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Papa pede mais testemunho que palavras e afirma que perseguições são preço a pagar pelos cristãos

Imagem Papa Francisco | Praça de S. Pedro, Vaticano | 29.4.2016 | © 2016 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.

Papa pede mais testemunho que palavras e afirma que perseguições são preço a pagar pelos cristãos

O Espírito Santo impele os cristãos a conhecerem Deus «não tanto com as palavras, mas com o testemunho de vida», afirmou o papa esta manhã, na homilia da missa a que presidiu, no Vaticano.

Com a aproximação ao dia 15 de maio, data em que este ano se celebra o Pentecostes, que evoca, por excelência, a descida do Espírito Santo, as leituras bíblicas das missas dos próximos dias convergem para o tema daquela solenidade.

O trecho do Evangelho proclamado esta segunda-feira (Jo 15,26- 16, 4a) evoca um duplo testemunho: o do Espírito Santo, que desperta, amplia e dá coragem para o testemunho dos cristãos.

«Hão de expulsar-vos das sinagogas; e mais ainda, aproxima-se a hora em que todo aquele que vos matar julgará que presta culto a Deus. Procederão assim por não terem conhecido o Pai, nem me terem conhecido a mim. Mas Eu disse-vos isto, para que, ao chegar a hora, vos lembreis de que vo-lo tinha dito», lê-se no Evangelho.

Francisco, citado pela Rádio Vaticano, falou das «pequenas perseguições dos mexericos», às maiores, de que «a história da Igreja está cheia, que conduz os cristãos à prisão ou os conduz até a dar a vida».

«O cristão, com a força do Espírito», dá testemunho de que Cristo «vive», «ressuscitou», continua presente no mundo e celebra «a sua morte e ressurreição» com todo aquele que se aproxime do altar, sublinhou.

O testemunho do cristão, prosseguiu, faz-se «na sua vida diária, com o seu modo de agir. É o testemunho contínuo do cristão. Mas muitas vezes este testemunho provoca ataques, provoca perseguições».

A finalizar, Francisco proferiu uma oração: «Senhor, que eu não me afaste de Jesus. Ensina-me aquilo que ensinou Jesus. Faz-me recordar aquilo que Jesus disse e fez, e ajuda-me também a levar o testemunho destas coisas».

«Que a mundanidade, as coisas fáceis, as coisas que vêm precisamente do pai da mentira, do príncipe deste mundo, o pecado, não me afastem do testemunho», concluiu.

Na oração do “Regina Coeli” deste domingo, também no Vaticano, o papa referiu-se às crianças e jovens vítimas de violência sexual: «Esta é uma tragédia. Não devemos tolerar os abusos sobre os menores. Devemos defender os menores e devemos punir severamente os abusadores».

No Dia do Trabalhador, em que os católicos evocam a figura de S. José operário, Francisco apelou à promoção de «um modelo de desenvolvimento que tenha em conta a dignidade humana, no pleno respeito das normas sobre o trabalho e sobre o ambiente».

 

Rui Jorge Martins
Publicado em 02.05.2016

 

 
Imagem Papa Francisco | Praça de S. Pedro, Vaticano | 29.4.2016 | © 2016 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.
No Dia do Trabalhador, em que os católicos evocaram a figura de S. José operário, Francisco apelou à promoção de «um modelo de desenvolvimento que tenha em conta a dignidade humana, no pleno respeito das normas sobre o trabalho e sobre o ambiente»
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