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Prémio Ratzinger atribuído a teóloga e arquiteto

A teóloga alemã Marianne Schlosser e o arquiteto Mário Botta foram distinguidos com o prémio Ratzinger, depois de proposta feita ao papa Francisco, revelou hoje, no Vaticano, o presidente do Conselho de Administração da Fundação Joseph Ratzinger - Bento XVI, criada para salvaguardar e promover as obras e pensamento do papa emérito.

Nascida em 1959 em Donauwörth, na Alemanha, Marianne Schlosser, a segunda mulher a ser galardoada com o prémio, é uma docente católica que desde 2004 leciona Teologia da Espiritualidade na Faculdade de Teologia da Universidade de Viena, explicou em conferência de imprensa o P. Federico Lombardi.

Nomeada em 2014 pelo papa Francisco para membro da Comissão Teológica Internacional, Schlosser é uma «profunda conhecedora da teologia e da espiritualidade da Patrística e da Baixa Idade Média, com particular atenção às ordens mendicantes».

«Traduziu para alemão grande parte da obra de S. Boaventura e foi curadora do volume II da “Opera omnia” de Joseph Ratzinger sobre a “A ideia de Revelação e a teologia da história de Boaventura”», referiu o religioso jesuíta.

Mario Botta, nascido em 1943 em Mendrisio, Suíça, é um «arquiteto de fama internacional» que foi influenciado por Le Corbusier, Carlo Scarpa e Louis Kahn, tendo trabalhado em múltiplas tipologias, como habitações, escolas, bibbliotecas, museu e bancos.

Na sua obra destacam-se também edifícios de culto, como a igreja de S. João Batista, em Mogno, a catedral de Evry, próximo de Paris, e a concatedral do Santo Rosto, em Turim. É um dos autores presentes na exposição com que a Santa Sé participa pela primeira vez na Bienal de Arquitetura de Veneza, a decorrer.

«Pela segunda vez o prémio é atribuído a uma mulher, comprovando o qualificado e crescente contributo feminino no campo das ciências teológicas (em 2014 o prémio foi entregue à Professora Anne-Marie Pelletier),» declarou o P. Federico Lombardi.

O sacerdote italiano realçou igualmente a continuidade da linha inaugurada em 2017, com a atribuição da distinção a um músico, de incluir «as artes entre as atividades dos premiados».

As personalidades escolhidas são apresentadas ao papa pelo Conselho Científico da Fundação Joseph Ratzinger - Bento XVI, composto por quatro cardeais, entre os quais o presidente do Conselho Pontifício da Cultura, Gianfranco Ravasi, e o bispo de Ratisbona.

O prémio vai ser entregue em sessão pública marcada para 17 de novembro, o dia que se segue ao encerramento do simpósio internacional “Direitos fundamentais e conflitos entre direitos”.

A iniciativa, que decorre a 15 e 16 da Universidade LUMSA, em Roma, evoca o 70.º aniversário da adoção da Declaração Universal dos Direitos Humanos por parte da assembleia-geral da ONU e os 20 anos da atribuição do doutoramento “Honoris Causa” ao então cardeal Joseph Ratzinger por parte daquela universidade.


 

Rui Jorge Martins
Imagem: Igreja de S. João Batista | Mario Botta | D.R.
Publicado em 20.09.2018

 

 
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