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Portugal e Rússia: Distantes na geografia, próximos pela fé, unidos por Fátima

«As aparições na Cova da Iria, em 1917, guardam uma misteriosa relação com a distante Rússia», que logo depois «sofreu uma revolução que inaugurou um dos períodos mais dramáticos da sua história recente»; mas após a consagração a Maria do país, será concedido ao mundo algum tempo de paz.

É por este motivo que Fátima e a Rússia, país que espalhou os seus «erros» pelo mundo e continua a causar vítimas, estão unidas por um “eixo mariano”», assinala o P. Gonçalo Portocarrero de Almada no artigo publicado semanalmente pelo jornal digital “Observador”.

O sacerdote sustenta que cai por terra «qualquer tentativa de fazer dos pastorinhos agentes primários do mais reacionário anticomunismo porque, na sua inocência, ignoravam completamente o que fosse a Rússia». 

A mensagem mariana recolhida pelos pastorinhos apontava para a «conversão» da Rússia, que não deve ser só dos cristãos «ortodoxos, ou dos católicos, mas de ambos em ordem à unidade», porque «o importante» é sublinhar o que une ambas as Igrejas, para que «se reencontrem no comum legado e tradição cristã, que pacificamente partilharam durante o primeiro milénio da sua história bimilenar».

O texto destaca a importância da visita próxima a Fátima e a Lisboa do metropolita ortodoxo Hilarion de Volokolamsk, «a segunda individualidade da Igreja ortodoxa russa, chefiada pelo Patriarca Cirilo de Moscovo, com quem o Papa Francisco se encontrou, em 2016, em Havana, tendo ambos assinado uma declaração conjunta».

O P. Gonçalo Portocarrero de Almada realça o contraste «com o declínio da vivência cristã na Europa ocidental, a pujança da Igreja ortodoxa na Rússia»: «Mais de mil novas igrejas, trinta mil novas paróquias, mais de mil novos mosteiros e cinquenta novas universidades ortodoxas»

«Portugal, terra de Santa Maria, ficou espiritualmente unido à Rússia, no outro extremo da Europa. Estas duas nações, irmanadas na mesma devoção mariana, talvez sejam o instrumento de que a providência se quer agora servir para a realização da tão desejada união de católicos e ortodoxos, na mesma e única Igreja de Cristo», conclui.



 

Rui Jorge Martins
Fonte: Observador
Imagem: D.R.
Publicado em 16.09.2018

 

 
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