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Ator Richard Gere apresentou filme "Viver à margem" a pessoas sem-abrigo

Imagem Richard Gere | Comunidade de Santo Egídio, Roma | 9.6.2016 | © Comunidade de Santo Egídio

Ator Richard Gere apresentou filme "Viver à margem" a pessoas sem-abrigo

O ator Richard Gere apresentou esta quinta-feira, na Comunidade de Santo Egídio, em Roma, o novo filme de que é protagonista, "Os invisíveis" (em Portugal "Viver à margem"), na presença de quatro dezenas de pessoas sem-abrigo, além de voluntários e jornalistas.

Sorrisos, apertos de mão, autógrafos e muitos aplausos envolveram o ator norte-americano na sua deslocação à instituição, transformada num cinema para cerca de uma centena de espectadores, revela a página da instituição que se dedica a apoiar pessoas carenciadas, desenvolvimento de populações pobres e no diálogo para a paz.

«Percebe-se logo que se está bem aqui, em família. É entusiasmante ver estes belos rostos de irmãos e irmãos. É uma coisa que me aquece o coração. Só as pessoas curam as pessoas. Não o dinheiro e a política, mas só as pessoas que comunicam entre elas. Estou honrado por estar aqui», declarou Richard Gere.

O presidente da Comunidade de Santo Egídio agradecer a oportunidade de acolher a apresentação do filme no mesmo espaço que «há 30 anos alimentou mais de 200 mil pessoas em dificuldade, ajudando muitos sem-abrigo e imigrantes a encontrar uma família, a escuta e a companhia para sair da solidão da rua».

«O filme interpretado por Richard Gere narra eficazmente como uma pessoa se torna invisível e pode ajudar muitos a abrir os olhos para a vida dos sem-abrigo. A primeira "invisível", que representa todos aqueles que vivem na rua, foi para nós Modesta Valenti, a mulher que há 33 anos morreu na estação [ferroviária] Termini porque ninguém a socorreu e que nós recordamos a cada ano como vítima da indiferença», acrescentou Marco Impagliazzo.

Antes da exibição do filme dirigido por Oren Moverman, o ator visitou a escola de língua e cultura italianas de Santo Egídio, conversou com alunos, professores e um grupo de refugiados, tendo depois afirmado que «os corredores humanitários têm um efeito positivo enorme».

"Os invisíveis" é uma viagem ao universo dos sem-abrigo de Nova Iorque através da história de um deles, George, que depois de ter perdido o emprego, casa e família, vê-se na rua e, mais tarde, é recebido num centro de acolhimento.

«Em Nova Iorque os sem-teto são 60 mil, é algo que temos de trabalhar, mas só no momento em que começámos a rodar, e eu me encontrei lá, nas ruas de Nova Iorque, é que algo se desencadeou. Senti verdadeiramente um compromisso forte. Foi lá que comecei a ter a perceção de como verdadeiramente se pode sentir-se "invisível", afirmou Richard Gere, citado pela Rádio Vaticano.

Foi durante o filme que o ator percebeu «que a diferença entre ser uma pessoa integrada na sociedade e estar do outro lado, perder tudo e tornar-se invisível, é realmente pequeníssima»: «Compreendi a extrema vulnerabilidade de cada um de nós que poderá encontrar-se, em pouco tempo, a viver na rua e a tornar-se invisível».

«Não conheço nenhuma religião que não se baseie no amor e na compaixão. E para as religiões estamos todos juntos nisso. No que diz respeito ao papa Francisco, sei que ele já começou a fazer muito pelas pessoas invisíveis, os refugiados, os imigrantes e todos aqueles que não têm nada. Ele já o está a fazer», assinalou Richard Gere.

Gere foi um dos atores condecorados pelo papa, juntamente com George Clooney e Salma Hayek, a 30 de maio, no Vaticano, no âmbito da associação educativa internacional Scholas Ocurrentes, fundada pelo próprio Francisco.

Finalizado em 2014, "Viver à margem" (117 min.) estreou em Portugal a 5 de maio.

 




 

Comunidade de Santo Egídio, Rádio Vaticano
Redação: Rui Jorge Martins
Publicado em 10.06.2016

 

 
Imagem Richard Gere | Comunidade de Santo Egídio, Roma | 9.6.2016 | © Comunidade de Santo Egídio
«Não conheço nenhuma religião que não se baseie no amor e na compaixão. E para as religiões estamos todos juntos nisso. No que diz respeito ao papa Francisco, sei que ele já começou a fazer muito pelas pessoas invisíveis, os refugiados, os imigrantes e todos aqueles que não têm nada. Ele já o está a fazer»
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