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Pastoral da Cultura em Portugal: Realidade e desafios

Imagem © ilyabolotov/Fotolia

Pastoral da Cultura em Portugal: Realidade e desafios

Penso que o Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura (SNPC) tem desenvolvido um trabalho com projeção nacional, tendo em conta que a sua estrutura central conseguiu potenciar um conjunto de contactos pessoais com individualidades das mais variadas áreas da cultura.

Ao fim de 10 anos, esses contactos resultaram, muitas vezes, em aproximações pessoais, culturais e de diálogo da Igreja com personalidades que se assumem como cristãos, culturalmente falando, mas sem especial ligação à Igreja.

Quando contacto alguém que já teve relação com o SNPC, normalmente encontro excelente recetividade; trata-se do resultado de um trabalho de anos que vai dando os seus frutos, resultando em disponibilidade para atividades organizadas pelas dioceses.

Enquanto que, olhando para outros secretariados nacionais e a sua presença nas dioceses, a generalidade tem uma representação relativamente viva, no âmbito da cultura o trabalho que se desenvolve não é muito visível.

Temos de ter, o SNPC e as dioceses, muito claro o modo de funcionamento do Secretariado Nacional e dos Secretariados Diocesanos.

O primeiro, por estrita exigência da legislação canónica, não invade as competências das dioceses; neste sentido, cada bispo determinará as nomeações e orientações que entender.

O SNPC existe, por exemplo, para avançar sugestões e criar atividades a nível nacional que podem ou não ser replicadas nas dioceses; estas têm plena autonomia para terem ou não Secretariados, e não têm de prestar contas disso ao SNPC.

Se conseguirmos, a nível nacional e diocesano, criar iniciativas com sintonia, elas terão mais força e poderão chegar mais longe.

Da parte do SNPC há toda a disponibilidade para colaborar com atividades locais, nomeadamente com a intermediação para o estabelecimento de contactos; o Secretariado Nacional também conta, neste âmbito, com as instâncias diocesanas.

É importante realizar iniciativas fora dos espaços da Igreja, como escolas e autarquias; com esta atitude sublinha-se que a Igreja está ao serviço da mesma comunidade; por outro lado, realça-se a perspetiva de laicidade do Estado em que este convive com as instituições católicas sem por isso deixar de ter a sua identidade.

A revista "Invenire", do Secretariado Nacional para os Bens Culturais da Igreja, é uma presença de qualidade que conseguiu entrar no mundo da arte, sendo um exemplo muito concreto de como se consegue dialogar com um leque muito alargado de pessoas que não estão próximas da Igreja.

A Agência Ecclesia assumiu recentemente a produção do "Oitavo Dia", na TVI. Trata-se de um programa que pode ser adequado para o desenvolvimento de temas ligados à cultura. As propostas devem ser dirigidas ao Secretariado Nacional das Comunicações Sociais.

É sobre a solidez do pouco que há que devemos construir.

 

D. Pio Alves
Presidente da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais
8.º Encontro de Referentes da Pastoral da Cultura, Fátima, 31.10.2015
Redação a partir das intervenções de D. Pio Alves: Rui Jorge Martins
Publicado em 15.11.2015

 

 
Imagem © ilyabolotov/Fotolia
É importante realizar iniciativas fora dos espaços da Igreja, como escolas e autarquias; com esta atitude sublinha-se que a Igreja está ao serviço da mesma comunidade; por outro lado, realça-se a perspetiva de laicidade do Estado em que este convive com as instituições católicas sem por isso deixar de ter a sua identidade
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