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Presidente da República condecora Walter Osswald e agradece-lhe «o que não tem preço mas tem nome»

O presidente da República condecorou esta quarta-feira Walter Osswald com a Grã-Cruz da Ordem de Mérito da Instrução Pública, tendo-lhe agradecido «o que não tem preço mas tem nome: o ter servido com excelência a dignidade da pessoa humana, com princípios e com sabedoria».

Na sessão que decorreu no Porto, na Universidade Católica, sede do Instituto de Bioética, de que Walter Osswald foi o primeiro diretor, Marcelo Rebelo de Sousa agradeceu a uma personalidade que «teima em não se jubilar, que teima em não envelhecer, que teima em não baixar os braços, que teima em ser o último a rezar o responso por todos nós».

«Hoje, vou esquecer-me da respeitosa amizade que ouso votar ao senhor professor doutor Walter Osswald; vou esquecer-me do apelo da sua inteligência, da sua “forma mentis”, da subtileza do seu humor, da sageza da sua experiência, da amplitude do seu coração, da inspiradora feição da sua alegria de viver, de viver com os outros, de viver para os outros», começou por declarar o presidente da República.

Na presença do bispo do Porto, D. Manuel Linda, e da reitora da Universidade Católica, Isabel Capeloa Gil, Marcelo Rebelo de Sousa mencionou a «força do caráter», «a energia da personalidade» e a «solidariedade do sentido institucional de assumir missões e de as cumprir», antes de «lembrar o mestre, o estudioso, o cientista, o pedagogo, o académico, o pioneiro da bioética, o lutador por valores, pela sua afirmação, pela sua transmissão, pela sua inesgotável aplicação ao domínio essencial da vida».



«Não é possível que exista conflito entre existência e fé, dado que se trata de realidades que estão em planos diferentes. As ciências naturais fazem-se na investigação objetiva, com uma realidade concreta, enquanto que a fé é um dom de Deus e, ao mesmo tempo, uma conquista do homem»



«Tudo o mais permitiu e permite esse apostolado singular, mas hoje é dele e dele só que quero falar nesta casa de valores, com este magnífico instituto que cura da bioética, que é prova eloquente de que há mais muito mais vida académica do que a centralizada em Lisboa e que saberá certamente prolongar um magistério agora celebrado com uma inteligente institucionalização», apontou.

A intervenção do presidente rememorou algumas das figuras que ajudaram a fazer da vida de Walter Osswald «uma existência exemplar», como Luís Archer, Daniel Serrão, João Lobo Antunes e Isabel Magalhães Colaço: «Que se aproximem de nós neste instante e evoquem como começou a saga, por onde andou, primeiro aventura de muitos poucos, aparente devaneio de eleitos, depois percurso de altos e baixos, com avenidas largas e promissoras e caminhos estreitos e tortuosos. Todos esses, e mais uns quantos ao nosso redor, contando histórias do passado sempre a pensar no futuro».

Walter Osswald foi distinguido com a edição de 2016 do Prémio Árvore da Vida - Padre Manuel Antunes, atribuído pela Igreja católica para destacar um percurso ou obra que refletem o humanismo e a experiência cristã.

«Não é possível que exista conflito entre existência e fé, dado que se trata de realidades que estão em planos diferentes. As ciências naturais fazem-se na investigação objetiva, com uma realidade concreta, enquanto que a fé é um dom de Deus e, ao mesmo tempo, uma conquista do homem, conquista esta que não se contrapõe à razão, dado que a ultrapassa largamente», sublinhou então Walter Osswald.


 

Rui Jorge Martins
Fonte (texto e imagem): Presidência da República
Publicado em 25.10.2018

 

 
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