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Quando os adultos escrevem ao Pai Natal e ao Menino Jesus

Quando os adultos escrevem ao Pai Natal e ao Menino Jesus

Imagem Árvore de Natal na estação Termini, Roma, Itália | D.R.

Amor, trabalho, paz, serenidade, saúde: estes são alguns dos presentes mais pedidos ao Menino Jesus e ao Pai Natal nos bilhetes colocados na árvore natalícia situada na estação ferroviária Termini, em Roma, a maior de Itália e uma das mais movimentadas da Europa.

Há quem peça «uma viragem no trabalho e que para a mamã tudo corra bem». Alguém que se assina Spugg pede para passar «o resto dos dias» com o seu «amor». Laura pede um namorado (e também sugere o nome: um certo Michele). Angela pede, em espanhol, «amor e paz», e cita Madre Teresa de Calcutá. Num bilhete lê-se: «Faz com que o avô esteja sereno pelo menos no Natal».

Um dos pedidos não é muito específico: «Não sei de que preciso, contento-me com pouco: ser feliz». Há quem penda para o poético: «Caro Pai Natal, traz-nos espiritualidade mais que religião, amigos mais que colegas, irmãos mais que parentes, sorrisos mais que presentes e todas as canções que aquecem o inverno».

Não falta quem se sinta só e peça o dom de uma carícia: «Gostava tanto de voltar a abraçar a minha mamã. Por agora basta-me pensá-la feliz onde quer que esteja».

Uma mulher pede a saúde para o marido: «Nunca te escrevi para pedir brinquedos como presentes. Peço-te uma graça ou um milagre de ajudar o meu marido, que terá de enfrentar outra operação e ultrapassar definitivamente o seu problema de saúde». A. pede ao Pai Natal «que no mundo haja mais capacidade de escuta».



Sabrina quer um presente diferente: «Dado que há vários anos me ofereces a resiliência, nada tenho a opor se este ano me ofereceres um pouco de felicidade»



Debora e Valerio gostariam que «cessassem as guerras». Uma pessoa que se assina com as iniciais L.I. pede a «felicidade para os merecedores»: «Ajudar a minha mãe a curar-se a Daniela com a tese» académica. E acrescenta: «Ajuda-me a encontrar o meu canto de paraíso nesta vida de inferno. E o sorriso no rosto de cada criança».

Giulia pede muitas coisas: «Recuperar-me deste mau período, que o meu pai seja mais e feliz e orgulhoso de mim, apesar dos meus erros. Queria conseguir ir para a Academia de Belas-Artes. Estou a enamorar-me de um rapaz e queria que ele sentisse o mesmo, sermos felizes juntos. Finalmente, queria nunca perder as alegrias da vida: Antonio, Brio, Federica, Giovy».

Um anónimo pede para «encontrar os olhos de Alessandra, que são o único caminho para a felicidade» do seu coração, do qual «ela ainda possui as chaves». Giulia e Marianna dirigem-se ao Menino Jesus: «Gostaríamos que este fosse o último dia de trabalho em Roma. Peço-te, faz com que eu e a minha colega voltemos a casa dos nossos queridos. Ilumina as mentes de quem nos governa. Peço-te, escuta a nossa oração».

Uma mãe pede ao Pai Natal pela filha: «Serenidade, cura para a minha pequena Wendy, para que possa de novo correr feliz». Sabrina quer um presente diferente: «Dado que há vários anos me ofereces a resiliência, nada tenho a opor se este ano me ofereceres um pouco de felicidade». Erika e Antonio «desejam ficar juntos para sempre». E há, por fim, quem seja feliz e assim quer que seja sem fim: «Tudo aquilo que tenho agora dure para sempre e nunca acabe».

Em resumo, a árvore da estação Termini demonstra que escrever ao Pai Natal e ao Menino Jesus não é só uma particularidade das crianças. Serve também aos adultos. Para refletir, desabafar e – porque não? – aquecer o inverno que demasiadas vezes aperta os nossos corações.



 

Antonio Sanfrancescoutor
In Famiglia Cristiana
Trad. / edição: SNPC
Publicado em 28.12.2017

 

 
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