o Festival de Cannes teve a sua primeira verdadeira edição em 1946, após a II Guerra Mundial, tendo-se imposto como um dos mais significativos acontecimentos cinematográficos do mundo, a par com a Mostra de Cinema da Bienal de Veneza, com 73 edições.



O júri da secção principal é presidido pelo cineasta Pedro Almodóvar . A presença portuguesa é composta por quatro filmes, todos fora da competição oficial. "Água mole", de Laura Gonçalves e Alexandra Ramires, "Farpões, baldios" (Marta Mateus), "A fábrica de nada" (Pedro Pinho) e "Coelho mau" (Carlos Conceição)



Até 28 de maio são esperados Sofia Coppola, com “The beguiled”, interpretado exclusivamente no feminino, incluindo Nicole Kidman e Kirsten Dunst, o duas vezes vencedor da Palma de Ouro Michael Haneke, com “Happy end”, e também Michel Hazanavicius, Fatih Akin, Naomi Kawase e Andreï Zviaguintsev.

O júri da secção principal é presidido pelo cineasta Pedro Almodóvar, que terá ao seu lado Maren Ade (realizadora-produtora), Jessica Chastain (atriz), Fan Bingbing (atriz), Agnès Jaoui (atriz-realizadora), Park Chan-wook (realizador-produtor), Will Smith (ator), Paolo Sorrentino (realizador) e Gabriel Yared (compositor).

A presença portuguesa é composta por quatro filmes, todos fora da competição oficial. "Água mole", curta metragem de animação das realizadoras Laura Gonçalves e Alexandra Ramires, é um «poético retrato da desertificação do interior do país através do ponto de vista dos que se recusam a abandonar o local onde nasceram».

"Farpões, baldios", realizado por Marta Mateus, é também uma curta, protagonizada por crianças e rodada no Alentejo.

Pedro Pinho apresenta "A fábrica de nada", narrando a história de operários que protegem os equipamentos da unidade fabril onde trabalham para impedir o deslocamento da produção, ao mesmo tempo que prosseguem as negociações para os despedimentos.

"Coelho mau", curta metragem de Carlos Conceição, com estreia mundial em Cannes, apresenta uma história baseada nas relações entre dois irmãos, uma mãe ausente e o seu amante.



 

SNPC
Fontes: SIR, Festival Sacro da Beleza
Publicado em 17.05.2017

 

 

 
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