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Cultura do encontro marcou viagens internacionais do papa Francisco em 2014

Imagem Papa Francisco | Parlamento Europeu, Estrasburgo, França, 26.11.2014 | Reuters | D.R.

Cultura do encontro marcou viagens internacionais do papa Francisco em 2014

A partir das cinco viagens internacionais que o papa Francisco efetuou à Terra Santa, Coreia, Albânia, Estrasburgo e Turquia, o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, padre Federico Lombardi, propõe um balanço do pontificado.

Em primeiro lugar, o sacerdote jesuíta recorda «o poder simbólico e espiritual» da passagem pela Terra Santa, que assinala o regresso «às raízes do cristianismo, aos lugares da história da salvação».

«Recordo os momentos do papa, comovido, nas margens do rio Jordão, nos lugares do Batismo de Jesus, e também, naturalmente, no Santo Sepulcro, e assim por diante. São elementos fundamentais para a nossa fé, e é justo que o papa possa também, em nome de todos nós, voltar àqueles lugares para nos recordar de onde viemos, o mistério do encontro de Cristo com a humanidade», salientou.

A aproximação a outras Igrejas cristãs durante as deslocações do papa foi igualmente realçada por Federico Lombardi.

«Tanto a reunião em Jerusalém como o encontro em Constantinopla com o patriarca Bartolomeu fala de quão intensa é esta amizade, a relação pessoal que Francisco estabeleceu com o primeiro dos patriarcas da ortodoxia, e como este é um sinal de esperança para o nosso futuro caminho ecuménico», referiu.

Referindo-se às viagens à Ásia – Coreia, e, em janeiro, ao Sri Lanka e Filipinas –, o responsável salientou como aquele continente constitui uma das principais fronteiras do catolicismo.

«Estas grandes viagens de Francisco falam de uma atenção renovada da Igreja para esta parte importante da humanidade de hoje e de amanhã, a partir de um ponto de vista também demográfico, de presença humana impressionante desde a ótica das suas dimensões e da sua dinâmica», afirmou.

As viagens do papa à Ásia manifestam como esse é um continente «sem fronteiras de evangelização, de anúncio do Evangelho em situações culturais, sociais e políticas muito diferentes, frequentemente muito difíceis».

A Europa também não foi esquecida: «Houve a viagem muito breve à Albânia, mas significativa pelo facto de o papa querer partir das periferias para chegar ao coração de um continente».

Por seu lado, a passagem pelo Parlamento Europeu, em Estrasburgo, constitui «um ponto de referência para muitas outras intervenções» que o papa poderá proferir em questões relacionadas com o continente.

O discurso de Francisco foi «amplo, articulado, repleto de muitas perspetivas, que, de alguma forma, para o papa que vem de fora da Europa, era muito esperado», apontou o religioso.

Na Turquia e na Albânia, como noutras ocasiões, foi destacado o diálogo inter-religioso: «O papa está muito consciente da situação do islão no mundo moderno e trata de encontrar os caminhos para uma relação construtiva», sem deixar de condenar «os excessos, como o uso violento da religião».

O testemunho dos cristãos, muitas vezes pago com a própria vida, foi também uma dimensão que acompanhou Francisco nas suas deslocações: «Tanto na Coreia, onde a história da Igreja se caracteriza pelo martírio, na Albânia, onde o martírio em tempos recentes, sob o comunismo, foi muito forte, como no Médio Oriente, onde o martírio é também a realidade atual».

«O papa encontra esta realidade e recorda-nos a importância desta dimensão na vida da Igreja de todos os tempos, e também no nosso», concluiu o padre Federico Lombardi.

 

Rádio Vaticano
Trad. / edição: Rui Jorge Martins
Publicado em 31.12.2014

 

 
Imagem Papa Francisco | Parlamento Europeu, Estrasburgo, França, 26.11.2014 | Reuters | D.R.
A Europa também não foi esquecida: «Houve a viagem muito breve à Albânia, mas significativa pelo facto de o papa querer partir das periferias para chegar ao coração de um continente»
O testemunho dos cristãos, muitas vezes pago com a própria vida, foi também uma dimensão que acompanhou Francisco nas suas deslocações: «Tanto na Coreia, onde a história da Igreja se caracteriza pelo martírio, na Albânia, onde o martírio em tempos recentes, sob o comunismo, foi muito forte, como no Médio Oriente, onde o martírio é também a realidade atual»
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