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Arte: Papa oferece escultura e mosaico na viagem aos países bálticos

O papa ofereceu à nunciatura apostólica de Vilnius, na Lituânia, onde pernoitou durante a viagem que desde sábado está a realizar aos países bálticos, uma escultura de Cristo pensativo, em madeira, realizada pelo escultor lituano Andriaus Kaziukonio em 2017, pertencente à clássica iconografia da devoção popular báltica.

Referindo-se explicitamente ao passo do Evangelho segundo Mateus onde a Cristo se atribuem as palavras «a minha alma está triste como a morte» (26, 38), representa Jesus, sentado no mesmo tronco no qual foi esculpido, coroado de espinhos e com o braço direito que apoia o cotovelo sobre o joelho, enquanto que a mão apoia a cabeça, estando completamente apoiada na face.

Ainda que as primeiras imagens de Cristo pensativo tenhas aparecido no final do século XIV na atual Alemanha, Áustria e Países Baixos, foi na Polónia que esta iconografia se enraizou, estendendo-se depois solidamente a todo o Báltico.

O intenso caráter expressivo do rosto desconsolado e sofredor torna tangível não só a humildade da incarnação de Cristo, mas sobretudo a sua profunda humanidade. Cristo é representado como um “pensador” que, tristemente abandonado sob o peso da sua dor, tem o braço esquerdo abandonado entre os joelhos, como um homem entre os homens na pensativa angústia.



O mosaico foi realizado pelo Estúdio do Mosaico Vaticano entre janeiro e maio deste ano. Foi utilizado esmalte policromado aplicado com estuque oleoso sobre base metálica



A presença da coroa de espinhos é uma referência direta às horas de profunda tensão que antecedem a sua prisão, julgamento e morte, evocando as palavras do Evangelho: «Cheio de angústia, pôs-se a orar mais instantemente, e o suor tornou-se-lhe como grossas gotas de sangue, que caíam na terra» (Lucas 22, 44).

Hoje, na Estónia, no último dia da sua 25.ª viagem apostólica, Francisco ofereceu à presidente da República o mosaico “Bênção papal na Praça de S. Pedro”, extraído de uma pintura a óleo de Ippolito Caffi (1809-1866), um dos maiores e mais originais paisagistas italianos do seu tempo, executada na segunda metade do século XIX e conservada no Museu de Roma.

A praça de S. Pedro é representada inundada pela luz da manhã, com muitas pessoas à espera da bênção papal a partir da varanda central da basílica, protegida por uma grande tela branca.

O mosaico foi realizado pelo Estúdio do Mosaico Vaticano entre janeiro e maio deste ano. Foi utilizado esmalte policromado aplicado com estuque oleoso sobre base metálica. O estuque tem a mesma fórmula do utilizado para aplicar os mosaicos na basílica de S. Pedro, que remonta ao século XVIII.


Imagem Sala de Imprensa da Santa Sé | D.R.

 

Rui Jorge Martins
Fonte: Sala de Imprensa da Santa Sé
Publicado em 25.09.2018

 

 
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