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Para o Desenvolvimento do nosso mundo, da nossa dignidade, do nosso futuro

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Para o Desenvolvimento do nosso mundo, da nossa dignidade, do nosso futuro

O papa Paulo VI, entre outros legados, deixou-nos o princípio do Desenvolvimento enquanto sinónimo da Paz.

Num contexto em que se agudizam as diferenças a todos os níveis, e em especial ao nível económico, é muito pertinente que pensemos o que significa o desenvolvimento que procuramos, quer seja o nosso ou o daqueles que nos rodeiam.

É certo que 2014 ainda não terminou mas sabemos já que 2015 será o Ano Europeu do Desenvolvimento. Deste modo, poderíamos pensar numa «civilização do amor» (expressão muito querida ao papa João Paulo II) para o Desenvolvimento? Trata-se de uma civilização onde o imperativo do dom, que resulta sempre do imperativo do amor, nos poderá levar a uma forma de vida assente e orientada para a verdadeira esperança.

Uma utopia? Sim, mas porque não uma utopia se os orientais nos dizem que uma civilização florescerá quando formos capazes de plantar árvores à sombra das quais não nos viremos a sentar?

Trata-se, portanto, de uma civilização onde mais que querer ter um lugar, sonharemos e procuraremos ser o lugar onde outros se poderão encontrar consigo mesmos, com outros e com o seu mundo.

Será sempre uma civilização do bem maior, o bem comum, para o qual orientaremos as nossas capacidades, bens e dons.

Construir e contribuir para uma civilização do amor para o Desenvolvimento do nosso Mundo, da nossa Dignidade e do nosso Futuro, implica que sejamos audazes e capazes de mergulhar e cultivar numa mística do Encontro.

Um mística de um encontro onde nos conhecemos e reconhecemos igualmente dignos, mas diferentemente capazes de sonhar e realizar as condições de vida que da relação nos levem à comunhão.

Assim poderemos alcançar uma sociedade onde o desenvolvimento pessoal faz sentido, por ser parte de um desenvolvimento coletivo assente na justiça e na verdadeira solidariedade (aquela que almeja a fraternidade), que não tenha pudor em partilhar para assistir aqueles que mais necessitam, mas sempre na procura da verdadeira autodeterminação e emancipação de todas as Pessoas e da Pessoa toda.

 

Henrique Joaquim
Universidade Católica Portuguesa, presidente da Comunidade Vida e Paz
Publicado em 24.11.2014

 

 
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Assim poderemos alcançar uma sociedade onde o desenvolvimento pessoal faz sentido, por ser parte de um desenvolvimento coletivo assente na justiça e na verdadeira solidariedade (aquela que almeja a fraternidade), que não tenha pudor em partilhar para assistir aqueles que mais necessitam
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