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Santuário de Fátima reforça ligação à cultura com lançamento de agenda e revista

Imagem Santuário de Fátima | © Lusa

Santuário de Fátima reforça ligação à cultura com lançamento de agenda e revista

O Santuário de Fátima lançou recentemente a “Agenda Cultural 2016-2017”, integrada na programação do centenário das aparições da Virgem Maria, ocorridas entre maio e outubro de 1917 na Cova da Iria e imediações.

O programa comemorativo «inclui uma forte componente cultural, porque a fé cristã é sempre uma fé incarnada, que assume, transforma e produz cultura», escreve o reitor do Santuário, padre Carlos Cabecinhas, a abrir a publicação.

Para o responsável, «o fenómeno Fátima» manifesta-se desde o seu início «nas formas culturais do ambiente em que nasceu e se desenvolveu», ao mesmo tempo que «marca a cultura envolvente e dá origem a novas expressões culturais».

Por seu lado o coordenador da Comissão Organizadora do Centenário das Aparições, realça que Fátima se tornou «um fenómeno que mereceu o interesse de crentes e não crentes, que chamou a atenção de líderes religiosos e políticos, que convocou especialistas das mais variadas áreas do saber e artistas de diversas disciplinas e atitudes estéticas».

A evocação da efeméride, prossegue o padre Vítor Coutinho, pretende «envolver as diversas manifestações da cultura contemporânea» que confira às celebrações «uma configuração poliédrica capaz de congregar uma considerável diversidade de formas de pensamento, de diferentes modalidades de expressão do espírito humano e de variadas sensibilidades no que respeita aos diferentes registos que Fátima pode suscitar».

«Fátima é, indubitavelmente, fonte de cultura, na medida em que plasma expressões específicas caracterizadoras da identidade de grupos e estimula a criação artística em manifestações que nascem da sensibilidade de cada tempo», acentua o sacerdote.

A encomenda de «um conjunto considerável de obras de arte» para a celebração do centenário das aparições insere-se «numa já longa tradição de fecundo diálogo com artistas e outros pensadores».

«Algumas opções podem exigir ousadia, que resulta da consciência de saber que a arte tem, muitas vezes, a responsabilidade de conduzir por vias inéditas e de levar a manifestações culturais outras», acrescenta Vítor Coutinho.

O coordenador cita as palavras do papa Francisco, segundo as quais a Igreja não deve «ter medo de encontrar e utilizar novos símbolos, novas formas de arte, novas linguagens, mesmo as que parecem pouco interessantes a quem evangeliza ou aos curadores de arte, mas que são importantes, por sua vez, para as pessoas, porque sabem falar às pessoas».

As áreas artísticas da programação cruzam, «a partir da reflexão mais erudita, a experiência do belo comum a qualquer peregrino com a Mensagem» de Fátima, pelo que, «ao assistir a um concerto, ao frequentar uma exposição ou, por exemplo, ao participar num concurso ou num congresso», cada pessoa «será também agente promotor de cultura».

Dirigidas também aos «interesses de muitos homens e mulheres de boa vontade», as atividades culturais pretendem proporcionar «momentos de contemplação e de fruição estética», contribuindo «para uma reflexão fecunda e renovada».

A agenda, dominada por propostas no campo musical, inclui também exposições, performances, fóruns de estudo e concursos no âmbito da fotografia e do jornalismo.

No dia 12 de maio, o Santuário lança o quinto número da revista “Fátima XXI”, que contém entrevistas ao cardeal-patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, e à editora Zita Seabra, bem como um texto onde a fadista Mariza conta a ligação que tanto ela como o filho têm à Cova da Iria: «[O] Martim tem duas mães: Nossa Senhora e Mariza».

O diretor-adjunto da revista, que vai estar disponível no Santuário e nas redes de lojas da Fnac e Bertrand, sublinha que um dos principais objetivos da publicação «é mostrar que o mundo da cultura não está assim tão afastado do tema Fátima, embora muitas vezes se tente passar essa ideia».

A relação de figuras públicas com o santuário «ajuda a entender Fátima através de outro prisma», acentua Marco Daniel Duarte.

 

Rui Jorge Martins
Publicado em 28.04.2016

 

 

 
Imagem Santuário de Fátima | © Lusa
«Fátima é, indubitavelmente, fonte de cultura, na medida em que plasma expressões específicas caracterizadoras da identidade de grupos e estimula a criação artística em manifestações que nascem da sensibilidade de cada tempo»
Dirigidas também aos «interesses de muitos homens e mulheres de boa vontade», as atividades culturais pretendem proporcionar «momentos de contemplação e de fruição estética», contribuindo «para uma reflexão fecunda e renovada»
Um dos principais objetivos da revista «é mostrar que o mundo da cultura não está assim tão afastado do tema Fátima, embora muitas vezes se tente passar essa ideia»
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