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Viver a Quaresma pela Cartuxa Scala Coeli, Évora

Imagem D.R.

Viver a Quaresma pela Cartuxa Scala Coeli, Évora

Para o monge cartuxo, aliás como para todo e qualquer cristão, a finalidade última de toda a Quaresma é ser uma preparação para a Páscoa. Não para um simples ver, recordar e presenciar em espírito a Paixão e Ressurreição do Senhor, senão para ter nelas uma vivificante “participação”, uma real “comemoração”, que nos permita retomar a vida cristã, se porventura estava perdida ou cortada, ou intensificá-la ao máximo se vivida com sinceridade.

A meta dessa vital “comemoração” será uma “vida nova” com Cristo, que ficará plasmada: numa maior intimidade com Ele, numa efetiva renúncia a Satanás, às suas obras e pompas e numa fidelidade sempre crescente a Cristo. É por isso que no cume da Grande Vigília Pascal renovaremos as nossas promessas batismais e votos monásticos.

 

Preparação

Porém, essa vida nova em Cristo, a Páscoa, “não se improvisa como realidade a viver; nem sequer pode ser entendida nas suas urgências santificadoras, senão em proporção e à medida em que se tenha vivido durante toda a Quaresma a eficácia transformante de todos os elementos desta instituição” (Teologia e espiritualidade do Ano Litúrgico, p. 295).

Para chegarmos a esse fim, durante seis semanas o nosso espírito submete-se a uma “formação” e “preparação” litúrgicas vividas com intensidade e lealdade: a oração mais intensa, a abnegação pessoal, o jejum corporal, as obras de piedade e uma intensa participação litúrgica serão os elementos monásticos que facilitarão a purificação e a disponibilidade do nosso espírito para viver em plenitude o mistério de Cristo na sua Paixão, Morte e Ressurreição. Porque a Quaresma não tem sentido se não levar para uma Páscoa real, viva, participada no nosso interior e esplendente em nós como o mistério da Luz, da Vida.

 

Normas estatuárias     

Para compreendermos a vivência quaresmal cartusiana, nada melhor do que lembrarmos alguns pontos dos Estatutos em que se expressa a dimensão cristológica do monaquismo cartusiano. A vida do monge não pode ficar numa mera e pessoal contemplação admirativa do Mistério de Cristo, embora se pense que ela está cheia de amor. Não basta só a contemplação interior. Esta deve manifestar-se também externamente para que tenha realmente uma dimensão cristológica. É por isso que os Estatutos Cartusianos vão traçando desde o começo até o fim aspetos concretos da nossa vida e observância em que devemos imitar a Cristo.

A respeito da nossa vivência quaresmal, mencionemos só estes pontos-chave:

- “O próprio Jesus, cuja virtude não podia encontrar apoio no retiro nem obstáculo na sociedade dos homens, contudo, para nos instruir com o seu exemplo, antes de começar a sua pregação e os seus milagres, quis submeter-Se em certo modo a uma prova de tentações e jejuns na solidão. D’Ele refere a Escritura que, deixando a multidão dos discípulos, subia sozinho ao monte para orar. E, quando já estava iminente o tempo de Paixão, deixou os Apóstolos para orar a sós, dando-nos com isto o melhor exemplo de quanto a solidão favorece a oração, pois não quer orar acompanhado, nem sequer dos seus Apóstolos” (Est. Prólogo, n. 9).

- “Não devemos passar aqui em silêncio um mistério que merece toda a nossa atenção: foi ele, o Senhor e Salvador do género humano, que Se dignou mostrar-nos em sua própria pessoa o primeiro modelo vivo da nossa Ordem, quando, a sós no deserto, Se entregava à oração e a exercícios da vida interior, macerava o corpo com jejuns, vigílias e outros frutos de penitência e vencia as tentações do inimigo com as armas do espírito” (Ib. n. 10).

