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Conselho Pontifício da Cultura reúne especialistas internacionais em células estaminais

Imagem D.R.

Conselho Pontifício da Cultura reúne especialistas internacionais em células estaminais

O Conselho Pontifício da Cultura vai acolher de 28 a 30 de abril de 2016, no Vaticano, cerca de meia centena de especialistas, entre os quais um descendente de portugueses, na 3.ª Conferência Internacional de Medicina Regenerativa, que avaliará os avanços científicos nas terapias celulares e os seus impactos culturais.

O encontro é organizado em parceria com a fundação The Stem for Life, dedicada ao desenvolvimento de terapias celulares, e a fundação Ciência e Fé, promovida pelo Conselho Pontifício da Cultura.

Entre os intervenientes estarão investigadores no ramo da ciência celular, especialistas em ética, filantropos, empresários, responsáveis políticos e membros de entidades reguladoras, pessoas atingidas pela doença e embaixadores junto da Santa Sé, prevendo-se que os participantes sejam recebidos pelo papa Francisco no segundo dia da iniciativa.

Os trabalhos vão refletir sobre o potencial das células estaminais adultas e outras terapias celulares modeladas pela ética, para o tratamento de cancro, diabetes e uma ampla variedade de doenças, ao mesmo tempo que procurarão atrair pessoas e instituições que queiram financiar as pesquisas.

As conferências, moderadas por jornalistas e transmitidas por meios de comunicação social, centrar-se-ão nos cancros pediátricos e doenças genéticas raras, bem como em doenças que surgem com o envelhecimento.

Os debates discutirão também o futuro da pesquisa celular e vão fazer o ponto da situação sobre as relações entre ciência, tecnologia, cultura, fé e ética, além de incluírem espaço para intervenções de pacientes, que testemunharão como os tratamentos os ajudaram a combater a doença e a atenuar o sofrimento.

«A investigação científica aumentou as possibilidades de manter a saúde, prevenir as doenças e tratar os doentes. O novo campo da medicina regenerativa oferece uma grande promessa no alívio da dor e do sofrimento para milhões de pessoas em todo o mundo. Temos de nos unir para descobrir e avançar nessas novas terapias e encontrar maneiras de as levar a todos os que precisam», afirmou o presidente do Conselho Pontifício da Cultura, cardeal Gianfranco Ravasi.

O presidente da fundação The Stem for Life está convicto de que o encontro «unirá pessoas de todas as raças, crenças religiosas e cenários culturais e económicos em debates globais sobre o potencial da terapia celular para tratar uma larga variedade de doenças, atravessando todas as idades e geografias».

Robin Smith sublinha, ainda, que «a medicina regenerativa e a imunoterapia vão revolucionar a medicina ao encontrar novos modos de utilizar as células do corpo para o curar e destruir células cancerígenas e outras patologias perigosas», e esse dia «não está longe - está a acontecer agora».

As células estaminais adultas, localizadas em vários tecidos de um organismo, podem autorrenovar-se e, com algumas limitações, diferenciar-se, de modo a produzirem todos os tipos especializados de células do tecido de onde originaram.

As células estaminais embrionárias são células indiferenciadas do embrião que têm o potencial de se transformarem em todos os tipos de célula do corpo humano.

Da lista de oradores faz parte Ronald A. DePinho, filho de portugueses dos arredores de Ovar emigrados nos EUA e presidente do MD Anderson Cancer Center da Universidade do Texas. De acordo com o programa da conferência, é considerado um dos líderes «mais influentes» dos EUA a nível de cuidados de saúde, ciência e empreendedorismo.

 

Rui Jorge Martins
Publicado em 27.09.2016 | Atualizado em 25.04.2016

 

 

 
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Os debates, explica o comunicado, discutirão também o futuro da pesquisa celular e vão fazer o ponto da situação sobre as relações entre ciência, tecnologia, cultura, fé e ética, além de incluírem espaço para intervenções de pacientes, que testemunharão como os tratamentos os ajudaram a combater a doença e a atenuar o sofrimento
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