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Peça inédita sobre Santa Joana Princesa com mais de 300 anos sobe ao palco

Peça inédita sobre Santa Joana Princesa com mais de 300 anos sobe ao palco

Imagem Cartaz (det.) | D.R.

A Oficina de Teatro Capitão Grancho, em parceria com a Comissão da Cultura da diocese de Aveiro, leva ao palco, a 19 e 20 de maio, "Fracassos da corte", peça com mais de 300 anos dedicada a Santa Joana Princesa.

O texto, escrito em 1682 pelo religioso dominicano Giovanni Maria Muti, é agora revelado pela primeira vez em português, com tradução do P. Júlio Franclim Pacheco e publicação pela editora Tempo Novo, com o apoio da diocese, refere uma nota da Comissão Diocesana de Cultura.

«O autor soube vincar bem» a «beleza e inteligência» de Santa Joana, «aliadas a uma personalidade vincada que consegue conciliar os seus deveres de estado como Regente do reino de Portugal na ausência de seu pai Afonso V em África com uma vida de simplicidade e de mortificação. A paixão por Cristo Crucificado sobrepõe-se a tudo e a todos na sua resolução de entrar no convento por ela escolhido», lê-se na página do Facebook dedicada ao espetáculo.

A descoberta da peça deve-se ao diretor do Museu de Santa Joana Princesa, José António Rebocho Cristo, e o livro conta com prefácio de Mons. João Gonçalves Gaspar, vigário geral da diocese e membro da Academia Portuguesa da História, e introdução de Isabel Morujão, da Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

As récitas desta obra moral baseada na vida da padroeira da cidade e diocese de Aveiro decorrem a 19 e 20 de maio, no auditório do Seminário de Santa Joana Princesa, com entrada livre.

A princesa D. Joana, filha do rei D. Afonso V e da rainha D. Isabel, nasceu em Lisboa a 6 de fevereiro de 1452. Órfã de mãe aos quatro anos, escolheu por distintivo pessoal a coroa de espinhos, explica a página da diocese.

Aos 19 anos recolheu-se ao Mosteiro de Odivelas, das monjas bernardas e em 1472 deu entrou no Mosteiro de Jesus, da então vila de Aveiro, onde viveu em austeridade claustral, sob o hábito de S. Domingos, até à morte, ocorrida a 12 de maio de 1490, com 38 anos.

«Logo após o seu falecimento, o povo de Aveiro começou a venerá-la por santa, considerando-a mesmo, mais tarde, como celeste protetora da cidade, junto de Deus – como o fora durante a vida, lutando pela liberdade e pelos direitos dos seus habitantes», escreve Mons. João Gaspar.

O seu culto foi confirmado pelo papa Inocêncio XII, em 4 de abril de 1693, e em janeiro de 1965 o Beato Paulo VI constituiu-a padroeira da cidade e diocese aveirenses.



 

SNPC
Publicado em 13.05.2017

 

 

 
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