- “Cristo sofreu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigamos os seus passos. Assim fazemos quando aceitamos as provas e angústias da vida e quando, na liberdade dos filhos de Deus, abraçamos a pobreza e renunciamos à vontade própria. Mas, segundo a tradição monástica, devemos também seguir a Cristo no seu jejum do deserto, castigando o corpo e mantendo-o em servidão, para que a nossa alma resplandeça com o desejo de Deus” (Est. c.7. n. 1).

 

A Quaresma cartusiana

Pelo facto mesmo de ser a Quaresma uma intensa preparação para a Páscoa, um tempo de reforma interior, uma época em que a nossa luta contra o inimigo comum deve acentuar-se, e umas semanas em que somos especialmente chamados a imitar o nosso Mestre acompanhando-O na oração, no jejum, no retiro e na penitência, foi tida em grande estima por todos os monges e vivida com o maior fervor e piedade. Se o ideal do monge é viver a sua vocação cristã com todo o radicalismo, é evidente que esse ideal abrange, dir-se-ia dum modo especial, a vivência quaresmal.

De facto, é daqui que brotaram as diversas práticas quaresmais nas Ordens monásticas de todos os tempos, proporcionando ou impondo aos monges meios especiais para essa tarefa: retiro mais intenso, leituras, orações especiais, abstenção de visitas e correspondência epistolar, penitências corporais, mortificação interior… Se a santidade foi e é sempre incompatível com a satisfação dos sentidos e apetites, é evidente que a mortificação corporal e espiritual impõe-se a todo o aspirante à santidade. Pretender santificar-se doutro modo seria uma ilusão, uma quimera.

Os legisladores monásticos consideraram a penitência interior e exterior como necessária, embora nenhum deles tivesse a intenção de mortificar seus monges, pelo gosto de os ver padecer. As suas prescrições dirigiam-se sobretudo para a ordem moral, pois a austeridade da vida e as exigências do espírito são a melhor e salutar penitência. E todo o cristão, monge ou não, precisa duma purificação pessoal em maior ou menor grau. E se insistem em práticas positivas é porque estas estão dirigidas para o mais profundo da alma. Assim fala-se: da oração mais intensa, da compunção e da pureza do coração, da "lectio divina" como alimento da alma e da liturgia como o melhor caminho para a busca e o encontro com Deus.

 

Práticas dos Cartuxos

Na Cartuxa, os Estatutos encarregam-se de dar certas normas práticas para a vivência quaresmal. Assim por exemplo, como especial oração quaresmal recitamos todos os dias os sete Salmos Penitenciais com as Ladainhas dos Santos, e cada dia, menos aos domingos, recitamos, nas Vésperas, o salmo 50, eminentemente penitencial.

No plano dos jejuns, temos o “jejum da Quaresma”. Este consiste em tomar uma só refeição forte, ao meio-dia e uma ligeira colação pela tardinha. Nas sextas-feiras o jejum é pão e água para aqueles que podem fazê-lo. Além da abstinência perpétua de carne, na Quaresma acrescentamos a abstinência de lacticínios, quer dizer, do leite e seus derivados. Entre as refeições, não comemos nem bebemos nada salvo a água.

Todavia, também sobre esta observância quaresmal vigora a tradicional discrição cartusiana e a maternal humanidade das Regras: “Se em qualquer circunstância ou com o tempo, um monge verificar que alguma das nossas observâncias ultrapassa as suas forças (…) combine com o Prior, em filial confiança, a mitigação que lhe convém, ao menos por algum tempo. Mas, tendo sempre em conta o apelo de Cristo, veja o que pode fazer; e o que não pode dar ao Senhor pela observância comum, ofereça-o doutro modo” (Est. c. 7. n. 1).

