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S. Bruno e antiga Cartuxa de Caxias evocados em ciclo de conferências

O grupo Juntos pela Cartuxa, nascido da comunidade local e paroquial de Caxias, concelho de Oeiras, organiza a 6 e 7 de outubro um encontro para assinalar os 917 anos da morte de S. Bruno, fundador da Ordem dos Cartuxos.

O movimento tem como objetivo «reviver o passado, celebrar o presente e olhar para o futuro da Cartuxa do Vale da Misericórdia de Laveiras», «notável e único edifício» que tem «apenas comparação com a Cartuxa de Évora», destaca uma nota enviada ao Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura.

O encontro, que decorre na igreja monacal, uma das duas em Portugal onde os “filhos” de S. Bruno celebravam a liturgia, «será um momento destinado a todos os amigos da Cartuxa e também a todos os interessados no património histórico-cultural nacional».

“A arquitetura na Cartuxa” (Luís Ferro), “A arte na Cartuxa” (Pedro Flor), “Os mártires cartuxos” (Don Juan Mayo) e “S. Bruno e a vida cartusiana” (Victor Henriques) são os temas e convidados das conferências do primeiro dia, que decorrem das 15h00 às 19h00.



A presença dos Cartuxos em Caxias remonta a 1598, quando o rei D. Filipe II obteve do papa Clemente VII licença para atribuir uma quinta em Laveiras - destinada pela doadora a um convento de freiras ou frades pobres - aos Cartuxos, vindos de Lisboa, onde estavam instalados provisoriamente



O programa prossegue no domingo com o debate “A Cartuxa e Caxias enquanto pólo para desenvolvimento cultural no concelho de Oeiras… do sonho à realidade”, entre as 10h30 e 11h45.

A iniciativa termina com a missa, agendada para as 12h00, concelebrada pelo prior da Cartuxa Santa Maria Scala Coeli, de Évora, a única existente em Portugal.

Nascido em Colónia, atual Alemanha, em 1030, e vivido entre o seu país, França e Itália, onde morreu a 6 de outubro de 1101, Bruno, professor de teologia e filosofia, escolhe bem cedo o caminho da vida eremítica.

Encontrando seis companheiros, e com a ajuda do bispo Hugo de Grenoble, estabelece-se num vale selvagem denominado “Cartuxa” (“chartreuse”, em francês). Ali constituem um ambiente para a oração comum e constroem sete cabanas, onde cada membro vive em oração e trabalho, numa vida eremítica com momentos comunitários.

Quando Bruno ensinava em Reims, França, um dos seus alunos era o beneditino Oto de Châtillon; reencontra-o em 1090, agora com o nome pontifício de Urbano II, que o escolhe como conselheiro.



De 1613 a 1621 o ermitério foi ampliado num local ligeiramente a oeste do existente, decorrendo a sua construção até 1736. A igreja, com fachada de calcário, é encimada por uma imagem da Virgem com o Menino



Bruno obtém desse papa reconhecimento e autonomia para o mosteiro fundado perto de Grenoble, que viria a ser conhecido como a “Grande Chartreuse” (Grande Cartuxa), a que se seguem outras comunidades. A Regra de vida monástica é aprovada em 1176 pela Santa Sé.

A presença da Ordem em Caxias remonta a 1598, quando o rei D. Filipe II obteve do papa Clemente VII licença para atribuir uma quinta em Laveiras - destinada pela doadora a um convento de freiras ou frades pobres - aos Cartuxos, vindos de Lisboa, onde estavam instalados provisoriamente.

De 1613 a 1621 o ermitério foi ampliado num local ligeiramente a oeste do existente, decorrendo a sua construção até 1736. A igreja, com fachada de calcário, é encimada por uma imagem da Virgem com o Menino.

A maior parte dos religiosos viria a fugir em 1833, após a entrada dos liberais. Uma portaria do mesmo ano determinou a condução dos dois membros que permaneceram ao mosteiro de S. Vicente de Fora e a tomada de posse dos bens.


 

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