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“Unir para curar”: Conselho Pontifício da Cultura acolhe congresso ímpar sobre saúde no futuro

O Conselho Pontifício da Cultura, organismo da Santa Sé, acolhe de 26 a 28 de abril, no Vaticano, a quarta edição da conferência internacional “Unite to cure” (Unir para curar), a que o papa Francisco se associará ao receber os participantes.

Para o presidente da Fundação Cura, coorganizadora da iniciativa, trata-se de «um dos acontecimentos no âmbito dos cuidados de saúde mais incomparáveis do mundo, é uma espécie da “conferência de Davos”» do tema.

«Ao unir as partes interessadas e os tomadores de decisão neste cenário único e inspirador, e incluindo as vozes dos pacientes, podemos abordar formas de impactar a saúde humana globalmente», acrescentou Robin Smith.

O congresso, dedicado ao tema “Como a ciência, tecnologia e a medicina do século XXI vão impactar a cultura e a sociedade”, conta com o apoio das fundações Stem for Life e STOQ (Science, Theology and the Ontological Quest), esta fundada no âmbito do Conselho Pontifício da Cultura.

«Uniremos as pessoas sem preconceitos para estimular um diálogo aberto e utilizar uma abordagem interdisciplinar para melhorar a saúde humana em todo o mundo, num esforço para prevenir, reparar, curar e preparar o futuro», refere a página do encontro.

O presidente do Conselho Pontifício da Cultura, cardeal Gianfranco Ravasi, considera que o congresso, à semelhança dos anteriores (2011, 2013 e 2016), chamará a atenção do mundo para o facto de que «ao partilhar conhecimento e colaborando e compreendendo diferentes perspetivas» é possível «fazer avançar a saúde humana» e proteger o ambiente «de uma forma eticamente viável, preservando a humanidade, a cultura e a sociedade».

«O mundo à nossa volta está a mudar muito rapidamente, trazendo consigo promessa e perigo. Como o ritmo da inovação acelera, e o que antes era impossível torna-se possível, devemos colocar as questões importantes subjacentes às grandes descobertas científicas e ao progresso humano, e compreender o seu impacto cultural e antropológico», explicou o responsável pelo departamento de Ciência e Fé do Conselho Pontifício da Cultura.

Para o P. Tomasz Trafny é essencial ter presente as «consequências para toda a humanidade, sejam éticas, sociológicas, antropológicos, ou os impactos na fé e nas crenças».

Entre as mais de oito dezenas de oradores estarão cientistas, físicos, especialistas em ética, líderes de governos e empresas e filantropos, como o anterior vice-presidente dos EUA, Joseph Biden, Mehmet Oz (o conhecido “Dr. Oz” da televisão) e os lusodescendentes Meredith Vieira e Ronald DePinho.

Os organizadores desafiam pacientes que tenham passado por tratamentos médicos que mudaram a sua vida para melhor, nomeadamente nas áreas da terapia celular e genética e imunoterapia, ou que depositam esperanças em avanços na medicina no futuro, para partilharem as suas histórias. Os testemunhos selecionados serão ouvidos, na primeira pessoa, durante o encontro.



 

SNPC
Imagem: trans961/Bigstock.com
Publicado em 08.03.2018

 

 

 
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