Não é preciso dizer que todos devem estar abertos à inspiração do Espírito Santo, para o caso de Este sugerir ou pedir algo especial. Contudo, a tradição monástica sempre teve em conta o inconveniente que pode existir nas penitências voluntárias não regulares e nos fervores indiscretos. De facto, o demónio não tenta o monge só com coisas más, mas também com coisas boas: mais rigor, mais mortificação, maiores penitências corporais… Os Estatutos Cartusianos, seguindo nisso as normas de Cassiano e depois aceites pela Regra do Mestre e de São Bento, advertem claramente: “Nenhum de nós se entregue a exercícios de penitência além dos indicados nestes Estatutos, sem o conhecimento e a aprovação do Prior. Mas, se este quiser fazer a algum de nós uma concessão em alimento, sono ou qualquer outra coisa, ou impor algo duro e penoso, não temos o direito de recusar, não aconteça que, resistindo-lhe, estejamos a resistir, não a ele, mas ao Senhor, de quem ele faz as vezes junto de nós. Por numerosas e variadas que sejam as nossas observâncias, não esperamos delas qualquer proveito sem o bem da obediência” (c. 7. n. 8).

 

A ascese do monge Cartuxo

Na almejada transformação quaresmal, a parte principal, não era preciso indicá-lo, pertence a Deus, à ação do Espírito Santo. Contudo, essa ação divina não prescinde, antes reclama a colaboração ascética do monge. Em consequência, este procurará a purificação:

- da mente, através duma oração mais intensa, para entrar melhor no pensamento de Deus; quer dizer, na aceitação do Seu querer a respeito de nós. É a “metanoia” que pregava o Batista como preparação para o reino de Deus;

- do coração, mediante a abnegação de nós mesmos e a mortificação das nossas tendências pecaminosas. É do coração donde sai todo o mal que fazemos (cf. Mt 15. 18-19);

- do corpo, através da mortificação corporal que nos ajuda a nos libertar da lei do pecado que vive em nós. Esta mortificação está reclamada também pelos pecados dos membros do Corpo Místico a que pertencemos.

 

Dimensão eclesial da nossa Quaresma

O fruto primeiro desta purificação quaresmal será recuperar uma viva consciência da nossa inserção em Cristo, crescermos na nossa identificação com Ele e sermos com Ele “redentores” de toda a Humanidade.

Deste modo, a Quaresma cartusiana adquire uma esplêndida dimensão eclesial: jejuamos em favor de toda a Igreja, de todos os homens, embora só Deus, e não aqueles, deve estar a par do que acontece no nosso espírito; reside aí o plano mais profundo da mística cristã. As palavras de São Paulo: “O amor de Cristo nos impele!” (2 Cor 5. 14), valem também para o Cartuxo, do mesmo modo que aquelas outras: “Cumpro no meu corpo o que falta à Paixão de Cristo, pela Sua Igreja”(Col 1. 24). De facto, os Estatutos lembram esta dimensão quando advertem que “a união com Deus não nos fecha em nós mesmos (…) antes abre o nosso espírito e dilata o nosso coração para abrangermos o mundo inteiro e o mistério da Redenção de Cristo” (c. 34. 2); e também: “Pela penitência tomamos parte na Obra redentora de Cristo, que sobretudo com a oração ao Pai e a Sua imolação salvou o género humano cativo e oprimido pelo pecado” (ib. 4).

 

A liturgia é o melhor meio para viver intimamente a Quaresma

“O monge é um “ser litúrgico”, não pelo seu “fazer”, senão pelo seu “ser”; quer dizer, não por seguir passo a passo o desenvolvimento exterior da Liturgia, senão por assumir interiormente o mistério litúrgico como conteúdo total da sua vida e modelo da sua contemplação” (A Igreja em plenitude, p.198).

Por isso dizemos que o melhor meio para viver a Quaresma é a íntima vivência da liturgia quaresmal. Os Estatutos lembram-nos: “Em todas as celebrações litúrgicas Cristo ora por nós, como nosso Sacerdote, e em nós, como nossa Cabeça, de tal modo que reconhecemos n’ Ele as nossas vozes, e em nós a Sua” (Est. 3. 7).

