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Reino de Deus está na santidade de todos os dias, mesmo na adversidade, diz papa Francisco

Imagem Papa Francisco | Praça de S. Pedro, Vaticano, 12.11.2014 | AP Photo/Gregorio Borgia | D.R.

Reino de Deus está na santidade de todos os dias, mesmo na adversidade, diz papa Francisco

«Quando se pensa na perseverança de tantos cristãos, que levam para a frente a família – homens, mulheres –, que tratam dos filhos, dos netos, e chegam ao fim do mês com apenas meio euro, mas rezam, aí está o Reino de Deus, escondido, naquela santidade da vida quotidiana, naquela santidade de todos os dias.»

Esta foi uma das evocações que o papa Francisco propôs hoje, na homilia da missa a que presidiu no Vaticano, ao meditar na leitura do Evangelho proclamada nas missas desta quinta-feira, em que os fariseus perguntam a Jesus quando ocorreria a vinda do Reino de Deus.

«O Reino de Deus não está longe de nós, está próximo. Esta é uma das suas características: proximidade de todos os dias», que se manifesta na «oração, adoração, serviço da caridade», sempre «silenciosamente», frisou Francisco, citado pela Rádio Vaticano.

O papa sublinhou que o Evangelho nunca se refere ao Reino de Deus como sendo um «espetáculo»: «É uma festa. Mas é diferente. É festa, certo, é belíssima. Uma grande festa. E o Céu será uma festa, mas não um espetáculo. E a nossa fragilidade humana prefere o espetáculo».

Ao contrário de alguns casamentos, em que muitas pessoas estão presentes para «fazer o espetáculo da moda, do fazer ver-se, da vaidade», o Reino de Deus «é silencioso, cresce por dentro»: «Fá-lo crescer o Espírito Santo com a nossa disponibilidade, na nossa terra, que nós devemos preparar».

Mesmo quando descreve o seu regresso à Terra numa manifestação de glória e poder, Jesus sublinha que tem de sofrer muito e ser rejeitado.

«Também o sofrimento, a cruz, a cruz quotidiana da vida, a cruz do trabalho, da família, de levar bem as coisas por diante, esta pequena cruz quotidiana faz parte do Reino de Deus», afirmou.

O Reino de Deus «é humilde, como a semente, humilde mas torna-se grande, pela força do Espírito Santo», realçou Francisco.

«A nós, compete deixá-lo crescer em nós, sem nos louvarmos; deixar que o Espírito venha, nos mude a alma e nos leva para a frente no silêncio, na paz, na quietude, na proximidade a Deus, aos outros, na adoração a Deus, sem espetáculo», concluiu.

 

Alessandro De Carolis / Rádio Vaticano
Trad. / edição: Rui Jorge Martins
Publicado em 13.11.2014

 

 
Imagem Papa Francisco | Praça de S. Pedro, Vaticano, 12.11.2014 | AP Photo/Gregorio Borgia | D.R.
A nós, compete deixá-lo crescer em nós, sem nos louvarmos; deixar que o Espírito venha, nos mude a alma e nos leva para a frente no silêncio, na paz, na quietude, na proximidade a Deus, aos outros, na adoração a Deus, sem espetáculo
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