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Porquê parábolas em vez de um catecismo?

«Muitos cristãos lamentaram, e ainda lamentam, que os autores dos textos dos Evangelhos tenham perdido tempo com histórias enigmáticas. Seria preferível um catecismo, com uma mensagem bem precisa e um catálogo de deveres e proibições, válidos para todos os tempos e lugares», escreve o Fr. Bento Domingues no artigo que assina esta semana no jornal Público.

Com uma definição clara, «a história da Igreja seria construída de forma linear, sem altos nem baixos, serena como uma pedra», mas Jesus «abriu uma nova Era de criatividade. Não fechou a história dos povos e das culturas. As parábolas são contra a clausura do sentido dos gestos e das palavras», assinala.

Referindo-se ao papa, o religioso destaca que «em vez de invocar a infalibilidade pontifícia e de pedir que lhe chamassem Santo Padre, optou por propor o estudo e a análise de todas as situações e considerou-se membro de uma Igreja sempre a reformar, feita de santos e pecadores».

O Fr. Bento Domingues chama a atenção de um dos «vários textos» publicados recentemente por católicos que, «conscientes de que a Igreja é de todos», e por isso «a responsabilidade pelo seu presente e pelo seu futuro não precisa de ser delegada», começaram a manifestar «o que lhes ia na alma»

Na carta da Conferência dos Batizados/as aos bispos da Igreja de França sugere-se «passar de uma participação facultativa e consultiva dos leigos – homens e mulheres evidentemente! – a uma presença efectiva nos locais de tomada de decisão, de acordo com modalidades a discutir».

Em paralelo, continua a missiva citada no artigo, considera-se que «um "Concílio do Povo de Deus" é incontornável para rever, em profundidade, as relações entre sacerdotes e leigos, para reformular o ministério ordenado que, nas condições disciplinares em que é atualmente exercido, levou aos excessos» conhecidos.

Depois de assinalar a falta, em Portugal, de «um estudo sobre as atitudes e o comportamento dos católicos portugueses» em relação ao papa e aos seus desígnios, o texto recorda que na última semana Francisco «publicou a constituição apostólica Episcopalis Communio (Comunhão Episcopal), «com a qual reforça o papel do Sínodo dos Bispos, sublinhando a importância de continuar a dinâmica do Vaticano II».


 

Rui Jorge Martins
Fonte: Público
Imagem: antonn/Bigstock.com
Publicado em 24.09.2018

 

 
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