“Os monges, quando celebram o Oficio Divino, são a voz e o coração da Igreja. É ela que, por eles, apresenta ao Pai, em Cristo, o culto de adoração, louvor, suplica, e humildemente pede perdão para os pecados. Esta função de tanta importância, os monges exercem-na em toda a sua vida; mas a um título mais explícito e público, na santa Liturgia” (Id. 21. 8).

“O propósito da nossa vida monástica compromete-nos a estarmos sempre vigilantes na presença de Deus; eis porque a nossa vida inteira é como uma liturgia que, em certos momentos se torna mais manifesta, quer levemos diante de Deus a oração oficial da Igreja, quer sigamos o movimento do nosso coração. É sempre o mesmo Senhor que, em nós, exerce o seu sacerdócio, rezando ao Pai no único Espírito” (ib. 15).

Os elementos da liturgia quaresmal cartusiana (antífonas, responsórios, leituras, melodias, etc.) são realmente uma obra de arte, uma joia do carisma oracional da Igreja. Nós conservamos a celebração do Ofício Divino tal como no-la legaram os nossos fundadores (1084), com os seus esquemas e formulários, mas com preciosos enriquecimentos aportados com a renovação litúrgica do Vaticano II, principalmente pelo que se refere as leituras.

A respeito destas, três semanas antes da Quaresma iniciamos já a leitura do Pentateuco, como princípio da História da salvação, até a primeira semana da Paixão. Nas duas semanas da Paixão, em que a celebração litúrgica contempla em cheio o mistério redentor no aparente triunfo das forças do mal, lemos o livro de Jeremias e as Lamentações. No último sábado de Paixão, a liturgia cartusiana evoca e revive a presença de Maria Santíssima na Paixão do seu Filho mediante uma festa especial com rito de 12 leituras, em honra da Mãe Dolorosa: é chamada “Compaixão de Nossa Senhora”.

As leituras são 12 aos domingos e três nos dias ordinários e cada uma tem um Responsório tirado das diversas histórias apresentadas nas leituras. É um abundante alimento espiritual que encontra o seu complemento nas preces e diversas orações das diferentes Horas canónicas. No rito cartusiano conservamos todas as Horas menores.

 

Na alegria do espírito

Nosso Senhor dizia: “Quando jejuardes, não mostreis um ar tristonho” (Mt 6, 16). Talvez daí brote este detalhe interessante da Quaresma: a frequente advertência de que a alegria cristã deve acompanhar toda a nossa travessia quaresmal.

Com efeito, são muitas as orações ou coletas em que a Igreja pede para seus filhos “uma alegre penitência”, um “jejuar com alegria” e outras expressões semelhantes. É que a penitência cristã vai acompanhada da alegria do espírito que gera uma doce e tranquila confiança na misericórdia do Senhor. E a Quaresma cria uma dupla alegria: a alegria do dever cumprido, dedicando a Deus de modo especial este tempo quaresmal a Ele consagrado; e a alegria da esperançosa Páscoa que esperamos como triunfo da vida de Jesus e como vitória da graça divina sobre o mal que reside em nós. É certo que a Quaresma não deixa de ser “um sacrifício”; mas por ser “voluntário” e oferecido com amor generoso, torna-se “em santa e alegre devoção”. Aliás, sendo a Páscoa a fonte da alegria cristã, é natural que nos aproximemos dessa fonte com gozo e que percebamos já um gosto antecipado da mesma.

Assim sendo, o cartuxo não vive a sua Quaresma como “tempo de tristeza”, mas sim de alegria e esperança porque, como filho de Deus, coloca n’Ele a origem e a fonte de toda a sua felicidade. O Mistério de Cristo vivido na Quaresma não é algo que esteja fora de nós; ele é o que somos e estamos chamados a ser em Cristo. O Seu drama é o nosso. Nossa cruz não é senão a de Jesus e é o Seu amor quem a leva em nós. Nossa verdadeira vida é a do Ressuscitado em nós. Se a Liturgia quaresmal nos leva pelo caminho da Cruz, é para nos ensinar que esse caminho é também o nosso. Cristo tem vencido na Sua luta contra o pecado e a morte, e o poder vitorioso da Sua vida e do Seu amor é-nos comunicado na celebração sacramental do seu Mistério renovado na Liturgia. “Com a recordação dos mistérios da Redenção, a Igreja oferece aos fiéis as riquezas das obras e merecimentos do seu Senhor, a ponto de os tornar como que presentes a todo o tempo, para que os fiéis, em contacto com eles, se encham de graça” (Sacrosanctum Conclilium n. 102).

