

Igreja de Torre de Moncorvo | phbcz/Bigstock.com
O Secretariado Diocesano da Pastoral da Cultura da diocese de Bragança-Miranda, que recentemente tomou posse, vai apresentar-se publicamente por ocasião de dois concertos.
A 8 de dezembro, o órgão de tubos ibérico da igreja matriz de Torre de Moncorvo, que remonta a 1778 e foi restaurado entre 2015 e 2016, vai ser tocado por Pedro Monteiro, coordenador da pós-graduação em Música Sacra na Universidade Católica Portuguesa (Porto), iniciativa que conta com a parceria da câmara municipal.
O segundo concerto, no órgão positivo da igreja da sé velha de Bragança, está marcado para 10 de dezembro, e será protagonizado por Tadeu Filipe, professor de órgão dos conservatórios de Bragança e Vila Real, com apoio da edilidade brigantina.
Em ambos os concertos quatro salmistas da diocese cantarão os quatro salmos do Advento, compostos por Ferreira dos Santos, Manuel Faria, Azevedo Oliveira e Sobrinho Alves, este último padre de Bragança-Miranda.
«No início do Ano Litúrgico-pastoral, o Ano Mariano da nossa Diocese de Bragança-Miranda, saudámos e felicitamos o recém-criado Secretariado Diocesano da Pastoral da Cultura pela iniciativa de dois concertos de órgão e canto harmonizados em momento espiritual, em articulação com as Unidades Pastorais de S. José e da Senhora das Graças e os Municípios de Torre de Moncorvo e de Bragança», escreve o bispo diocesano, que estará presente nos dois recitais.
Para D. José Cordeiro, «o órgão de tubos restaurado em Moncorvo e a expetativa do órgão de tubos da Catedral proporcionam uma feliz oportunidade para a Pastoral da Cultura ajudar a Igreja a cumprir a sua missão de anunciar ao Evangelho, em ordem ao diálogo e ao encontro dos antigos e dos novos campos de evangelização e situações culturais».
O Secretariado da Pastoral da Cultura de Bragança-Miranda «procurará ser uma presença ativa na diocese, dialogando com todas as artes, com todas as culturas e se possível até com diferentes religiões, abrindo as comunidades diocesanas sobretudo ao ecumenismo, mas quem sabe até ao diálogo inter-religioso, usando como motor e ponte do diálogo todas as expressões culturais e artísticas», destaca a diretora.
Fátima Pimparel e a equipa a que preside estarão também atentos para «valorizar e divulgar as intuições dos artistas diocesanos, mas também dos que estão espalhados pelo mundo, em parceria com as Câmaras Municipais do Distrito de Bragança e com os restantes Secretariados da Diocese».
«Simultaneamente, propomo-nos fazer do longe perto, convidando personalidades do mundo da cultura de âmbito de nacional a virem a Bragança partilhar as suas obras com as nossas gentes, que não obstante serem de carácter moldado pelos montes e pelas giestas, de antes quebrar que torcer, manifestam a sensibilidade da sede de expressões culturais, de eventos de toda a natureza artística, participando neles ativamente e em massa», acentua a responsável.
A equipa do Secretariado, José Alberto Vaz Carreto, Élia Maria Mofreita Correia e Celina Bárbaro Pinto (vogais) e padre António Joaquim Magalhães (assistente), pretende também «ser na diocese a voz do Secretariado Nacional, fazendo chegar às comunidades, aos párocos e aos restantes Secretariados as actividades promovidas em âmbito nacional, sempre com o mesmo fim, antigo mas sempre novo: Levar a Boa Nova do Evangelho a todos os povos».