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A maior doença é não ser amado

Recentemente, um homem veio ter comigo na rua e perguntou-me: "A senhora é a Madre Teresa?” Eu respondi: “Sou.” Então ele disse-me: “Por favor, mande alguém a minha casa. A minha mulher está meia louca e estou meio cego. Mas ansiamos ambos por ouvir o som amável de uma voz humana.” Eram gente abastada. Tinham uma casa com tudo. Mas estavam a morrer de solidão, estavam a morrer por ouvir uma voz humana.

Como é que sabemos que ao lado da nossa casa não vive alguém assim? Sabemos quem são as pessoas, onde estão elas? Vamos à procura delas e, quando as encontrarmos, amemo-las. Depois quando as amarmos havemos de as servir.

Deus continua hoje a amar tanto o mundo que entrega cada um de nós para amarmos o mundo, para sermos o amor Dele, a compaixão Dele. É um pensamento tão belo para nós - e é uma convicção - de que nós podemos ser esse amor e essa compaixão.

Sabemos quem são os nossos pobres? Conhecemos os nossos vizinhos, os pobres da nossa área de residência? É fácil falarmos sem cessar sobre os pobres de outros locais. Muitas vezes, temos os que sofrem, temos os que estão sozinhos, temos as pessoas velhas, indesejadas, sentindo-se profundamente infelizes - que estão perto de nós e nós nem sequer as conhecemos. Nem sequer temos tempo para lhes sorrir.

A tuberculose e o cancro não [são] grandes doenças. A meu ver, doença muito maior é não ser querido, não ser amado. A dor que estas pessoas sofrem é muito difícil de compreender, de penetrar. Parece-me que é por essa dor que a nossa gente está a passar em todo o mundo, em todas as famílias, em todas as casas.

Este sofrimento repete-se em cada homem, em cada mulher e criança. Parece-me que Cristo está novamente a sofrer a Sua Paixão. E temos de ser nós a ajudar essas pessoas - temos de ser Verónica, temos de ser Simão para eles.

Os nossos pobres são gente fantástica, gente muito amável. Não precisam da nossa piedade nem da nossa compaixão. Precisam da nossa compreensão do nosso amor e precisam do nosso respeito. Nós precisamos de dizer aos pobres que eles são alguém para nós, que também eles foram criados, pela mesma mão amorosa de Deus, para amarem e serem amados.

 

Madre Teresa de Calcutá
In Vem, sê a minha luz, ed. Aletheia
05.09.12

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