Temos razão em nos gloriarmos na Cruz de Cristo. O rosto exprime o gozo que vai no coração, e o ardor do coração penetra todo o homem e lhe comunica forças “para dar com alegria” a observância quaresmal: “Deus ama a quem dá com alegria” (2 Cor 9.7). E assim se prepara o cartuxo para tomar parte na Ressurreição do seu Senhor. “Vem, Senhor Jesus” (Ap 22. 20).

 

Nota: Alguns subtítulos foram inseridos pela redação do site da Pastoral da Cultura

 

Um Cartuxo da Scala Coeli, Évora
Publicado em 23.03.2015

 

 
Imagem D.R.
A Quaresma não tem sentido se não levar para uma Páscoa real, viva, participada no nosso interior e esplendente em nós como o mistério da Luz, da Vida
Os legisladores monásticos consideraram a penitência interior e exterior como necessária, embora nenhum deles tivesse a intenção de mortificar seus monges, pelo gosto de os ver padecer
Como especial oração quaresmal recitamos todos os dias os sete Salmos Penitenciais com as Ladainhas dos Santos, e cada dia, menos aos domingos, recitamos, nas Vésperas, o salmo 50, eminentemente penitencial
No plano dos jejuns, temos o “jejum da Quaresma”. Este consiste em tomar uma só refeição forte, ao meio-dia e uma ligeira colação pela tardinha. Nas sextas-feiras o jejum é pão e água para aqueles que podem fazê-lo. Além da abstinência perpétua de carne, na Quaresma acrescentamos a abstinência de lacticínios, quer dizer, do leite e seus derivados
Na almejada transformação quaresmal, a parte principal, não era preciso indicá-lo, pertence a Deus, à ação do Espírito Santo. Contudo, essa ação divina não prescinde, antes reclama a colaboração ascética do monge. Em consequência, este procurará a purificação
A Quaresma cartusiana adquire uma esplêndida dimensão eclesial: jejuamos em favor de toda a Igreja, de todos os homens, embora só Deus, e não aqueles, deve estar a par do que acontece no nosso espírito; reside aí o plano mais profundo da mística cristã
O propósito da nossa vida monástica compromete-nos a estarmos sempre vigilantes na presença de Deus; eis porque a nossa vida inteira é como uma liturgia que, em certos momentos se torna mais manifesta, quer levemos diante de Deus a oração oficial da Igreja, quer sigamos o movimento do nosso coração
Sabemos que, historicamente, as Igrejas, tal como os Estados, partidos e ideologias, tiveram dificuldades com os artistas, porque de vez em quando eles fazem e dizem coisas que não estavam no programa, e seguem por caminhos que talvez não fossem os mais ortodoxos, ou mais justos, segundo o entender de quem o diz
Os elementos da liturgia quaresmal cartusiana (antífonas, responsórios, leituras, melodias, etc.) são realmente uma obra de arte, uma joia do carisma oracional da Igreja. Nós conservamos a celebração do Ofício Divino tal como no-la legaram os nossos fundadores (1084)
Nossa verdadeira vida é a do Ressuscitado em nós. Se a Liturgia quaresmal nos leva pelo caminho da Cruz, é para nos ensinar que esse caminho é também o nosso
Temos razão em nos gloriarmos na Cruz de Cristo. O rosto exprime o gozo que vai no coração, e o ardor do coração penetra todo o homem e lhe comunica forças “para dar com alegria” a observância quaresmal: “Deus ama a quem dá com alegria”. E assim se prepara o cartuxo para tomar parte na Ressurreição do seu Senhor
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