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Pastoral da Cultura reuniu referentes nacionais

Imagem 1024 cores (det.) | Gerhard Richter | 2014 | Daros Collection, Suíça | D.R.

Pastoral da Cultura reuniu referentes nacionais

Representantes de oito dioceses, incluindo pela primeira vez a de Viseu, e novos membros de Bragança-Miranda e Aveiro, participaram este sábado, em Fátima, no 9.º Encontro Nacional de Referentes da Pastoral da Cultura.

A reunião foi presidida pelo bispo D. Pio Alves de Sousa, presidente da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais, entidade responsável pelo Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, que organizou a sessão.

A diocese de Viseu, atualmente em processo de adequação às decisões do seu sínodo, estuda a formação de um secretariado, tendo enviado Pedro Miguel Teixeira, em representação do responsável episcopal pela Cultura, P. Virgílio Marques Rodrigues.

Fátima Pimparel, recentemente nomeada diretora do Secretariado Diocesano da Pastoral da Cultura pelo bispo diocesano, D. José Cordeiro, vai formar a sua equipa nas próximas semanas, começando a coordenar atividades que até agora eram dinamizadas autonomamente por vários setores da diocese.

O grupo de trabalho, com iniciativas já pensadas, será composto por pessoas de Bragança, Miranda do Douro e Mirandela, tendo como assistente eclesiástico o P. António Magalhães, que em breve regressará de Roma, onde estuda Teologia Bíblica na Universidade Pontifícia Gregoriana.

Por Aveiro esteve presente Pedro Manuel Ferreira, em representação de Luís Silva, novo presidente da Comissão Diocesana da Cultura, estrutura formada há cerca de uma década e que é responsável pela publicação da revista semestral "Igreja Aveirense", órgão oficial da diocese.

Aos membros da nova equipa cabe a «articulação com os vários organismos diocesanos ligados à cultura», referiu Pedro Ferreira, realçando que o «mais urgente» para o Secretariado é a criação de uma página na internet, seguindo-se a organização de conferências e apresentação de livros, entre outros eventos.

Na diocese do Algarve, que contou com a participação do Diác. José Chula e de Isa Plácido, em nome do responsável pelo Sector da Pastoral da Cultura, P. Carlos Aquino, as atividades têm sido sobretudo promovidas a nível paroquial, muitas vezes com repercussões em toda a diocese.

A arquidiocese de Braga esteve representada pelo P. Eduardo Duque,
coordenador do Departamento da Pastoral Universitária e Ensino Superior, que sublinhou a importância do Fórum Interdisciplinar de Professores.

Esta plataforma, pensada no âmbito da Pastoral Universitária, convida periodicamente pessoas «de referência nacional» para conferências que têm como objetivo «suscitar novas sensibilidades no tocante aos aspetos artísticos».

O projeto visa contribuir para que, «aos poucos», a vida «saia da materialidade em que está profundamente inserida», procurando a «verdade do ser humano» e abrindo a porta para o «mistério» da fé.

O P. Eduardo Duque relatou ainda que o arcebispo bracarense, D. Jorge Ortiga, criou a "Nova Ágora" com o propósito de estabelecer debate a partir de «vários ângulos», constituindo-se como uma «plataforma de diálogo entre crentes e não crentes para trabalhar a cultura».

A "Nova Ágora" organiza atualmente a segunda edição do ciclo de debates "Olhares sobre...", que desde 2015 tem atraído centenas de pessoas ao Auditório Vita: «A iniciativa é também dirigida às periferias, com pessoas que não estamos habituados a ver nos bancos das igrejas», declarou.

No colóquio realizado esta sexta-feira, sobre a educação, com António Guterres, Laborinho Lúcio, Marçal Grilo e Fátima Campos Ferreira (moderadora), que devido ao elevado número de inscrições foi deslocado para o auditório do Parque de Exposições de Braga, estiveram presentes cerca de 1200 pessoas.

A arquidiocese não tem um Secretariado da Cultura, embora este âmbito esteja espalhado em várias estruturas, explicou o P. Eduardo Duque, que sugeriu o estabelecimento de uma «relação umbilical» entre as Pastorais da Cultura e Universitária.

