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Rivalidade e vanglória são dois «carunchos» que enfraquecem a Igreja, sublinha papa Francisco

Imagem Papa Francisco | AP Photo/Alessandra Tarantino | D.R.

Rivalidade e vanglória são dois «carunchos» que enfraquecem a Igreja, sublinha papa Francisco

O papa Francisco afirmou hoje, na missa a que presidiu no Vaticano, que a rivalidade e a vanglória dentro das estruturas eclesiais são «dois carunchos que comem a consistência da Igreja».

Referindo-se à primeira leitura bíblica proclamada nas missas desta segunda-feira, Francisco , citado pela Rádio Vaticano, salientou que S. Paulo, numa das suas cartas, convida os Filipenses a nada fazer «por rivalidade ou vanglória», nem a «lutar uns contra os outros, nem sequer tornar-se notado, para se dar ares de ser melhor que os outros».

«Vê-se que esta não é apenas uma coisa do nosso tempo», mas vem de longe», apontou o papa, antes de questionar: «Quantas vezes nas nossas instituições, na Igreja, nas paróquias, por exemplo, nos organismos, encontramos isto? A rivalidade: o tornar-se notado», sublinhou.

No dia em que a Igreja evoca a memória de S. Martinho de Porres, o papa citou este religioso dominicano que viveu entre os séculos XVI e XVII: «A sua espiritualidade estava no serviço, porque sentia que todos os outros, mesmo os maiores pecadores, lhe eram superiores. Sentia-o verdadeiramente».

«Procurar o bem do outro. Servir os outros. Esta é a glória de um bispo, quando vê a sua Igreja assim: um mesmo sentir, a mesma caridade, permanecendo unânimes e concordes. Este é o ar que Jesus quer na Igreja. Podemos ter opiniões diferentes, está certo, mas sempre dentro deste ar, desta atmosfera: de humildade, caridade, sem desprezar ninguém», vincou.

Por isso, prosseguiu Francisco, é negativo quando nas instituições da Igreja, de uma diocese, se encontra quem «procura o seu interesse, não o serviço, não o amor»: «E isto é o que Jesus nos diz no Evangelho, não procurar o próprio interesse, não andar pelo caminho da retribuição».

«Quando tu deres um almoço ou um jantar, não convides teus amigos, nem os teus irmãos, nem os teus parentes, nem os teus vizinhos ricos. Pois estes poderiam também convidar-te e isto já seria a tua recompensa. Pelo contrário, quando deres uma festa, convida os pobres, os aleijados, os coxos, os cegos. Então tu serás feliz! Porque eles não te podem retribuir», palavras de Jesus que se leem no Evangelho das missas de hoje.

Quando a «harmonia» subsiste na Igreja, afirmou o papa, «há a unidade, não se procura o próprio interesse, há esta atitude de gratuidade»: «Eu faço o bem, não faço um negócio com o bem».

Por fim, Francisco propôs uma interpelação: «Como é a minha paróquia? Como é a minha comunidade» Tem este espírito? Como é a minha instituição? Este espírito de sentimentos de amor, de unanimidade, de concórdia, sem rivalidade ou vanglória, com a humildade e o pensar que os outros são superiores a nós».

«Talvez encontraremos que há alguma coisa a melhorar. Eu, hoje, como posso melhorar isto?», interrogou no termo da homilia.

 

Sergio Centofanti / Rádio Vaticano
Trad. / edição: Rui Jorge Martins
Publicado em 03.11.2014

 

 
Imagem Papa Francisco | AP Photo/Alessandra Tarantino | D.R.
«Procurar o bem do outro. Servir os outros. Esta é a glória de um bispo, quando vê a sua Igreja assim: um mesmo sentir, a mesma caridade, permanecendo unânimes e concordes. Este é o ar que Jesus quer na Igreja. Podemos ter opiniões diferentes, está certo, mas sempre dentro deste ar, desta atmosfera: de humildade, caridade, sem desprezar ninguém»
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