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Para rezar pela paz com o papa Francisco

Para rezar pela paz com o papa Francisco

Imagem Papa Francisco | © L'Osservatore Romano

O papa propôs para hoje, às 13h00, a iniciativa "Um minuto pela paz", «um pequeno momento de oração» no dia em que se assinala o aniversário do encontro entre Francisco, o presidente israelita Shimon Peres, já desaparecido, e o presidente palestino, Mahmoud Abbas.

«No nosso tempo há muita necessidade de rezar - cristãos, judeus e muçulmanos - pela paz», afirmou o papa esta quarta-feira, na audiência geral realizada no Vaticano, momento em que recordou esta iniciativa.

No fim do encontro Francisco recitou o Pai-nosso (cf. vídeo), como encorajamento a recorrer a essa oração para, hoje, se erguer a Deus uma prece planetária pela paz.

Para ajudar a rezar e a meditar, não só durante esse minuto, mas durante todo este dia, e, quem sabe, ter presente a intenção pela paz no mundo e no coração de cada pessoa, sugerimos excertos de sete intervenções de Francisco, começando, precisamente, pelo encontro ocorrido há três anos.

Apresentamos também o vídeo da intenção de oração de Francisco para este mês de junho: eliminar o comércio de armas, porque «é uma aboluta contradição falar de paz, negociar a paz, e, ao mesmo tempo, promover ou permitir o comérico de armas». Acrescentamos igualmente a ligação para as mensagens para o Dia Mundial da Paz de 2014 a 2017.

 

«Para fazer a paz é preciso coragem»

«O mundo é uma herança que recebemos dos nossos antepassados​​, mas é também um empréstimo dos nossos filhos: filhos que estão cansados ​​e extenuados pelos conflitos e desejosos de alcançar a aurora da paz; filhos que nos pedem para derrubar os muros da inimizade e percorrer a estrada do diálogo e da paz a fim de que triunfem o amor e a amizade.

Muitos, demasiados destes filhos caíram vítimas inocentes da guerra e da violência, plantas arrancadas em pleno vigor. É nosso dever fazer com que o seu sacrifício não seja em vão. A sua memória infunda em nós a coragem da paz, a força de perseverar no diálogo a todo o custo, a paciência de tecer dia após dia a trama cada vez mais robusta de uma convivência respeitosa e pacífica, para a glória de Deus e o bem de todos.

Para fazer a paz é preciso coragem, muita mais do que para fazer a guerra. É preciso coragem para dizer sim ao encontro e não à briga; sim ao diálogo e não à violência; sim às negociações e não às hostilidades; sim ao respeito dos pactos e não às provocações; sim à sinceridade e não à duplicidade. Para tudo isto, é preciso coragem, grande força de ânimo. (...)

Dai-nos Vós a paz, ensinai-nos Vós a paz, guiai-nos Vós para a paz. Abri os nossos olhos e os nossos corações e dai-nos a coragem de dizer: "nunca mais a guerra"; «com a guerra, tudo fica destruído»!

Infundi em nós a coragem de realizar gestos concretos para construir a paz.

Senhor, Deus de Abraão e dos Profetas, Deus Amor que nos criastes e chamais a viver como irmãos, dai-nos a força para sermos cada dia artesãos da paz; dai-nos a capacidade de olhar com benevolência todos os irmãos que encontramos no nosso caminho. Tornai-nos disponíveis para ouvir o grito dos nossos cidadãos que nos pedem para transformar as nossas armas em instrumentos de paz, os nossos medos em confiança e as nossas tensões em perdão.

Mantende acesa em nós a chama da esperança para efetuar, com paciente perseverança, opções de diálogo e reconciliação, para que vença finalmente a paz. E que do coração de todo o homem sejam banidas estas palavras: divisão, ódio, guerra!

Senhor, desarmai a língua e as mãos, renovai os corações e as mentes, para que a palavra que nos faz encontrar seja sempre «irmão», e o estilo da nossa vida se torne: shalom, paz, salam! Amen.» (Encontro com Shimon Peres e Mahmoud Abbas, Vaticano, 8.6.2014)

 

A paz «alimentada pelo próprio sacrifício, pela clemência, pela misericórdia, pela caridade»

«A guerra significa sempre o fracasso da paz, é sempre uma derrota para a humanidade. Ressoem mais uma vez as palavras de Paulo VI: "Nunca mais uns contra os outros, não mais, nunca mais... Nunca mais a guerra, nunca mais a guerra!". "A paz afirma-se somente com a paz; e a paz não separada dos deveres da justiça, mas alimentada pelo próprio sacrifício, pela clemência, pela misericórdia, pela caridade". Irmãos e irmãs, perdão, diálogo, reconciliação são as palavras da paz: na amada nação síria, no Oriente Médio, em todo o mundo! Rezemos, nesta noite, pela reconciliação e pela paz, e tornemo-nos todos, em todos os ambientes, em homens e mulheres de reconciliação e de paz. Assim seja.» (Vigília de oração pela paz, Vaticano, 7.9.2013)

 

«O diálogo é o caminho da paz»

