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«Pastoral da Cultura deve ser valorizada» e ter «capacidades de intervenção pública», sublinha diocese de Viseu

Imagem Sé de Viseu | D.R.

«Pastoral da Cultura deve ser valorizada» e ter «capacidades de intervenção pública», sublinha diocese de Viseu

A diocese de Viseu considera que «a Pastoral da Cultura deve ser valorizada e deve tornar-se um setor com capacidades de intervenção pública, refletindo os temas da atualidade, de acordo com a especificidade e potencialidade dos diversos campos e setores da cultura e, também, da arte religiosa».

A conclusão encontra-se nas Constituições Sinodais Diocesanas, publicadas este sábado na página da diocese viseense, no termo do sínodo que aquela Igreja particular realizou a partir de 2010.

O texto realça que deve ser reforçada «a voz profética da Igreja, nas mais variadas e dramáticas situações existenciais da sociedade contemporânea», pelo que a diocese deve estar atenta «às circunstâncias concretas que pedem formação, intervenção e motivação para a mobilização e participação cristã».

A convergência com a Pastoral da Cultura já se tinha feito sentir em março deste ano, aquando do 9.º Encontro Nacional de Referentes da Pastoral da Cultura, com a presença, pela primeira vez, de representantes da diocese.

As Constituições Sinodais, «a serem implementadas nos próximos 10 anos», determinam a criação de uma Escola Diocesana da Fé, a nível superior, «que procure dar diversas, abrangentes e profundas respostas para as diferentes questões humanas, eclesiais, pastorais, sociais e culturais».

A dimensão cultural esteve em foco na diocese de Viseu no sábado, por ocasião do encerramento do ano jubilar dos cinco séculos da dedicação da sé, que beneficiou de importantes obras de restauro, no âmbito do programa "Rota das Catedrais".

«[O] monumento remonta ao século XI, anterior aos tempos de S. Teotónio que aqui foi Prior e que invoco, como Patrono diocesano. A partir daí, os diversos estilos e gostos das várias épocas estão aqui presentes, num ecletismo que fazem deste – também na localização e integração no meio – um monumento ímpar no conjunto das catedrais do país», realçou o bispo diocesano, D. Ilídio Leandro, na homilia da missa a que presidiu.

No mesmo dia foi inaugurado o museu da catedral, «depois de profunda melhoria de transformação», segundo o prelado, espaço que é composto pelo coro alto, três salas e o "Passeio dos Cónegos", além de proporcionar uma vista privilegiada sobre a cidade.

O programa cultural prosseguiu com a apresentação da "História da Diocese de Viseu", coordenada por José Paiva: «Percorrendo mil e quinhentos anos de história, a obra tem mil e oitocentas páginas, no conjunto dos três volumes amplamente ilustrados, em que se divide», explica a página da diocese.

No "site", recentemente renovado, é salientado que se trata de um trabalho «invulgar, tanto no contexto nacional, como internacional, pois não se conhece nada idêntico, em termos de História de uma diocese».

O estudo resulta «de muita investigação aturada, tanto em arquivos históricos públicos, como de instituições particulares, tanto em Portugal, como no estrangeiro. Para além dos documentos escritos, houve trabalhos de arqueologia e de outras áreas de investigação, buscando uma “leitura abrangente” da realidade religiosa diocesana, abarcando a sociologia, a antropologia e outras ciências humanas, no que elas contribuem para o entendimento e interpretação da realidade estudada», refere a mesma fonte.

«Norteada exclusivamente por critérios históricos, propõe uma visão original e absolutamente inédita no panorama da historiografia portuguesa e internacional a respeito dos olhares e perspetivas que devem pautar um estudo desta natureza. O cristianismo inundou os dias dos crentes e moldou de modo muito impressivo as suas vidas. As marcas do sagrado cristão no território e nos corações dos homens e mulheres que o foram habitando cavaram vincos profundíssimos. É este o campo de indagação que se visa atingir», escreve José Pedro Paiva.

O investigador assinala que «através de cerca de 1800 páginas e perto de 300 ilustrações será ainda possível entender como é que o cristianismo foi vivido tanto por clérigos quanto pelos fiéis, buscando-lhe a configuração da crença, a(s) linguagem(ens) com que era comunicado e interiorizado, o modo como era sentido, mas também a coerência de significado que o tornou operativo enquanto religião e experiência de vida em sociedade».

No sábado anterior, 16 de julho, um concerto na sé, interpretado pelo Coro Diocesano de São Teotónio e Orquestra POEMa, de Mangualde, assinalou os 500 anos da dedicação da catedral e da Santa Casa da Misericórdia de Viseu, bem como os 100 anos do Museu Nacional Grão Vasco, relata o Gabinete de Informação diocesano.

 

Rui Jorge Martins
Publicado em 25.07.2016

 

 

 
Imagem Sé de Viseu | D.R.
O estudo resulta «de muita investigação aturada, tanto em arquivos históricos públicos, como de instituições particulares, tanto em Portugal, como no estrangeiro. Para além dos documentos escritos, houve trabalhos de arqueologia e de outras áreas de investigação, buscando uma “leitura abrangente” da realidade religiosa diocesana, abarcando a sociologia, a antropologia e outras ciências humanas
O cristianismo inundou os dias dos crentes e moldou de modo muito impressivo as suas vidas. As marcas do sagrado cristão no território e nos corações dos homens e mulheres que o foram habitando cavaram vincos profundíssimos
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