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Papa Francisco em entrevista: Preocupa-me mais a reforma espiritual do que a da cúria do Vaticano

Imagem Papa Francisco | D.R.

Papa Francisco em entrevista: Preocupa-me mais a reforma espiritual do que a da cúria do Vaticano

«Deus é bom comigo, dá-me uma saudável dose de inconsciência. Vou fazendo o que tenho de fazer.» «Uma coisa que disse a mim mesmo desde o primeiro momento foi: “Jorge, não mudes, continua a ser o mesmo, porque mudar, na tua idade, é fazer figura de ridículo”».

Estas são algumas das frases que, prestes a cumprir 21 meses de pontificado, o papa Francisco pronunciou numa entrevista à jornalista Elisabetta Piqué, do diário argentino “La Nacion”, na última quinta-feira.

Distendido e de bom humor, o ex-arcebispo de Buenos Aires aproveitou a primeira entrevista exclusiva com um meio de comunicação latino-americano para falar, durante 50 minutos, de tudo.

Conversou sobre a sua própria saúde e as suas viagens, e não evitou os temas polémicos, como as pessoas homossexuais, a situação dos divorciados que se voltaram a casar e o processo eleitoral na Argentina.

A poucos dias de cumprir 78 anos (17 de dezembro), Jorge Bergoglio também não fugiu a um dos temas centrais do seu papado, e, talvez, o mais antecipado desde o conclave que o elegeu, a 13 de março de 2013: a reforma da cúria romana, tão questionada durante o pontificado de Bento XVI. Antecipou que não estará pronta no próximo ano. E acrescentou que, na realidade, é «a reforma espiritual, a reforma do coração», a que mais o preocupa neste momento.

Francisco admitiu que «falta muito» para terminar a reforma da Cúria e falou com grande naturalidade das resistência que enfrenta, com as quais, afirmou, não se sente muito preocupado.

«As resistências agora são manifestas, mas para mim é um bom sinal de que sejam abertamente discutidas, que não sejam ditas às escondidas quando alguém não está de acordo. É saudável falar das coisas abertamente, é muito saudável», sublinhou, na sala que é hoje o seu lar no Vaticano.

Apesar do cansaço após um dia muito intenso, cheio de compromissos e audiências desde cedo, que não perdeu a pronúncia nem os modos de ser típicos de Buenos Aires, mostrou-se acessível e até sorridente.

Apesar desse tom, o papa referiu-se às polémicas do seu pontificado, como as que rodearam o último sínodo extraordinário de bispos, em outubro. O sínodo evidenciou as divisões sobre como deve enfrentar hoje a Igreja os seus desafios, em especial a situação dos católicos divorciados que voltaram a casar, que o papa definiu como «excomungados de facto», devido a todas as ações de que são excluídos pela Igreja por estarem nessa situação.

«O que o cardeal alemão Walter Kasper [próximo do papa e de inclinações reformistas] fez foi dizer que procurássemos hipóteses, quer dizer, abriu o campo. E alguns assustaram-se», explicou.

Para tranquilizar os setores que acreditam que o sínodo criou confusão, o papa também recordou que essa assembleia «é um processo» e que «não se tocou nenhum ponto da doutrina da Igreja sobre o Matrimónio».

«Não tenho medo de seguir o caminho da sinodalidade [palavra que deriva do grego “syn, odos”, caminhar juntos] porque é o caminho que Deus nos pede. Além disso, o papa é garante, está aqui para cuidar disso também», assinalou.

Referindo-se ao grande número de argentinos que viajam até ao Vaticano para tirar fotografias com ele, Francisco avisou que, em virtude das eleições presidenciais de 2015, decidiu deixar de receber em privado políticos, falando com eles apenas no termo das audiências gerais das quartas-feiras na Praça de S. Pedro.

