

"Antão, o invisível" | Maya Kosa, Sérgio da Costa | D.R.
O Prémio Árvore da Vida, atribuído pelo Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura (SNPC) no IndieLisboa/2017, distinguiu os documentários "Antão, o invisível", realizado por Maya Kosa e Sérgio da Costa, e "Num globo de neve", de André Gil Mata.
A declaração do júri sublinha que o galardão, no valor de dois mil euros, é atribuído às duas curtas metragens «pela simplicidade eficaz dos dispositivos utilizados», bem como «pela sinceridade desarmante das experiências e sentimentos» que apresentam.
Os jurados, Inês Gil, Margarida Avillez Ataíde, ambas do Grupo de Cinema do SNPC, e Paulo Pires do Vale, professor universitário e curador, foram também sensíveis à «importância» que os cineastas «dão à palavra», mostrando que ela permite «"ver"» - e «ver é difícil e implica um esforço».
Os documentários destacam-se igualmente «pela atenção» que «revelam à dignidade da pessoa e a antecedência do outro», ao mesmo tempo que indicam «a importância do serviço e da relação».
Em "Antão, o invisível", é realçado o «trabalho da mediadora do Museu, que acompanha e ajuda a ver», enquanto que no caso de "Num globo de neve", sobressai a «sentida ausência-presente da avó e da importância do seu amor, mostrando como se cruzam a vida pessoal e a história social numa cidade martirizada como Sarajevo».
«Estes dois filmes são premiados pelo reduto de mistério e segredo que souberam preservar, e pela liberdade que dão ao espetador, implicando-o na sua construção», conclui o júri.
"Antão, o invisível" (Suíça, Portugal, 2017, 16 minutos) propõe «uma visita ao Museu Nacional de Arte Antiga, pela mão de uma técnica do serviço de educação que acompanha pessoas cegas: a pintura revela-se, pouco a pouco», lê-se na sinopse.
"Num globo de neve" (Portugal, 2017, 10 minutos) «é uma carta em película» endereçada à avó do realizador «a partir de uma Sarajevo gelada».