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Quando os «cristãos fazem guerra entre si» é impossível «haver testemunho», lembra papa

Imagem Papa Francisco | Arquivo | D.R.

Quando os «cristãos fazem guerra entre si» é impossível «haver testemunho», lembra papa

O papa advertiu hoje, no Vaticano, para os perigos causados pelas disputas entre cristãos, nomeadamente ao serem causa de recusa ou afastamento da fé, tendo afirmado que «as divisões começam com a língua».

Onde «os cristãos fazem a guerra entre eles», acentuou Francisco, citado pela Rádio Vaticano, «não há testemunho»: «Devemos pedir muito perdão a Deus por esta história. Uma história tantas vezes de divisões, mas não só no passado».

«Ainda hoje, ainda hoje. E o mundo vê que estamos divididos e diz: “Que se metam de acordo, e depois veremos. Como é que Jesus ressuscitou e está vivo, e estes – os seus discípulos – não se metem de acordo?”», afirmou na homilia da missa a que presidiu.

Francisco aludiu a um dos mais conhecidos motivos da divisão: «Uma vez, um cristão católico perguntava a outro cristão do Oriente, também católico: “O meu Cristo ressuscita depois de amanhã. E o teu, quando ressuscita?”. Nem na Páscoa estamos unidos. E isto no mundo inteiro. E o mundo não acredita».

No país natal do papa, a Argentina, «as divisões começam pela língua. Por inveja, ciúme e também fechamento. “Não! A doutrina é esta”», assinalou, acrescentando que a linguagem «é capaz de destruir uma família, uma comunidade, uma sociedade, é capaz de semear ódio e guerra».

Em vez de procurar a clarificação, «é mais fácil falar mal» e destruir «a fama do outro», sublinhou Francisco, recordando um episódio atribuído a S. Filipe Neri, que a uma mulher despropositada na linguagem lhe disse, como penitência, para depenar uma galinha, espalhar as penas pelo bairro e depois recolhê-las.

«Falar mal é assim: sujar o outro. Aquele que fala mal, suja. Destrói. Destrói a fama, destrói a vida e muitas vezes - muitas vezes – sem motivo, contra a verdade», frisou.

Referindo-se ao trecho do Evangelho proclamado nas missas desta quinta-feira (João 17, 20-26), em que Jesus pede ao Pai para que os seus discípulos «sejam todos um», o papa lembrou que essa prece continua viva: «Jesus rezou por nós, por todos nós que estamos aqui e pelas nossas comunidades, pelas nossas paróquias, pelas nossas dioceses».

«Peçamos ao Senhor que nos dê a graça, porque é tanta, tanta a força do diabo, do pecado que nos impele a fazer a desunião», disse Francisco, que concluiu: «Peçamos a graça da unidade para todos os cristãos, a grande graça e a pequena graça de cada dia para as nossas comunidades, as nossas famílias; e a graça de meter o freio na língua».

 

Rui Jorge Martins
Publicado em 12.05.2016

 

 
Imagem Papa Francisco | Arquivo | D.R.
«Peçamos a graça da unidade para todos os cristãos, a grande graça e a pequena graça de cada dia para as nossas comunidades, as nossas famílias; e a graça de meter o freio na língua»
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