Por outro lado, o papa confirmou que não irá à Argentina em julho de 2016, para o Congresso Eucarístico de Tucumán, devido à proximidade com a Jornada Mundial da Juventude na Polónia, mas tem como projeto voltar ao seu país-natal nesse mesmo ano, noutra ocasião. Revelou também que em 2015 visitará três países da América Latina – que preferiu não mencionar – e, pela primeira vez, África.

Afirmou que o Instituto para as Obras de Religião (IOR), também chamado de banco do Vaticano, «está a funcionar muito bem», após ter estado sob observação durante décadas devido a suspeitas de lavagem de dinheiro e infiltrações mafiosas.

A entrevista ocorreu a poucos dias da festa da Virgem de Guadalupe, padroeira da América Latina, que se assinala a 12 de dezembro, na próxima sexta-feira. A solenidade será marcada com a celebração de uma eucaristia solene na basílica de S. Pedro, em que músicos argentinos interpretarão a “Misa criolla”, composta por Ariel Ramírez há 50 anos.

«Quando ouvi pela primeira vez a “Misa criolla” era estudante, creio que de Teologia, mas não me recordo bem. E gostei muito. Gostei muito do “Cordeiro de Deus”, que é de uma beleza impressionante. Do que nunca me esqueço é de que a ouvi cantada por Mercedes Sosa», disse o papa.


[Excertos da entrevista.]


Uma sondagem recente na América Latina atestou que, para além do “efeito Francisco”, há católicos que continuam a abandonar a Igreja.

Conheço a estatística que divulgaram em Aparecida; é o único dado que tenho. Evidentemente, há vários fatores que intervêm nesse fenómeno, externos à Igreja. Por exemplo, a teologia da prosperidade inspira muitas propostas religiosas que atraem muita gente. Mas desde logo as pessoas ficam a metade do caminho. Mas deixando de fora o que é exterior à Igreja, pergunto-me: quais são as nossas coisas, dentro da igreja, que fazem com que os fiéis não se sintam satisfeitos? É a falta de proximidade e o clericalismo. Hoje, o chamamento ao católico é a proximidade, é a sair e fazermo-nos próximos das pessoas, dos seus problemas, das suas realidades. O clericalismo, como eu disse aos bispos da CELAM (Conselho Episcopal Latino-Americano] no Rio de Janeiro, travou o amadurecimento laical na América Latino. Onde os leigos são mais maduros na América Latina é precisamente na expressão da piedade popular. O clericalismo sempre foi um problema para os organismos de leigos. Eu falei disto na “Evangelii gaudium” [“A alegria do Evangelho”, a primeira exortação apostólica de Francisco].


A renovação da Igreja a que apela visa também buscar estas “ovelhas perdidas” e travar a sangria de fiéis?

Não gosto de usar a imagem de “sangria” porque está muito ligada ao proselitismo. Não gosto de usar termos ligados ao proselitismo porque não é a verdade. Gosto de usar a imagem de hospital de campanha: há pessoas muito feridas que estão á espera de que vamos curar-lhes as feridas, feridas por mil motivos. E há que sair para ir curar feridas.


Essa é, então, a estratégia para recuperar os que se vão embora?

Não gosto de usar a palavra “estratégia”, prefiro falar do chamamento pastoral do Senhor, porque senão parece uma ONG. É o chamamento do Senhor, o que hoje a Igreja pede, não como estratégia, porque a Igreja não faz proselitismo. A Igreja não quer fazer proselitismo porque a Igreja não cresce por proselitismo, mas por atração, como disse Bento XVI. A Igreja tem de ser um hospital de campanha e sair para ir curar feridas, como o bom samaritano. Há pessoas feridas por desatenção, por abandono da própria Igreja, pessoas que estão a sofrer horrores...


O senhor é um papa que fala de maneira direta, o que ajuda a tornar claro o rumo do seu pontificado. Porque pensa que há setores estão desorientados, que dizem que a “barca está sem timoneiro”, sobretudo após o recente sínodo sobre a família?