O diretor do Instituto Justiça e Paz e capelão da Universidade de Coimbra, P. Paulo Simões, marcou presença pela diocese coimbrã, acompanhado pelo presidente da Confraria da Rainha Santa Isabel, António Rebelo.

Não há um Secretariado Diocesano da Cultura, estrutura que, no entender do P. Paulo Simões, «faz falta», mas o Instituto Justiça e Paz continua a manter o grupo Tear - Tecer a Espiritualidade com a Arte e a Reflexão -, enquanto a capelania universitária está a procurar desenvolver o diálogo cultural.

Na diocese de Leiria-Fátima o Centro de Cultura Cristã, departamento criado há cerca de 15 anos, dá destaque à formação para leigos, assinalou o responsável da instituição, Pedro Valinho, que pretende investir numa programação cultural que vá além das iniciativas formativas e conferências promovidas pelo organismo.

Em «momentos fortes» da diocese há outras iniciativas culturais, como a Festa da Fé, que abrange concertos e exposições, sublinhando-se igualmente o importante polo cultural que é o Santuário de Fátima, apontou.

Em nome da diocese de Vila Real, o P. Manuel Coutinho marcou presença no contexto de uma equipa dedicada à Pastoral da Cultura, presidida pelo P. António Abel Canavarro, que está a ser constituída. Impulsionar o setor é uma das prioridades diocesanas, explicou o sacerdote, que integrará o grupo de trabalho.

O P. Manuel Coutinho, igualmente responsável pelo Centro Católico de Cultura, que tem como objetivo principal a formação teológica e cultural, alimenta o «sonho de reativar» o que foi feito na diocese transmontana quando o departamento da Pastoral da Cultura era digidido pelo P. Manuel Linda, hoje bispo das Forças Armadas e Segurança.

A preparação para a inauguração do órgão de tubos na sé, a 20 de abril, tem trazido «novamente à ribalta a necessidade de reativar a Vigararia da Cultura», afirmou o responsável, que também chamou a atenção para a necessidade de manter a identidade cristã das festas populares organizadas no âmbito da Igreja.

Ruy Ventura falou da sua perspetiva sobre a Pastoral da Cultura na diocese de Setúbal, onde há mais de uma década colabora com o seminário diocesano, tendo destacado a realização anual do Festival de Cinema Católico, em Almada.

Depois de referir que em Setúbal, à semelhança de outras dioceses, as atividades relacionadas com a Pastoral da Cultura são dinamizadas por vários setores, sem coordenação unificada, o poeta acentuou o potencial da Serra da Arrábida como ponto de convergência entre culto e cultura, identificando figuras como Frei Agostinho da Cruz e Sebastião da Gama.

D. Pio Alves lembrou que «a estrutura nacional» do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura «deveria, em teoria, replicar-se nas dioceses», e apontou «desafios» para os referentes, como a presença de cristãos nas instituições civis, inclusive a nível individual, bem como nas autarquias.

No quadro do Ano da Misericórdia, que a Igreja católica está a viver até novembro, o prelado sugeriu que as Santas Casas da Misericórdia sejam estimuladas a mostrar o seu património cultural, o que, por arrasto, torna patente o trabalho feito ao longo dos séculos por aquelas instituições.

O bispo auxiliar do Porto alertou, ainda, para a importância de prestar atenção cultural à religiosidade popular, no seguimento das recomendações neste sentido feitas pelo papa Francisco.

José Carlos Seabra Pereira, diretor do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, descreveu aos participantes algumas das atuais atividades do organismo.

 

Rui Jorge Martins
Publicado em 05.03.2016

 

 
Imagem 1024 cores (det.) | Gerhard Richter | 2014 | Daros Collection, Suíça | D.R.
D. Pio Alves lembrou que «a estrutura nacional» do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura «deveria, em teoria, replicar-se nas dioceses», e apontou «desafios» para os referentes, como a presença de cristãos nas instituições civis, inclusive a nível individual, bem como nas autarquias
No quadro do Ano da Misericórdia, que a Igreja católica está a viver até novembro, o prelado sugeriu que as Santas Casas da Misericórdia sejam estimuladas a mostrar o seu património cultural, o que, por arrasto, torna patente o trabalho feito ao longo dos séculos por aquelas instituições
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