«A paz é responsabilidade de todos. Rezar pela paz, trabalhar pela paz! O líder religioso é sempre um homem de paz, pois o mandamento da paz está inscrito nas profundezas das tradições religiosas que nós representamos. Mas o que podemos fazer? (...) A coragem do diálogo, que incute esperança. No mundo e nas sociedades existe pouca paz, também porque falta diálogo e há dificuldade de sair do horizonte limitado dos próprios interesses, para se abrir a um confronto verdadeiro e sincero. Para que haja paz é preciso um diálogo persistente, paciente, forte e inteligente, com o qual nada está perdido. O diálogo pode vencer a guerra. O diálogo faz viver juntas, pessoas de diferentes gerações, que muitas vezes se ignoram umas às outras; faz viver juntos, cidadãos de diversas proveniências étnicas, de várias convicções. O diálogo é o caminho da paz, porque favorece o entendimento, a harmonia, a concórdia e a paz. Por isso, é vital que cresça, que se dilate no meio de pessoas de todas as condições e convicções, como uma rede que protege o mundo e os mais frágeis.» (Encontro internacional para a paz, Vaticano, 30.9.2013)

 

«A paz de S. Francisco é a de Cristo»

«(...) Quem segue a Cristo, recebe a verdadeira paz, a paz que só Ele, e não o mundo, nos pode dar. Na ideia de muitos, S. Francisco aparece associado com a paz; e está certo, mas poucos vão em profundidade. Qual é a paz que Francisco acolheu e viveu, e nos transmite? A paz de Cristo, que passou através do maior amor, o da Cruz. É a paz que Jesus Ressuscitado deu aos discípulos, quando apareceu no meio deles (cf. Jo 20, 19.20).

A paz franciscana não é um sentimento piegas. Por favor, este São Francisco não existe! E também não é uma espécie de harmonia panteísta com as energias do cosmos... Também isto não é franciscano! Também isto não é franciscano, mas uma ideia que alguns se formaram. A paz de S. Francisco é a de Cristo, e encontra-a quem «toma sobre si» o seu «jugo», isto é, o seu mandamento: Amai-vos uns aos outros, como Eu vos amei (cf. Jo 13, 34; 15, 12). E este jugo não se pode levar com arrogância, presunção, orgulho, mas apenas se pode levar com mansidão e humildade de coração.

Voltamo-nos para ti, Francisco, e te pedimos: ensina-nos a ser «instrumentos da paz», da paz que tem a sua fonte em Deus, a paz que nos trouxe o Senhor Jesus.» (Missa, Assis, Itália, 4.10.2013)

 

A paz começa em casa

«(...) O Senhor nos ajude a dirigirmo-nos todos juntos com mais decisão para o caminho da justiça e da paz. E comecemos em casa! Justiça e paz em casa, entre nós. Comecemos em casa e depois nos alargamos a toda a humanidade. Mas devemos iniciar em casa. O Espírito Santo aja nos corações, abra os fechamentos e as durezas e conceda que nos enterneçamos diante da fragilidade do Menino Jesus. De facto, a paz requer a força da mansidão, a força não-violenta da verdade e do amor.

Nas mãos de Maria, Mãe do Redentor, coloquemos as nossa esperanças com confiança filial. A Ela, que estende a sua maternidade a todos os homens, confiemos o brado de paz das populações oprimidas pela guerra e pela violência, para que a coragem do diálogo e da reconciliação prevaleça sobre as tentações de vingança, de prepotência e de corrupção. A Ela peçamos que o Evangelho da fraternidade, anunciado e testemunhado pela Igreja, possa falar a cada consciência e abater os muros que impedem aos inimigos que se reconheçam irmãos.» ("Angelus", Vaticano, 1.1.2014)

 

A paz também se faz de pequenos gestos

«Quanta necessidade tem o mundo de nós como mensageiros de paz, como testemunhas de paz! É uma necessidade que o mundo tem. Também o mundo nos pede para lhe fazermos isso: levar a paz, testemunhar a paz!

A paz não se pode comprar, não está à venda. A paz é um dom que se deve buscar pacientemente e construir «artesanalmente» através dos pequenos e grandes gestos que formam a nossa vida diária. Consolida-se o caminho da paz, se reconhecermos que todos temos o mesmo sangue e fazemos parte do género humano; se não nos esquecermos que temos um único Pai no Céu e que todos nós somos seus filhos, feitos à sua imagem e semelhança.» (Missa, Amã, Jordânia, 24.5.2014)

 

A paz começa na oração

«Todos desejamos a paz; tantas pessoas a constroem dia a dia com pequenos gestos; muitos sofrem e suportam pacientemente a fadiga de tantas tentativas para a construir. E todos – especialmente aqueles que estão colocados ao serviço do seu próprio povo – temos o dever de nos fazer instrumentos e construtores de paz, antes de mais nada na oração.

Construir a paz é difícil, mas viver sem paz é um tormento. Todos os homens e mulheres desta Terra e do mundo inteiro pedem-nos para levarmos à presença de Deus a sua ardente aspiração pela paz.» ("Regina Coeli", Belém, Palestina, 25.5.2014)









 







 

Edição: SNPC
Publicado em 08.06.2017

 

 

 
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