Essas expressões parecem-me estranhas. Não me consta que tenham sido proferidas. Nos meios de comunicação aparecem como tendo sido ditas. Mas até que pergunte à pessoa envolvida «o senhor disse isto?», mantenho a dúvida fraternal. Mas, geralmente, é porque não leem as coisas. Uma vez alguém me disse: «Sim, claro, o discernimento é bom, mas precisamos de coisas mais claras». E eu disse: “Veja, eu escrevi uma encíclica, a quatro mãos, é verdade, e uma exortação apostólica. Estou continuamente a fazer declarações, profiro homilias, e isso é magistério. O que aí está é o que eu penso, não o que os meios de comunicação dizem que eu penso. Verifique, é muito claro. A “Evangelii gaudium” é muito clara».


Alguns meios de comunicação falaram do «fim da lua-de-mel» devido à divisão que emergiu no sínodo...

Não foi uma divisão contra o papa; ou seja, o papa não era a referência. Porque o papa procurou abrir o jogo e ouvir todos. O facto de que, no final, o meu discurso tenha sido aceite tão entusiasticamente pelos padres sinodais [clero participante no sínodo] indica que o problema não era com o papa, mas entre diversas atitudes pastorais.


Sempre que há uma mudança de “statu quo”, como significou a sua chegada ao Vaticano, é normal que haja resistências. Depois de pouco mais de 20 meses, esta resistência, silenciosa ao princípio, parece ser mais evidente...

As resistências evidenciam-se agora, mas para mim é um bom sinal, que as ventilem, que não as digam às escondidas quando alguém não está de acordo. É saudável ventilar as coisas; é muito saudável.


A resistência tem a ver com a limpeza que está a fazer, com a reestruturação interna da cúria romana?

Considero as resistências como pontos de vista distintos, não como algo sujo. Tem a ver com decisões que eu tomo, isso sim. Claro, há decisões que tocam algumas coisas económicas, outras mais pastorais...


Está preocupado?

Não, não estou preocupado, parece-me tudo normal, porque seria anormal que não existissem pontos divergentes. Seria anormal se assim não fosse?


Terminou o trabalho de limpeza ou continua?

Não gosto de falar de “limpeza”. Diria antes fazer andar a cúria na direção que as congregações gerais [reuniões que antecederam o conclave] pediram. Não, para isso ainda falta muito. Falta, falta. Porque nas congregações gerais antes do conclave nós, cardeais, pedimos muitas coisas, e há que seguir para a frente com tudo isso...


O que encontrou ao fazer a limpeza é pior do que esperava?

Primeiro, não esperava nada. Esperava voltar a Buenos Aires [risos]. E depois disso, não sei. Deus é bom comigo, dá-me uma saudável dose de inconsciência. Vou fazendo o que tenho de fazer».


E como estão os trabalhos em curso?

Bem, é público, sabe-se. O IOR está a funcionar muito bem e fez-se aí um trabalho bastante bom. A questão económica está a ir bem. A reforma espiritual é agora a minh grande preocupação, mudar o coração das pessoas. Estou a preparar a alocução de Natal para os membros da cúria: terei duas saudações natalícias, uma com os prelados da cúria e outra com todo o pessoal do Vaticano, com todos os colaboradores, no auditório Paulo VI, com as suas famílias, porque eles também levam as coisas para a frente. Os exercícios espirituais para os prefeitos [responsáveis máximos dos principais departamentos da Santa Sé] e secretários são um passo em frente. É um passo em frente estarmos seis dias encerrados, a rezar, e, como no ano passado, vamos voltar a fazê-lo na primeira semana da Quaresma. Vamos para a mesma casa.


Na semana que vem [esta semana] volta a reunir-se o “G-9” [grupo de nove cardeais consultores que ajudam o papa no processo da reforma da cúria e no governo universal da Igreja]. Em 2015 vai estar pronta a famosa reforma da cúria?

