

A comunidade da capela do Rato, em Lisboa, inicia a 15 de janeiro o curso “Quando a Filosofia e a Literatura se cruzam”, abrangendo pensadores e autores como Santo Agostinho, Goethe, Camus, Milan Kundera, Umberto Eco e Gonçalo M. Tavares.
A iniciativa conta com a coordenação científica de Maria Luísa Ribeiro Ferreira, professora catedrática aposentada de Filosofia Moderna e Contemporânea da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, além de coordenadora principal de Filosofia na Sociedade Científica da Universidade Católica Portuguesa.
A primeira sessão é dedicada à “relação entre filosofia e literatura: as perspetivas de Martha Nussbaum e Paul Ricoeur”, com apresentação de Fernanda Henriques, seguindo-se, a 22 de janeiro, “Fédon” de Platão, que tem como convidado Pedro Mesquita.
“Confissões", de Santo Agostinho, com Filipa Afonso, é o tema do encontro de 29 de janeiro, e uma semana depois, a 5 de fevereiro, Teresa Seruya fala sobre “Fausto”, obra de Goethe.
O programa prossegue a 19 de fevereiro, com Viriato Soromenho-Marques, que abordará “Cândido”, de Voltaire, e no dia 26 é a vez de “Assim falou Zaratustra”, de Nietzsche, analisado por José Justo.
Milan Kundera e “A insustentável leveza do ser” são os protagonistas da sessão de 5 de março, com Manuel João Pires, seguindo-se, no dia 12, “O sino”, assinado por Iris Murdoch, com Maria Luísa Ribeiro Ferreira.
“Jerusalém”, de Gonçalo M. Tavares, é a proposta para 19 de março, com Isabel Rocheta, que antecede, a 26, “O estrangeiro”, de Albert Camus, com Isabel Caldeira Cabral.
A 2 de abril os convidados são “O nome da rosa” e Umberto Eco, por Carlos João Correia, e a terminar, no dia 9, José Tolentino Mendonça, responsável pela capela do Rato, fala sobre “A paixão segundo G.H.”, de Clarice Lispector.
As sessões, sempre às segundas-feiras, realizam-se das 18h15 às 20h00. As inscrições, com o custo de 30 euros, podem ser feitas no final da missa dominical das 11h30, na capela, ou através do endereço eletrónico capeladorato@gmail.com.