Não, o processo é lento. Noutro dia tivemos uma reunião com os chefes de dicastérios e apresentou-se-lhes a proposta que fizeram de juntar os dicastérios dos Leigos, Família, Justiça e Paz. Houve discussão, cada um expressou o que lhe parecia, e agora o projeto regressa ao “G-9”. Ou seja, a reforma da cúria leva muito tempo, é a parte mais complexa.


Quer dizer que não vai estar pronta em 2015?

Não, vai-se fazendo com pequenos passos.


É verdade que um casal poderia estar à frente deste novo dicastério que juntaria os pontifícios conselhos dos Leigos, da Família e Justiça e Paz?

Pode ser, não sei. À frente dos dicastérios ou da secretaria devem estar os mais aptos, seja homem, mulher ou casal...


E não necessariamente cardeal ou bispo...

A cabeça de um dicastério como a Congregação para a Doutrina da Fé, da Liturgia ou no novo que juntará Leigos, Família e Justiça e Paz estará sempre um cardeal. Isto porque os dicastérios estão muito próximos do papa. Mas os secretários de dicastérios não têm de ser bispos; um problema que existe aqui é que quando alguém tem de mudar um secretário-bispo, para onde o envia? Tem de procurar uma diocese, mas às vezes não são aptos para uma diocese, mas para esse trabalho. Só nomeei dois bispos-secretários: o secretário do Governatorato, para o nomear como uma espécie de pároco de tudo isto, e o secretário do sínodo dos bispos, devido ao que nele significa a episcopalidade.


Foi um ano intenso: muitas viagens importantes, o sínodo extraordinário, a oração pela paz no Médio Oriente nos jardins do Vaticano... Qual foi o melhor momento e qual o pior?

Não saberia dizê-lo. Todos os momentos têm algo de bom e algo que não é tão bom, não é verdade? [Silêncio.] Por exemplo, o encontro com os avôs, com os idosos, foi de uma beleza impressionante.


Bento XVI também estava...

Gostei muito desse encontro, mas não foi o melhor porque todos são lindos. Não sei, não sei que dizer, não me ocorreu pensar nisso.


E de ser papa, o que é que mais gosta e o que é que mais o desgosta?

Uma coisa, e isto é verdade e isto quero dizê-lo: antes de vir para cá estava prestes a retirar-me. Ou seja, tinha chegado a acordo com o núncio que quando voltasse para Buenos Aires haveríamos de definir uma pequena lista de três candidatos, para que no final do ano [2013] o novo arcebispo pudesse tomar posse. Tinha a cabeça focada para os confessionários das igrejas onde iria confessar. Inclusive, estava no projeto passar dois ou três dias em Luján [importante santuário mariano] e o resto em Buenos Aires, porque Luján diz-me muito, e as confissões em Luján são uma graça. Quando vim para cá, tive de começar de novo. E uma coisa que disse a mim próprio desde o primeiro momento foi: “Jorge, não mudes, continua a ser o mesmo, porque mudar na tua idade é fazer figura de ridículo”. Por isso, mantive sempre o que fazia em Buenos Aires. Talvez cometendo os meus velhos erros. Mas prefiro estar assim como sou. Como é evidente, houve algumas mudanças nos protocolos, não nos protocolos oficiais, porque esses tenho muito cuidado para os observar bem. Mas o meu modo de ser, mesmo nos protocolos, é o mesmo que em Buenos Aires, ou seja, esse «não mudes» enquadrou-se bem na minha vida.


No regresso da Coreia do Sul, perante uma pergunta, disse que esperava «ir para a casa do Pai» daqui a dois ou três anos, e muita gente ficou preocupada com o seu estado de saúde, pensando que estava doente ou algo do género. Como está? Como se sente? Parece tão bem...

Tenho os meus achaques, e nesta idade os achaques sentem-se. Mas estou nas mãos de Deus, até agora consigo ter um ritmo de trabalho estável.


Um setor conservador nos EUA acredita que o senhor afastou o cardeal tradicionalista norte-americano Raynond Leo Burke do Supremo Tribunal da Assinatura Apostólica por ele ser líder de um grupo de resistência a qualquer tipo de mudança no sínodo dos bispos. É verdade?

O cardeal Burke perguntou-me, um dia, o que ia fazer, já que ainda não tinha sido confirmado no seu cargo, na parte jurídica, e estava sob a fórmula “donec alitur provideatur” [até que se disponha outra coisa]. E eu disse-lhe: «Dê-me um pouco de tempo porque está a pensar-se numa reestruturação jurídica no “G-9”», e expliquei-lhe que, todavia, ainda não estava nada feito e que se estava a pensar. E depois surgiu a Ordem de Malta, em que fazia falta um americano inteligente, que se pudesse mover nesse âmbito, e lembrei-me dele para o cargo. E propus-lho muito antes do sínodo. E disse-lhe: «Isto vai acontecer após o sínodo porque quero que participe no sínodo como chefe de dicastério», porque como capelão de Malta não podia. E bem, agradeceu-me muito, com bons termos, e aceitou-o, até com gosto, parece-me. Porque ele é um homem de se mover muito, de viajar muito, e lá vai estar ocupado. Portanto, não é verdade que a mudança se tenha devido à forma como ele agiu no sínodo.


Tem planos para o seu 78.º aniversário, a 17 de dezembro? Vai festejá-lo com os sem teto, como no ano passado?

Não convidei os sem-teto, eles são-me trazidos pelo esmoler, e foi uma boa ideia, não foi. Foi aí que começou o mito de que eu tinha tomado o pequeno-almoço com eles. Mas eu tomei o pequeno-almoço com todo o pessoal da casa, e lá estavam também os sem-teto. Isto faz parte de todas as fantasias que as pessoas fazem sobre mim. É a mesma coisa nos dias em que não há missa na capela porque é quarta-feira, o dia da audiência geral. Nesse dia vamos almoçar juntos, com todos os empregados da casa. Para mim é um dia totalmente normal, como todos os outros.

 

Entrevista: Elisabetta Piqué
In "La Nacion"
Trad. / edição: Rui Jorge Martins
Publicado em 09.12.2014

 

 
Imagem Papa Francisco | D.R.
Quais são as nossas coisas, dentro da igreja, que fazem com que os fiéis não se sintam satisfeitos? É a falta de proximidade e o clericalismo. Hoje, o chamamento ao católico é a proximidade, é a sair e fazermo-nos próximos das pessoas, dos seus problemas, das suas realidades
[No sínodo] o papa procurou abrir o jogo e ouvir todos. O facto de que, no final, o meu discurso tenha sido aceite tão entusiasticamente pelos padres sinodais [clero participante no sínodo] indica que o problema não era com o papa, mas entre diversas atitudes pastorais
As resistências evidenciam-se agora, mas para mim é um bom sinal, que as ventilem, que não as digam às escondidas quando alguém não está de acordo. É saudável ventilar as coisas; é muito saudável
Não gosto de falar de “limpeza”. Diria antes fazer andar a cúria na direção que as congregações gerais [reuniões que antecederam o conclave] pediram. Para isso ainda falta muito
É um passo em frente estarmos seis dias encerrados, a rezar, e, como no ano passado, vamos voltar a fazê-lo na primeira semana da Quaresma
A cabeça de um dicastério como a Congregação para a Doutrina da Fé, da Liturgia ou no novo que juntará Leigos, Família e Justiça e Paz estará sempre um cardeal. Isto porque os dicastérios estão muito próximos do papa
Tenho os meus achaques, e nesta idade os achaques sentem-se. Mas estou nas mãos de Deus, até agora consigo ter um ritmo de trabalho estável
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